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Estão conclusos para o julgamento pela 2ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, sob relatoria da desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira, os autos do recurso do cabo do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) da Polícia Militar do Pará Wladson Luan Monteiro Borges, que matou a namorada Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, baleada na cabeça dentro de um carro, em Belém, em março do ano passado. 

Wladson Borges foi preso em flagrante pelo feminicídio. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz João Augusto de Oliveira Jr., da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, e determinado o julgamento pelo Tribunal do Júri, decisão da qual ele recorre. 

Bruna era de Colares e estudava Nutrição em Belém, morando em casa de parentes. 

Em sua manifestação perante a 2ª Turma de Direito Penal do TJPA, o 7º procurador de Justiça Criminal do Ministério Público do Estado do Pará, Armando Brasil Teixeira, destacou que o relacionamento entre acusado e vítima era marcado por comportamento possessivo dele, isolamento social dela e episódios de violência, com controle excessivo exercido pelo policial militar, nervosismo de Bruna ao receber suas ligações, afastamento da família e amigos, além de discussões motivadas por ciúmes, circunstâncias relatadas por pessoas próximas a ela. 

“Igualmente relevante é o fato de que, nos dias que antecederam o crime e também na própria data dos fatos, foram identificadas mensagens de conteúdo agressivo e intimidatório encaminhadas pelo acusado à vítima, revelando evidente estado de animosidade entre ambos. Robustos elementos indicativos de que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher”, acentua o procurador de Justiça, que evidencia a incidência de agravante decorrente da utilização de arma de fogo de uso restrito e a impossibilidade de defesa de Bruna. 

Após o crime, Wladson levou Bruna para o Pronto Socorro Municipal da 14 de Março. No hospital, disse que o casal fora vítima de um assalto, mas em seguida confessou ter atirado nela. O Inquérito Policial nº 00711/2025.100013-4, tombado e conduzido pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher de Belém, lastreou a denúncia do MPPA, que pede ao TJPA que o recurso seja negado.

Operação Coronéis do Xingu em São Félix, Belém (PA) e Natal (RN)

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