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Devastadores na mira

Começou a segunda fase da Operação Bajara, para coibir o transporte de madeira ilegal pelas águas do rio Curuá-Una – afluente à margem direita do rio Amazonas, entre os rios Tapajós e Xingu -. A operação, cujo nome faz alusão a uma embarcação típica da região, além do Ibama, conta com Força Nacional, Polícia Federal e Polícia Civil do Pará, fazendo uma varredura na área. A Sema executa a logística da retirada das toras apreendidas. Até o momento, o volume de madeira derrubada é de 100 mil metros cúbicos, o que equivale a seis mil caminhões abarrotados, ou 7 Km de balsa.
Atualizada às 20h30: fiscais do Ibama, em parceria com a Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal, apreenderam uma balsa que carregava 1.300 m³ de madeira ilegal no rio Amazonas, ontem. No carregamento, além de outras madeiras, todas em toras, havia ipê, maçaranduba, jatobá e pequiá, que não constavam na documentação; por isso, a carga, a balsa e o rebocador estão retidos no porto da Companhia Docas do Pará em Santarém, a fim de que os peritos da Polícia Federal, Sema e Ibama façam a identificação, a partir do que outras espécies poderão ser encontradas.
A multa poderá chegar a R$ 350 mil.
A carga, oriunda de Juruti, era destinada a Belém, onde seria beneficiada e, por seu alto valor de mercado, provavelmente parte dela seria exportada e o restante abasteceria o mercado das regiões sul e sudeste do País.
A madeira será doada à Sema, que providenciará leilão e os recursos arrecadados serão revertidos ao reforço dos órgãos ambientais do Pará e ao fomento de programas ambientais na região.

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