Começou hoje (27) às 8h e segue até às 17h a votação nas prévias do PSDB para escolher seu candidato à Presidência da República. O resultado, se tudo correr bem, deve ser anunciado às 20h. O partido passou a semana…

Em uma aula prática da Faculdade de Medicina da Unifamaz, ontem, o professor Marcus Vinícius Henriques de Brito, visivelmente impaciente com a aluna que deveria demonstrar intubação em um boneco, questionou a falta de lubrificação prévia do paciente, ao que…

Na quarta-feira passada, dia 24, a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, em Brasília, era para discutir a gravíssima situação na Terra Indígena Yanomami, mas o clima de enfrentamento entre bolsonaristas e lulistas inviabilizou…

O prefeito Edmilson Rodrigues anunciou que Belém tem condições de fazer o Carnaval 2022, após reunião hoje (25) à tarde com representantes das escolas de samba e blocos carnavalescos. Ele acredita que com mais de 80% de pessoas vacinadas contra…

Destruído monumento a Mãe Doca

Foto: Dudah Souza
Vergonha. Indignação.  O monumento em memória de Mãe Doca (Noche Navakoly), símbolo da resistência dos Povos de Terreiros de Belém, inaugurado ontem às 7:30h da manhã, na esquina da Tv. Humaitá com a Av. Duque de Caxias, no bairro do Marco, não durou nem 24 horas. Já foi destruído. Ato de racismo, intolerância religiosa, ou vandalismo gratuito, seja qual for a motivação é inaceitável. O direito constitucional e a cidadania precisam ser efetivados no nosso País. Punição aos vândalos é o mínimo que se espera.

Noche Navakoly (Mãe Doca) foi presa várias vezes e ainda assim não desistiu da luta pelo direito à consciência religiosa. Manteve até 1969 o seu Terreiro de Nagô Cacheu, fundado em 18 de março de 1891, na Tv. Humaitá, próximo à Duque de Caxias, em Belém do Pará. Enfrentou a polícia e todo tipo de preconceito em nome do direito ao culto religioso. O monumento em sua memória,  em Belém, é simbólico tanto da luta das mulheres quanto dos segmentos negros e nos remete também ao mês de combate ao preconceito às religiões de matriz africana, e, em especial, ao 18 de março, Dia Municipal das Religiões Afro-brasileiras. Só na Região Metropolitana de Belém há registro de mais de três mil comunidades de terreiros. 

O Decreto Legislativo nº 05/2009 – proposição da deputada Bernadete Ten Caten(PT) – instituiu na Alepa a Comenda “Mãe Doca”, em reconhecimento à luta por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas até hoje continuam, como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém no enfrentamento ao racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *