Evellyn Vitória Souza Freitas nasceu no chão do banheiro do Hospital Municipal de Portel, município do arquipélago do Marajó (PA), no dia 28 de julho de 2021, por volta das 8h da manhã, prematura de 28 semanas e dois dias, pesando 1Kg e 39…

Vanete Oliveira, a jovem marajoara de 28 anos e mãe de cinco filhos que sofre há catorze anos com um tumor enorme em um dos olhos, que lhe cobre quase a metade da face, já está internada no Hospital Ophir…

Equipes da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Repressão de Furtos e Roubos estavam monitorando há um mês o grupo criminoso que planejava roubar em torno de R$ 1 milhão no caixa eletrônico do Banpará localizado dentro do Hospital…

Vanete Oliveira, 28 anos, mãe de cinco filhos, vive em Portel, município do arquipélago do Marajó(PA). Ela sofre há catorze anos dores atrozes além do desconforto, trauma e todo tipo de dor física e psicológica, por conta de um tumor…

COWBOYS E GIBIS

Quando estive em Santarém fui tomar a famosa garapa do Pequenino lá na Garapeira Ipiranga, hoje dirigida pelo Cacheado.

O mesmo sabor que hoje se transforma no agridoce das saudades…

Onde estão as broas, os rebuçados, os beijos-de-moça da Dona Nina, da Dona Rosa, doceiras da Praça da Matriz?
Ali adiante o velho coreto me olha e pergunta porque eu não toco mais na banda de música.

O Cinema Olímpia, onde a vida era sonhos e filmes em preto e branco, acabou.

Onde andarão os artistas e bandidos do velho oeste da minha infância?

Gene Autry, Roy Rogers e Trigger, Rocky Lane, Buck Jones, John Wayne, Rex Allen, Tex Ritter, Hopalong Cassidy, eram bons de briga e de tiro. Tinham os cavalos mais bonitos e sempre acabavam conquistando a mocinha. Mas às vezes iam embora, cantando e a deixavam chorando…

Ah, o cine Olímpia. “Seu Grilo” tomava conta da “geral”, mais na frente e ao preço de meio ingresso. Quando ficava escuro, na hora de começar o filme, a gente pulava para as cadeiras bem mais confortáveis.
Hoje eu fico pensando: cadeiras quebradas, pela barulheira (gritos histéricos, batidas de pé, socos no ar) que fazíamos na “hora da porrada” nos filmes de cowboy.

Se, de tão velho, o filme arrebentava, a luz acendia e começavam os gritos:

– Tá roubando… ladrão… ladrão!

Eu era maluco pra assistir os “filmes impróprios”. Nunca deixaram. Detestava “filme de amor”, achava que era coisa de mulher. Beth Davis, Humphrey Bogart? Nem pensar.

Era no Cine Olímpia, durante os famosos Vesperais, que ficávamos flertando as meninas, satisfeitos que só, se uma delas deixava, pelo menos, encostar o braço no escurinho do cinema.

Antes de começar o filme a gente trocava revistinha. Como eram saborosos os gibis dos cowboys, do Mandrake e Lothar, Superman, Capitão Marvel, Cavaleiro Negro, Zorro,Tonto e Silver, Fantasma e o cachorro Capeto, Tio Patinhas, Luluzinha, Pinduca…

Sentei-me no banco da Praça da Matriz e o sino tocou. Não resisti. Entrei na igreja e chorei junto da pia sagrada onde Frei Domingos me batizou, um dia.

Aquele templo me evocou os tempos ingênuos: cantar no coral, a primeira comunhão, as missas dominicais obrigatórias, tudo enfim se transportava ao presente pela mágica das recordações.

Quando saí da igreja olhei outra vez para o Coreto, ali na praça e na minha imaginação, parece que ouvi a Banda Municipal tocando uma valsa.

Meu saxofone fazia um solo e a melodia também se perdia no passado.

Agora, eu não mais sentia saudade. Uma imensa satisfação abraçou meu espírito e me fez sentir, mais uma vez, a alegria ter vivido em Santarém, quando ela era o meu paraíso, a liberdade do melhor dos mundos.

*O artigo acima é de total responsabilidade do autor.

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