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APELIDOS

Hoje em dia perdemos a espontaneidade, não há mais aquelas amizades gostosas do colégio, da rua de casa, do bairro etc.

Tudo vira bullying, em nome dessa pinoia que chamam de politicamente correto.

A infância e a juventude perderam a graça.

Presos no apartamento, são escravos do videogame.

Nada sabem dos folguedos de outrora:  pira se esconde, pião, peteca, pipas, bonecas, fogueira junina parecem, para essa geração atual, uma chatice, hipnotizados que estão pelo videogame ou pela televisão.

Não sou saudosista e nem ando na contramão.

Também não vou dizer que minha época era melhor, pois o mundo gira e nessas voltas nos leva inexoravelmente.

Mas dá uma saudade danada, do tempo divertido em que quase todo mundo era conhecido mais pelo apelido do que pelo nome de batismo e ninguém fazia cara de “mimimi”.

Meus amigos, como falei, eram mais conhecidos pelo apelido, geralmente jocoso.

Vejam alguns:

Saci, era um negrinho baixinho, que se tornou agrônomo e mancava de uma das pernas, por ter sido vítima da paralisia infantil. O João Perna Santa também fora vítima da poliomielite.

O 21 tinha um dedo a mais na mão direita, havia o Hilton Caiarara, Luís Bacaba, Idersio Cavalo Velho, Joaquim Garrote, Anselmo Minha Gatinha, Ronaldo Charuto, Osiris Macaco, Canguru, Cu de Osso, Cobra Mole, Manjado, Pé de Chumbo, Fla-Fla, Tamancão, Pacu e mais uma infinidade de amigos que eram mais conhecidos pelo apelido.

Um dia, eu estava em Santarém, tirando as férias do juiz titular daquela Vara.

No meio da instrução de um processo, chegou o momento de interrogar as testemunhas.

Então entra na sala o meu amigo de infância conhecido como Tracuá.

Eu reconheci e fechei a cara, por causa do momento.

Depois iria dar um abraço.

Mas ele foi logo dizendo:

– Bom dia, Pimpão…

Nada fiz, além de um sorriso.

Quem nasceu no interior do Pará, tem que considerar fatos assim como demonstração de apreço e amizade.

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