A 27ª Unidade de Conservação do Estado do Pará abrange os municípios de Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste paraense. O Decreto nº 1.944/2021 foi assinado pelo governador Helder Barbalho na quinta-feira, 21, e publicado ontem (22) no Diário Oficial…

O Atlas da Dívida dos Estados Brasileiros, lançado no Fórum Internacional Tributário pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, aponta que a dívida ativa das empresas com os entes federados soma estratosféricos R$ 896,2 bilhões, significando 13,18% do PIB…

Ao abrir oficialmente o Forma Alepa/Elepa, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão, destacou a importância do trabalho que vem sendo executado pela Escola do Legislativo, treinando, qualificando e atualizando gestores, vereadores e servidores públicos, que dessa forma…

Em Itupiranga, força-tarefa do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá, Auditoria Fiscal do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgatou sete trabalhadores em condições análogas às de escravos, em duas fazendas no sudeste paraense, e prendeu…

Novíssimas teses sobre a Cabanagem

A roda de conversa “Novíssimas teses sobre a Cabanagem”, com o jornalista Sérgio Buarque de Gusmão, pesquisador e autor do livro “Nova História da Cabanagem: seis teses revisam a insurreição que incendiou o Grão-Pará em 1835”, o historiador Geraldo Mártires Coelho, professor titular aposentado da UFPA, e a cientista política Thais Florêncio de Aguiar, professora do IFCS/UFRJ, é a programação de hoje às 19h do projeto Confronto de Ideias, coordenado pela professora Marly Gonçalves da Silva, da Faculdade de Ciências Sociais do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará, em parceria com o projeto Hora H, coordenado pela professora Natália Cavalcanti (Curso de Licenciatura em História/IFPA-Campus Belém). A mediação será da socióloga Joana Barros, professora da UNIFESP. 

O jornalista Sérgio Buarque de Gusmão começou a trabalhar em 1968, em A Província do Pará, e na década de 1970 foi para São Paulo, onde atuou no Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e O Globo. É co-autor de “A Igreja dos Oprimidos” e autor de “Jornalismo de In(ve)stigação”. 

Em 2017, ao realizar o Seminário Nacional 100 anos da Revolução Russa: debates sobre democracia, socialismo e anarquismo, o projeto de extensão universitária Confronto de Ideias começou um ciclo de debates sobre os movimentos políticos que marcaram os séculos XIX e XX. Em 2019, o seminário foi alusivo aos 60 anos da Revolução Cubana. Em 2020, Confronto de Ideias focou a Revolução Cabana, deflagrada por indígenas/tapuios, negros escravizados e ribeirinhos/caboclos e que assumiu o poder local em 1835. Na mesa-redonda “O memorial da Cabanagem e a questão da memória política no Pará”, o tema foi abordado pelos professores historiadores José Alves Souza Jr. e Mário Médice Barbosa, com participação especial do jornalista e sociólogo Lúcio Flávio Pinto, autor de várias publicações sobre o assunto (“Cabanagem: o massacre” e “Cabanagem 180 anos: a guerra de um povo”, além de seu blog “Cabanagem”).  

A Cabanagem é retratada nos “Motins Políticos” de Domingos Antônio Raiol de forma bem diferente que em “Cabanagem: epopéia de um povo”, de Carlos Rocque, e segue despertando novas leituras do seu processo. 

 Na obra “Nova história da Cabanagem; seis teses revisam a insurreição que incendiou o Grão-Pará em 1835”, em linguagem clara e direta e sem perder o rigor científico, Sérgio Gusmão revisita o papel e as circunstâncias de personagens como Grenfell, Batista Campos e Félix Malcher na conjuntura cabana, abrindo ainda mais o leque. O livro está à venda no site da Amazon em formato e-book Kindle. 

Até hoje se discute o caráter daquela luta. Motim, revolta, revolução, levante, insurreição? A verdade é revolucionária. E quando se conta a história, deve estar amparada rigorosamente nos fatos. Fazer História e Jornalismo não é fácil, demanda vocação, empenho e paixão. 

 A esfinge da Cabanagem permanece à espera de quem a decifre. Os vestígios foram varridos dos livros de História. Nos logradouros parauaras, raras referências. Em Belém, um retrato de Eduardo Angelim desde 1936 no Instituto Histórico e Geográfico do Pará.  

As inscrições estão abertas, e haverá emissão de certificados. Acesse o link Novíssimas Teses sobre a Cabanagem (even3.com.br)

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