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A Academia Paraense de Letras abre seu histórico salão nesta quinta-feira, dia 23, às 19h, para um debate urgente e necessário, com o tema Dignidade humana e cidadania feminina na Amazônia. Um encontro inédito que une a força da intelectualidade parauara ao enfrentamento à realidade vivida pelas mulheres. Onde o Direito encontra a Literatura, vozes femininas de liderança dão o tom. Poder e sensibilidade se cruzam: mulheres que ocupam espaços estratégicos discutem a cidadania feminina sob a ótica da lei e do humanismo. Em pauta, os desafios e o dever ético de amplificar a voz daquelas que tentam calar.

Pela primeira vez na história, a APL receberá como protagonistas lideranças que enfrentam, cotidianamente, os desafios impostos à condição feminina na região. Mulheres que ocupam espaços estratégicos de poder e decisão discutirão a cidadania sob uma ótica humanista, analisando como os mecanismos jurídicos podem — e devem — servir de escudo contra a violência e a invisibilidade.

A principal convidada é a governadora Hana Ghassan, que logo ao assumir o cargo deslanchou a Operação Escudo Feminino, a maior de enfrentamento à violência contra a mulher já realizada no Pará, com foco no combate à violência doméstica, na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas e no atendimento especializado às vítimas.

Estão confirmadas as professoras doutoras Betânia Fidalgo Arroyo, reitora da Universidade da Amazônia; e Loiane Verbicaro, vice-reitora da Universidade Federal do Pará; a promotora de justiça do Ministério Público do Pará Ana Maria Magalhães, presidente da Ampep, primeira mulher a chefiar o Gaeco; a advogada Ângela Sales, vice-presidente da Academia Paraense de Letras Jurídicas, ex-presidente da OAB-PA e conselheira federal da OAB; a advogada Bruna Koury, líder da Liga das Mulheres do Brasil em Belém do Pará; e Poliana Bentes Gomes, presidente do Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial do Pará. O presidente da Academia, advogado, professor e literato Ivanildo Alves, presidirá a mesa oficial, que terá mediação da jornalista e advogada Franssinete Florenzano, diretora da APL.

Ser mulher na Amazônia envolve particularidades que vão desde o isolamento geográfico até o acesso restritivo a políticas públicas de proteção. O debate na APL pretende jogar luz sobre os índices de violência e desigualdade que marcam o território paraense e o papel das instituições e da sociedade civil em não permitir o silenciamento das vozes femininas, além de evidenciar como a ocupação de espaços de poder por mulheres altera a aplicação do Direito e a percepção da justiça.

A literatura é, historicamente, o primeiro refúgio e a primeira arma de resistência, ferramenta de cidadania. Ao unir o Direito à escrita, o evento reforça que a construção de uma cidadania feminina robusta passa pela capacidade de narrar a própria história.

O evento reforça também a intersecção entre a letra da lei e o humanismo literário. O debate abordará os desafios estruturais e a necessidade de uma justiça que não seja apenas técnica, mas profundamente empática e consciente das particularidades regionais.



Serviço

Evento: Dignidade Humana e Cidadania Feminina na Amazônia

Data: 23 de abril de 2026.

Horário: 19h.

A sede da Academia Paraense de Letras fica na Rua João Diogo, nº 235, no bairro da Campina (próximo à Cidade Velha), em Belém do Pará, ao lado do Colégio Estadual Paes de Carvalho.

O acesso é livre e gratuito.


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