Publicado em: 3 de junho de 2026
O promotor de justiça do Ministério Público do Estado do Pará Jayme Ferreira Bastos Filho atropelou o jovem Ricardo Felipe do Rosário Rodrigues no último dia 25, na rodovia Augusto Montenegro, próximo ao Residencial Natália Lins. Vários vídeos publicados em portais jornalísticos e em redes sociais mostram que o promotor dirigia perigosamente, em alta velocidade e “costurando” os demais veículos, atropelou a vítima que pilotava uma motocicleta e fugiu, deixando o jovem Ricardo, de 27 anos, estirado no meio da pista. Ele foi levado ao Hospital Metropolitano e está em coma desde então. O PJ foi abordado em seguida pela polícia e assim identificado. O portal Uruá-Tapera se abstém de mostrar as imagens chocantes que expõem a vítima ensanguentada.
A mãe de Ricardo, Márcia do Rosário, procurou o promotor Jayme Bastos Filho na sede do MPPA e pediu que custeasse as despesas hospitalares não cobertas pelo SUS,
mediante apresentação de comprovantes; apoio logístico no deslocamento de familiares ao hospital; e a reposição do aparelho celular destruído no momento do atropelamento, bem como a aquisição de medicamentos prescritos, além de despesas pessoais durante a internação, considerando que o rapaz é pai de um bebê de 2 anos e o único provedor da família.
A família solicitou também que o PJ arcasse com os custos de fisioterapia, consultas médicas e exames relacionados ao acidente, pelo prazo em que perdurarem as sequelas; transporte para consultas e sessões de tratamento, até a plena reabilitação.
Mas o PJ Jayme Bastos Filho se recusou a assinar o acordo extrajudicial e chegou a apresentar um recibo no valor de R$1.620, em papel timbrado do MPPA, a título de “mera liberalidade”. A família não aceitou e está buscando amparo da Defensoria Pública para reparação civil e responsabilização criminal.
O caso já chegou às mãos do procurador-geral de Justiça do MPPA, Alexandre Tourinho, que aguarda aos laudos do inquérito policial para decidir quanto à proposição do devido processo penal contra o membro do Parquet. A família da vítima já abriu procedimento perante a Corregedoria do MP, o que deve ensejar um PAD, e vai denunciar o caso ao Conselho Nacional do Ministério Público, requerendo providências.
Confiram o BO, o “recibo”, a minuta do acordo extrajudicial e o protocolo na Corregedoria do MPPA.













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