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Junho começou e neste ano teremos Copa do Mundo e eleições, além dos folguedos típicos da temporada. Jogos, festas, shows e eventos sem fim tomam conta das ruas. Enquanto os humanos ruidosos vibram a cada gol, música ou discurso, cães, gatos, passarinhos e outros animais sofrem com medo intenso provocado pelos fogos de artifício que costumam marcar esses momentos. Da mesma forma que bebês, idosos e pessoas neurodivergentes.

O barulho alto e repentino é um gatilho de estresse e pânico para os bichos e seres humanos com autismo, cuja audição sensível percebe cada explosão como algo extremamente agressivo. Eles tremem, se escondem, se descontrolam e tentam fugir. O sofrimento é enorme mas a maioria da população parece não se dar conta disso.
 
Os impactos vão além do comportamento imediato. Podem surgir problemas de saúde como alterações cardíacas, aumento da pressão arterial, crises respiratórias e distúrbios gastrointestinais. O estresse repetido compromete a saúde física e emocional ao longo do tempo.

Leis existem e devem ser cumpridas, mas para isso é fundamental que o poder público e órgãos como o Ministério Público fiquem atentos e tomem medidas práticas de prevenção.

Márcio Maués lança “Anatomia das Estrelas”

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