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Música no Museu no Theatro da Paz

 Maria Helena e Maria Célia no palco
 Professora Lenita Lira Maia conversa com a harpista
Gabriella Florenzano com Maria Helena de Andrade
                            Gabriella com Maria Célia Machado e Sérgio da Costa e Silva
Suave e intenso. Assim foi o concerto do Duo Piano-Harpa formado pela pianista paraense Maria Helena de Andrade e a harpista carioca Maria Célia Machado, no Theatro da Paz, ontem, aplaudidas de pé pelo público, numa noite em que se respirava arte. As renomadas artistas executaram obras do maestro, pianista e compositor Francisco Mignone – o grande homenageado no espetáculo -, Heitor Villa-Lobos e Ernesto Nazareth, incluindo a doce e lindíssima “Valsinha do Marajó” e “Chorinho”, do maestro paraense Waldemar Henrique, considerado por Mignone “o mais genuíno compositor brasileiro”. O Duo reverenciou, também, a espanhola Esmeralda Cervantes, primeira professora de harpa do conservatório de Belém, e, em especial, o compositor Carlos Gomes, que organizou e dirigiu o conservatório ao qual emprestou o seu nome, em Belém. 

Ao longo do concerto, as duas revelaram curiosidades.  Como a de que Francisco Mignone, adepto não só da música erudita, escreveu várias músicas populares, sob o pseudônimo de Chico Bororó, porque sua família, de musicistas tradicionais, não aceitava a veia popular. E isto aos 15, 16 anos de idade, virtuose que era!  

Maria Célia Machado contou que a suíte “Seguida” (com as partes “Temperando”, “Outra lenda sertaneja”, “Beliscando forte”, “Valsa que não é da esquina” e “Batuque batucado”), foi composta por Mignone, em 1984, especialmente para o recital de Mestrado de Maria Helena Andrade, cuja tese pesquisou obra inédita do maestro. Francisco Mignone é considerado um dos três maiores compositores do País, ao lado de Villa-Lobos e Lourenzo Fernandez. Em cerca de 700 peças, abordou os gêneros orquestral, instrumental, camerístico, dramático e sacro, além da vertente popular. 

Maria Célia tocou, ainda, e falou sobre a Cadência do Concerto para Harpa Solo e Orquestra de Villa-Lobos, em que este dialoga com sua segunda esposa Arminda Neves d’ Almeida.

Ao final do concerto, ambas foram muito cumprimentadas. Simpaticíssimas, Maria Helena foi ao encontro dos fãs no corredor de acesso à coxia do teatro e Maria Célia explicou, no palco, detalhes da harpa aos que queriam saber mais sobre o belo instrumento.

A pianista Maria Helena Coelho de Souza Andrade estudou no Conservatório Carlos Gomes, na classe da professora Dóris Azevedo, mestra de várias gerações. Solista e camerista em inúmeras turnês internacionais, lançou, com sucesso, diversos discos. É mestre em Música pela Escola de Música  da UFRJ, onde exerceu o magistério e atualmente leciona nos seminários de Música Pro Arte. Maria Helena é também membro titular da Academia Brasileira de Arte, na qual ocupa a cadeira 11, e membro correspondente da Academia Paraense de Música.
Solista de orquestra, a harpista Maria Célia Machado se formou sob a orientação da espanhola Léa Bach, é graduada pela Escola de Música/UFRJ, onde recebeu o prêmio Medalha de Ouro, exerceu o magistério e diretoria da instituição. Também foi, por mais de duas décadas, primeira harpa solista na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Maria Célia é autora de dois projetos, ambos com apresentações no Brasil no Exterior – Orquestra Brasileira de Harpas” e “Trio d’Ambrósio” – este último ao lado da pianista Maria Helena de Andrade e do violinista Aizik Geller, que valorizou a sua pesquisa sobre o berimbau, a harpa afro-brasileira. Ela atua nesse conjunto há 15 anos, ao lado de cinco harpas francesas, violino, violoncelo, piano e percussão. 

O projeto Música no Museu, iniciado em 1997, é a maior série de música erudita do Brasil, reconhecido pelo RankBrasil, a versão brasileira do Guinness Book, e realiza mais de 500 concertos por ano, de norte a sul do País, ocupando cerca de 2.500 músicos ao ano, além de manter uma vertente internacional. Desde 2004, o projeto conta com o apoio das Embaixadas brasileiras e do departamento cultural do Itamaraty, o que lhe permitiu fazer apresentações em cidades de Portugal, Espanha, República Tcheca, Marrocos, França, Inglaterra, Estados Unidos, Índia, Austrália e Áustria, entre outras, atendendo à proposta de levar música e músicos brasileiros para o Exterior e sempre com excelentes resultados. É o que realiza o maior número de concertos mensais na cidade do Rio de Janeiro, todos englobando diversos gêneros musicais, apresentando desde música antiga até a contemporânea, com grande variação de intérpretes e instrumentos, e caráter didático de formação de plateia. Sérgio da Costa e Silva, diretor do projeto Música no Museu, revela que as capas dos programas mensais são feitas por artistas plásticos, o que já ensejou inclusive a ideia de, no futuro, montar a sala “Música no Museu”, com esses trabalhos exibidos em espaço cultural do Rio. 

A iniciativa democratiza o acesso à cultura, em função da gratuidade dos concertos e, principalmente, da qualidade das apresentações do Música no Museu, que destacará este ano as obras de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Guerra-Peixe, Radamés Gnatalli, Francisco Mignone, Villa-Lobos, Tom Jobim, Camargo Guarnieri, Lorenzo Fernandez, Henrique Oswald, Alberto Nepomuceno, Ari Barroso e Noel Rosa.
As novidades serão a cantora lírica parauara Gabriella Florenzano, convidada ao vivo durante entrevista no programa Sem Censura Pará, da TV Cultura, a cantar em junho, no Rio, as composições dos maestros Waldemar Henrique e Wilson Fonseca, que ela pesquisa; e a apresentação de Akiko Sakurai, artista japonesa de EBIWA, instrumento tradicional do Japão, além do lançamento do VIII Concurso Jovens Músicos-Música no Museu, que dará ao vencedor uma bolsa de estudos de R$105 mil da James Madison University. Já estão marcados os concertos em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Berlim, informa 
Sérgio da Costa e Silva

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