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O chilique, a ética e a verdade


Este é um post de Karla Cancela, advogada e diretora do Sistema de Ensino Equipe. Ela apagou o texto de sua página no Facebook, talvez arrependida, talvez alertada por outrem sobre a estupidez de suas palavras. Como já disse no Facebook, compreendo, de verdade, a exacerbação dessa mãe, porque sou mãe, e entendo o seu desespero porque a filha fez quatro vezes vestibular para o seu sonho, Medicina, embora, como advogada, ela tenha obrigação de saber os limites dos absurdos que perpetra. Entretanto, é preciso pensar em outras mães, que não podem pagar o curso do Cesupa (onde a menina passou), e cujos filhos candidatos-cotistas de escolas privadas obtiveram bolsas em escolas particulares à custa de muito sacrifício porque de fato não podem pagar mensalidades e conseguiram-nas para seus filhos a fim de que escapassem da repetição de seus destinos. É justo, é lícito, é digno e desejável que estes sejam objeto de nossa preocupação. Afinal, as cotas foram criadas para facilitar a inclusão social, dentre outros motivos, e a moça em questão nem de longe necessita do apoio do Estado para se incluir na sociedade. 

Sou contra a política de cotas: o correto é que o ensino público seja gratuito e de excelente qualidade, porque só assim qualquer nação consegue avançar. Mas se as cotas existem sem qualquer sombra de dúvida são para auxiliar os hipossuficientes, e nenhum edital pode se sobrepor à lei e à Constituição Federal, que, ademais, insculpe o princípio da moralidade, ao lado do da legalidade, entre os que devem nortear a administração pública, e eis que a UEPA – Universidade Estadual do Pará – é pública. Não se deve olvidar, ainda, que, embora ela seja estadual, o ensino universitário é regido por legislação federal, que consagra as chamadas políticas afirmativas, que de modo algum amparam a estudante em tela.

No que me diz respeito, a pecha que a Sra. Karla Cancela tenta imputar não me cabe. Trabalho há 31 anos para me sustentar, sou mãe e ganho meu dinheiro honestamente, sem precisar pisar nem humilhar quem quer que seja. Por sinal, penso ser injustificável pisar ou humilhar alguém. Também não tenho motivo para ter ódio de sua filha, que nem conheço, não me escondo atrás do teclado, porque assino tudo o que escrevo, com meu nome e sobrenome, nunca pedi ao Equipe nem a qualquer outra escola bolsa de estudos para minha filha, não sonego impostos – sou servidora pública e, como qualquer alfabetizado sabe, o desconto do imposto de renda vem em folha e os demais, nos próprios produtos -, não compro DVDs piratas porque luto contra o trabalho escravo e isso é muito mais do que a simples relação de compra-e-venda, assino a carteira de trabalho de minha empregada doméstica e lhe pago além dos direitos obrigatórios, porque considero questão de justiça, não utilizo a máquina estatal em meu benefício, não estou a serviço da concorrência do Sistema Equipe e não violo qualquer lei. Desafio a Sra. Karla Cancela e qualquer pessoa a provar o contrário e aviso desde já que é bom dar nomes aos bois porque não admito que lancem lama à minha reputação. 

Quem expôs a garota foram seus próprios pais, que têm o dever de orientá-la. São fartos os depoimentos de que o professor Walter Cancela sempre se disse contra as cotas e defendia de modo incondicional a meritocracia. E para sua filha, o discurso é outro? Tipo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?”. A doutora/diretora/mãe deveria prestar atenção nisso. E as mães de estudantes carentes de escolas particulares?! E as mães de estudantes em igual posição econômica-social da caloura acolhida em sistema de cotas, que pagam as mensalidades caríssimas e impostos a fim de oferecer ensino de melhor qualidade e, na hora de entrar para o ensino superior, seus filhos concorrem de maneira diferente que a colega filha do professor dono da escola?! 

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