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DEM e PSL ainda nem consumaram a fusão, prevista para outubro deste ano, mas a briga já é de foice. O ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto duelam nos bastidores pelo comando do novo…

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Jatene e os cenários para 2014

Os
arraiais políticos parauaras estão em brasa. Nem mesmo a proximidade
do  Círio de Nazaré tem arrefecido o
ímpeto de uns e outros. Na base
aliada ao governo, o desenho definido após o prazo final para mudanças de
partido confirmou suspeitas e aprofundou fraturas. Há conversas febris nos
bastidores, grupos tratando de se fortalecer para o embate – interno – em 2014.
No
ninho tucano, o governador Simão
Jatene, mais do que nunca, é candidato. Houve um tempo em que cogitou não ser.
Afinal, quem o conhece sabe que ele jamais defendeu a reeleição. Ademais, considerando
que, aos 64 anos, com quatro stents
no coração, um casamento feliz e a família querendo a sua saúde ao invés da aporrinhação das disputas políticas,  era melhor ir aproveitar a vida. Mas Jatene
também é movido a desafios – e o repto lançado pelo PMDB, até mais do que o PT,
tem sido o seu combustível -, além do que se ele não for candidato o PSDB do
Pará vai se esfacelar em meio a uma briga intestina pelo poder da qual todos
sairão órfãos, a exemplo da protagonizada por Alkmin, Serra e Aécio, em nível
nacional, que ficam se bicando e por
isso perdem para o adversário em comum.
A
consolidação da força política do chamado grupo de Paragominas, principalmente
depois da filiação ao PSB – com entendimento direto entre Jatene e o governador
Eduardo Campos – do secretário especial de Desenvolvimento Econômico e
Incentivo à Produção Sidney Rosa, e da nomeação do ex-prefeito Adnan Demachki
para secretário especial de Proteção Social, está tirando o sono de tucanos e do resto da base governista. Ninguém
ignora que Sidney Rosa tem mapeado o
Pará inteiro, em missões representando o governador. E que sua candidatura ao
Senado está posta, em detrimento à reeleição do senador Mário Couto. Que, por
sinal, já acusou o golpe. E, claro, não reagiu bem a ele e acionou a executiva
nacional do PSDB para fazer valer os seus direitos.
Por
outro lado, o fortalecimento do grupo de Paragominas fortalece o prefeito
Zenaldo Coutinho, joga para escanteio
as pretensões, digamos, palacianas, para 2018 do senador Flexa Ribeiro e do
prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, e sepulta
o já isolado nas hostes tucanas
deputado federal Nilson Pinto. O ranger
de dentes
é alto e esta semana aconteceram diálogos ásperos.
Para
piorar a situação, é tido e havido que é preciso contemplar o oeste do Pará na
futura chapa que concorrerá ao governo. O vice Helenilson Pontes luta para se manter
no posto, mas políticos conterrâneos se divertem em hostilizá-lo abertamente. O
deputado federal Lira Maia(DEM) faz pressão para ficar em seu lugar e nem se
preocupa em dissimular.

Nesse
cenário, o governador examina várias possibilidades. E uma delas causou
burburinho no seio da Faepa, a Federação da Agricultura e da Pecuária do Pará,
pelo ineditismo: em conversa reservada, Jatene expôs ao deputado Márcio
Miranda(DEM) que cogita renunciar ao mandato, juntamente com o vice, Helenilson
Pontes, com o que o presidente da Alepa, segundo na linha sucessória, assumiria
o governo do Estado, nos últimos seis meses do mandato. Jatene daria, com isso,
exemplo nacional de ética, concorrendo em igualdade de condições com os seus
adversários na campanha eleitoral, além do que ficaria livre de qualquer
acusação de uso indevido da máquina pública. A ideia faz sentido e de fato
seria um choque estratégico, alcançando grande repercussão e desdobramento
tanto no âmbito da coligação política quanto do marketing. A conferir.

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