0
 

O advogado Rodrigo Pantaleão, de 53 anos, em audiência no dia 28 de maio deste ano, na 3ª vara Criminal de Florianópolis (SC), conduzida pela juíza Carolina Ranzolin, ganhou fama nacional ao declarar: “a defesa corrobora com as afirmações da promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”. Na ocasião, ele representava um homem acusado de tráfico de drogas, resistência à abordagem policial e porte de arma de fogo com numeração suprimida. O episódio provocou forte repercussão no meio jurídico. Afinal, não se tem notícia de criminalista concordar com a condenação do próprio cliente. A magistrada entendeu que o acusado, de 36 anos, permanecia sem defesa técnica efetiva e adotou as providências cabíveis para assegurar o direito constitucional à ampla defesa.


Pois bem. O advogado foi encontrado morto ontem, 25, em um imóvel no bairro Itacorubi, após moradores relatarem forte odor vindo da residência. A Delegacia de Homicídios de Florianópolis informou que Pantaleão já estava morto havia alguns dias, o imóvel não apresentava sinais de invasão e não foram constatadas lesões aparentes na vítima. A Polícia Civil de Santa Catarina apura as circunstâncias da morte. A OAB-SC acompanha a investigação e diz que cobrará a devida responsabilização caso surjam indícios de que a morte tenha relação com o exercício da advocacia. A entidade acentuou que muitas vezes há situações de exposição que não são percebidas pela sociedade. “Esperamos uma apuração célere, rigorosa e transparente. A Ordem não tolerará omissão nem demora neste caso, seja qual for o resultado da perícia.”

MPF acusa governo do Pará e prefeitura de Barcarena de danos a quilombolas

Previous article

You may also like

More in Notícias

Comments