Publicado em: 7 de junho de 2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social rejeitou pedidos de financiamento feitos por produtores rurais que tinham propriedades com desmatamento ilegal no Pará, nos últimos três anos, no total de R$ 29 milhões, o equivalente a 1,2% do volume de solicitações de crédito feitas entre fevereiro de 2023 e abril de 2026. É o que revela balanço divulgado no Dia do Meio Ambiente (5).
O BNDES monitora em parceria com o MapBiomas as propriedades rurais, a fim de evitar a concessão de crédito a desmatadores ilegais. Em todo o país, o volume de crédito rejeitado foi de R$ 1,1 bilhão. Os 5.592 alertas ativos de indícios de desmatamento ilegal registrados desde fevereiro de 2023 equivalem a cerca de 1% das 551,7 mil solicitações de crédito rural encaminhadas ao banco nesse período. São consideradas as operações dos programas agropecuários do governo federal, com juros equalizados; da linha BNDES Crédito Rural e aquelas que tenham marcação de crédito agrícola pelo Banco Central.
Desde 2023, crédito de quase R$ 1 milhão por dia deixou de ser concedido a produtores com indícios de desmatamento irregular.
“O BNDES é um grande parceiro do agronegócio e valoriza a produção sustentável e ética no campo brasileiro, mas não é complacente com o agronegócio que destrói o meio ambiente. O Banco apoia os produtores que são sustentáveis e inovadores. A tecnologia e uma governança rígida nos permitem atuar com agilidade e precisão na análise do crédito e atender a urgente agenda de enfrentamento das mudanças climáticas. O tempo do crédito para o agro que desmata já passou”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
As regiões Norte e Nordeste tiveram os maiores percentuais de volume de financiamentos evitados (1,7% dos R$ 6,2 bilhões e R$ 7,8 bilhões solicitados, respectivamente). O Nordeste foi a região que registrou a maior taxa de alertas ativos de indícios de desmatamento ilegal (3% das mais de 13,6 mil solicitações).
Os melhores indicadores têm sido registrados no Sudeste, com bloqueio de 0,5% do total de R$ 23 bilhões de volume de crédito solicitado e alertas de indícios de desmatamento ilegal de 0,4% das 75,1 mil solicitações de crédito rural.
No Centro-Oeste, foram bloqueados 0,7% dos R$ 29,7 bilhões solicitados, e emitidos alertas de indícios de desmatamento ilegal em cerca de 1% das 33,1 mil solicitações. A região Sul teve evitados 0,8% dos R$ 73,2 bilhões solicitados e apresentou 1% das 419 mil solicitações de alertas de indício de desmatamento ilegal.
Em todo o período de vigência da parceria entre o BNDES e o MapBiomas, o Rio Grande do Norte teve os maiores percentuais, com 5,1% de alertas de desmatamento em 117 solicitações de crédito. Já o Amazonas registrou a maior alta percentual do volume de financiamentos evitados: 5,4% dos quase R$ 29,4 milhões solicitados.
*Foto de Bruno Cecim










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