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A urgência da produção de Edyr Augusto Proença

“Sempre achei que o escritor não precisa ser respeitável. Tem que ser o Zé ali do bar. Perfeitamente acessível. Escrever o que acontece à sua volta.” (…) “Escrevo em torrente. Nervoso. O estilo de frases curtas já começou em ‘Os Éguas’ e ficou bem claro em ‘Moscow’ e ‘Casa de Caba’. Mas não sou apenas linguagem. Quero contar minhas histórias. E nelas nunca há mocinhos e bandidos. Há pessoas e os acontecimentos que se precipitam, caem em seus colos, pedindo urgência. Como na vida. Antigamente, nas novelas de televisão que não assisto, o autor precisava de um bom gancho, ao final do capítulo, para chamar a audiência para o dia seguinte. Hoje, o gancho está em cada diálogo, em cada take, na pressão contra o controle remoto. É quase assim. Quero que meu leitor não me largue. Que vá comigo, junto, até o final. Não me deixe para amanhã. Quero-o também ofegante, envolto suando, emocionado, acompanhando os acontecimentos como um espectador privilegiado, mas não livre de sentimentos. Como o escritor paraense recentemente falecido, Haroldo Maranhão; sou como um cão hidrófobo que sai pelas ruas à procura de uma vítima. Escrevo como um possesso. Escrevo para me matar. Escrevo para poder viver.”

É assim, intenso, extremado, que o cronista, contista, romancista, poeta, jornalista, publicitário, dramaturgo, professor e radialista Edyr Augusto Proença fala de si logo na primeira de suas “Crônicas da Cidade Morena 4”, intitulada “O que é que eu estou fazendo aqui?”. A obra, com editoração e prefácio de Marcos Quinan (ele também relançando seu primeiro romance, “Sertão de São Marcos”), pela Amo! Editora, teve noite de autógrafos na Livraria Fox, onde o autor paraense foi muito festejado (vejam as fotos).

Edyr tem 67 anos, começou a escrever aos 16 e ainda escreve, fala e faz com a paixão de um adolescente. Isto porque a sua enorme ânsia não se conforma em conceber, é preciso executar e se espraiar e se multiplicar e se derramar em todas as direções. Edyr é assim, como os caudalosos rios amazônicos: fértil, generoso, jorrante, abundante, torrencial, impetuoso.

Nascido em uma família de riqueza cultural admirável, ele transita em vários mundos – rádio, jornal, literatura, teatro e até no território livre da internet. Soube romper os limites da província, que não é capaz de conter a vazão de sua obra. Seus livros foram lançados nacionalmente pela Editora Boitempo e na França, pela Editions Asphalte. Sim, o parauara Edyr Augusto Proença é reverenciado e premiado mundo afora. Sua temática urbana, fazendo do local o global, a urgência de seus parágrafos curtos e a linguagem coloquial conquistaram os europeus.

“Os Éguas” foi traduzido para o francês e ganhou em 2015 o prêmio Caméléon de Melhor Romance Estrangeiro, na Université Jean Moulin Lyon 3, na França. Nesse mesmo ano, Edyr Augusto foi convidado especial do festival Quais du Polar, em Lyon, e do Salão do Livro de Paris. “Casa de Caba” também foi publicado na França, com o título “Nid de vipères”, e na Inglaterra, como “Hornets’ nest” (Aflame Books, 2007). Ainda teve seus contos publicados no Peru, pela editora PetroPeru, e no México, pela Vera Cruz. Edyr merece o reconhecimento oficial em sua terra natal, que ele tanto descreve em seus livros. Dos seus pares e dos leitores ele já tem há muito o devido respeito e admiração.

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