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O ensaio “Amazônias, Amazônidas: as mulheres são como as águas dos caudalosos e revoltos rios, crescem quando se juntam!” é um dos 29 trabalhos selecionados na 5ª versão do Prêmio Margarida Alves.

Os autores são o professor Rogério Almeida, do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Oeste do Pará, em parceria com as pesquisadoras Lilian Campelo e Maria de Nazaré Trindade. O ensaio traça o perfil de duas mulheres militantes do Pará, a professora da Universidade Federal do Pará e militante do movimento negro Zélia Amador de Deus e a dirigente sindical Ivete Bastos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém.

Lilian Campelo é jornalista, mestre em Comunicação Social pela UFPA e assessora parlamentar na Alepa. Nazaré Trindade é graduada em Matemática e Letras e doutora em Antropologia pela UFPA, servidora pública aposentada, revisora de textos e autora do livro Palavras entre Rios e Ruas: Ensaios sobre Literatura na Amazônia, obra selecionada pelo Prêmio Dalcídio Jurandir. Rogério Almeida já recebeu menção honrosa no prêmio Serrote, do Instituto Moreira Sales, e teve obra finalista em comenda organizada em Lisboa pelo Instituto Res Pública. O professor almeja compilar os ensaios em um livro.

A dissertação de Campelo versa sobre a luta terra, iluminando a saga do gatilheiro Quintino, notório nos anos de 1980.  O estudo foi indicado para publicação.

O Prêmio Margarida Alves é organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em diálogo com movimentos sociais e instituições e associações nacionais de ensino e pesquisa, a exemplo do Movimento de Mulheres Camponesas, Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Rede de Estudos Rurais, Associação Brasileira de Antropologia e Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais, entre outras. Estava há dez anos sem ser realizado.

Margarida Maria Alves, nascida na periferia de Alagoa Grande-PB, em 5 de agosto de 1933, sindicalista e defensora dos direitos humanos, símbolo da luta pela igualdade de direitos para as mulheres do campo através da Marcha das Margaridas, que assim é chamada por homenagear essa mulher aguerrida da Paraíba. Uma das primeiras mulheres a exercer cargo de direção sindical no país. Caçula de nove irmãos, Margarida Alves teve na história de sua própria família a experiência de ser expulsa de suas terras por latifundiários, episódio que vivenciou ainda na infância. Durante o período em que esteve à frente do sindicato local de sua cidade, foi responsável por mais de cem ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, e primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar.






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