Publicado em: 24 de outubro de 2013
É preciso que o governador Simão Jatene, que é antes de ser político um educador, tome a si a incumbência de administrar a crise na educação em seu governo. É muito grave a situação e decisões equivocadas têm sido tomadas em clima de enfrentamento que só radicaliza cada vez mais o movimento grevista e piora as consequências que já são funestas para toda a comunidade escolar.
Os trabalhadores da rede estadual de ensino estadual do Pará, em greve que já dura mais de um mês, ocupam a sede da Secretaria de Estado de Educação desde ontem e vêm sendo tratados como bandidos.
O Batalhão de Choque e o Grupamento Tático da PM estabeleceram estado de sítio aos 150 professores. Bloquearam o acesso aos sanitários. Nem água e comida deixaram entrar, e afirmaram que ficar dentro do local é por conta e risco dos manifestantes.
As pessoas que tentavam passar pão e medicamentos pelas grades do prédio foram atingidas por spray de pimenta. A atitude agressiva da polícia é injustificável. Milhares de estudantes estão fora da sala de aula. A greve atinge 70 municípios do Pará e 80% da grande Belém.
As pessoas que tentavam passar pão e medicamentos pelas grades do prédio foram atingidas por spray de pimenta. A atitude agressiva da polícia é injustificável. Milhares de estudantes estão fora da sala de aula. A greve atinge 70 municípios do Pará e 80% da grande Belém.
Os vereadores Marinor Brito e Fernando Carneiro, os deputados Edmilson Rodrigues e Edilson Moura pediram ao deputado José Megale, líder do Governo, e a outros parlamentares da base aliada, que intercedam no sentido da reabertura da negociação, como condição do Sintepp para desocupar o prédio da Seduc.
Às 15h, haverá assembleia geral da rede estadual de educação, no prédio do Seducão, na Av. Augusto Montenegro.
Foi divulgada uma carta das entidades organizadas em apoio à greve dos trabalhadores em educação do Pará. Ei-la:
“Os (as) trabalhadores (as) em educação do estado do Pará em greve desde 23/09 vem a público esclarecer que permanecem paralisados por ainda não terem as reivindicações da categoria atendidas.
Ao contrário do que diz o governo, que divulga de forma tendenciosa notas pagas na imprensa local com o dinheiro público, e tenta induzir a opinião da sociedade contra os (as) trabalhadores (as) em educação, afirmamos que o movimento é comprovadamente legítimo, como o próprio Supremo Tribunal Federal decidiu.
Ao contrário do que diz o governo, que divulga de forma tendenciosa notas pagas na imprensa local com o dinheiro público, e tenta induzir a opinião da sociedade contra os (as) trabalhadores (as) em educação, afirmamos que o movimento é comprovadamente legítimo, como o próprio Supremo Tribunal Federal decidiu.
A sociedade civil organizada responde ao governo do estado: nós também queremos aulas! No entanto, não é a greve que prejudica os estudantes, pois estes já estão prejudicados há pelo menos três décadas, por conviverem com o descaso dos governos, a falta de políticas públicas de estado e infra estrutura física e pedagógica.
Todos os anos são devolvidos milhões em recursos federais devido à má gestão do estado. As consequências são sentidas por toda a sociedade paraense pelo serviço público oferecido de baixa qualidade, exemplo disso, são as escolas precárias, reformas inacabadas, falta de equipamentos pedagógicos e tantas outras precariedades vivenciadas. O reflexo disso são os resultados alcançados: pior índice de desenvolvimento da educação básica, no ensino médio e o segundo pior índice de desenvolvimento humano em educação do país.
Os (as) trabalhadores (as) em educação não podem ser responsabilizados (as) por esse descaso com a educação pública no estado. Entretanto, a luta dos (as) trabalhadores (as) busca não apenas ganhos financeiros, mas principalmente garantir que o serviço oferecido à sociedade seja o melhor possível. Pois estas pautas contemplam reformas das escolas e do prédio sede da Seduc, inclusão dos servidores que não são do grupo magistério no PCCR, a lotação por jornada com garantia de ⅓ para hora atividade e a regulamentação das aulas suplementares e a regulamentação do SOME, visando garantir o acesso à educação ao aluno do campo.
Diante do exposto, os movimentos sociais organizados, signatários, responsabilizam o governo do estado pela precarização da educação pública paraense, visto que não está oportunizando o diálogo com a categoria – a não ser quando pressionado por atos radicais. Exigimos que a pauta dos (as) trabalhadores (as) seja atendida para que os alunos possam retornar as escolas com a certeza de que não terão as aulas interrompidas.
Contudo, é necessária uma grande mobilização da sociedade que force a aprovação do Plano Nacional da Educação e que este assegure a destinação de 10% do PIB para financiar a educação pública no Brasil, com vistas a garantir a educação de qualidade que queremos e que vá para além dos discursos e intenções dos governantes, tornando-se realidade.”
Contudo, é necessária uma grande mobilização da sociedade que force a aprovação do Plano Nacional da Educação e que este assegure a destinação de 10% do PIB para financiar a educação pública no Brasil, com vistas a garantir a educação de qualidade que queremos e que vá para além dos discursos e intenções dos governantes, tornando-se realidade.”
Assinam
SINTEPP E SUBSEDES,
ADUFPA,
AEBA,
AFBEPA,
ANEL,
APS,
ASCONPA,
ASFUNPAPA,
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES DE ENGENHARIA FLORESTAL,
CAEF/UEPA,
CAHIS/UFPA,
CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES (CMP),
CENTRO POPULAR DE APOIO À CIDADE,
COLETIVO JOVEM DE MEIO AMBIENTE,
COLETIVO MARIAS,
COLETIVO ROSA ZUMBI,
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA 10,
CONSTRUÇÃO COLETIVA SOUFRAN,
CONSULTA POPULAR,
CSP-CONLUTAS
CST
CTB
CUT,
DCE – UNAMA,
DEPUTADO EDMILSON RODRIGUES,
FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA,
FEDERAÇÃO MUNICIPAL DAS ENTIDADES DE CASTANHAL – FEMECA,
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE ENSINO TÉCNICO,
FEDERAÇÃO PARAENSE DOS ESTUDANTES DO ENSINO TÉCNICO,
GEMPAC,
GMB,
GRÊMIO ESTUDANTIL A FORÇA DA JUVENTUDE (RUTH ALMEIDA),
GRÊMIO ESTUDANTIL CABANAGEM (IFPA),
GRÊMIO ESTUDANTIL CEPAP,
GREMIO ESTUDANTIL DOROTHY STANG (MAF),
GRÊMIO ESTUDANTIL FILHOS DA REVOLUÇÃO (ANTONIO GONDIM LINS),
GRÊMIO ESTUDANTIL DO HILDA VIEIRA,
GRÊMIO ESTUDANTIL LUCY CORREA,
GRÊMIO ESTUDANTIL NPI,
GRÊMIO ESTUDANTIL SONIA ANGEL (INTEGRADO),
GRÊMIO ESTUDANTIL ULISSES GUIMARÃES,
GT JUVENTUDE FAOR
JUNTOS
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE,
MOVIMENTO DE ATINGIDOS PELA MINERAÇÃO (MAM),
MOVIMENTO DE ATINGIDOS POR BARRAGENS,
MOVIMENTO HIP HOP,
MOVIMENTO LUTA DE CLASSES,
MOVIMENTO LUTA POPULAR,
MOVIMENTO MULHERES EM LUTA,
MOVIMENTO XINGU VIVO,
MRS,
MST
PAJEÚ – RESISTÊNCIA EM MOVIMENTO,
PASTORAIS SOCIAIS,
PCR,
PSOL,
PSTU,
OAB/PA,
RADIO AQUATUNE,
RADIO CABANA,
REDE DA JUVENTUDE PELO MEIO AMBIENTE (REJUMA),
REDE EDUCAÇÃO CIDADÃ (RECID),
SECRETARIADO DA CONFERENCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – REGIONAL NORTE II,
SIND. TRAB. CONSTRUÇÃO CIVIL,
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM LIMPEZA URBANA,
SINDTIFES,
SINTSEP,
UBES,
UMES,
UNE,
UNIÃO DA JUVENTUDE REBELIÃO,
UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE BELÉM,
UNIDOS PRA LUTAR
VAMOS À LUTA,
VEREADOR CLEBER RABELO,
VEREADOR FERNANDO CARNEIRO,
VEREADORA MARINOR BRITO
SINTEPP E SUBSEDES,
ADUFPA,
AEBA,
AFBEPA,
ANEL,
APS,
ASCONPA,
ASFUNPAPA,
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES DE ENGENHARIA FLORESTAL,
CAEF/UEPA,
CAHIS/UFPA,
CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES (CMP),
CENTRO POPULAR DE APOIO À CIDADE,
COLETIVO JOVEM DE MEIO AMBIENTE,
COLETIVO MARIAS,
COLETIVO ROSA ZUMBI,
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA 10,
CONSTRUÇÃO COLETIVA SOUFRAN,
CONSULTA POPULAR,
CSP-CONLUTAS
CST
CTB
CUT,
DCE – UNAMA,
DEPUTADO EDMILSON RODRIGUES,
FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA,
FEDERAÇÃO MUNICIPAL DAS ENTIDADES DE CASTANHAL – FEMECA,
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE ENSINO TÉCNICO,
FEDERAÇÃO PARAENSE DOS ESTUDANTES DO ENSINO TÉCNICO,
GEMPAC,
GMB,
GRÊMIO ESTUDANTIL A FORÇA DA JUVENTUDE (RUTH ALMEIDA),
GRÊMIO ESTUDANTIL CABANAGEM (IFPA),
GRÊMIO ESTUDANTIL CEPAP,
GREMIO ESTUDANTIL DOROTHY STANG (MAF),
GRÊMIO ESTUDANTIL FILHOS DA REVOLUÇÃO (ANTONIO GONDIM LINS),
GRÊMIO ESTUDANTIL DO HILDA VIEIRA,
GRÊMIO ESTUDANTIL LUCY CORREA,
GRÊMIO ESTUDANTIL NPI,
GRÊMIO ESTUDANTIL SONIA ANGEL (INTEGRADO),
GRÊMIO ESTUDANTIL ULISSES GUIMARÃES,
GT JUVENTUDE FAOR
JUNTOS
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE,
MOVIMENTO DE ATINGIDOS PELA MINERAÇÃO (MAM),
MOVIMENTO DE ATINGIDOS POR BARRAGENS,
MOVIMENTO HIP HOP,
MOVIMENTO LUTA DE CLASSES,
MOVIMENTO LUTA POPULAR,
MOVIMENTO MULHERES EM LUTA,
MOVIMENTO XINGU VIVO,
MRS,
MST
PAJEÚ – RESISTÊNCIA EM MOVIMENTO,
PASTORAIS SOCIAIS,
PCR,
PSOL,
PSTU,
OAB/PA,
RADIO AQUATUNE,
RADIO CABANA,
REDE DA JUVENTUDE PELO MEIO AMBIENTE (REJUMA),
REDE EDUCAÇÃO CIDADÃ (RECID),
SECRETARIADO DA CONFERENCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – REGIONAL NORTE II,
SIND. TRAB. CONSTRUÇÃO CIVIL,
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM LIMPEZA URBANA,
SINDTIFES,
SINTSEP,
UBES,
UMES,
UNE,
UNIÃO DA JUVENTUDE REBELIÃO,
UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE BELÉM,
UNIDOS PRA LUTAR
VAMOS À LUTA,
VEREADOR CLEBER RABELO,
VEREADOR FERNANDO CARNEIRO,
VEREADORA MARINOR BRITO









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