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Sespa nega remédio a paciente

Pryscila Paiva tem 35 anos e uma filha de 15, luta contra doenças raras, degenerativas e graves: polimiosite (inflamação progressiva dos músculos que causa dor, fraqueza e dificuldade de realizar movimentos), esclerose sistêmica (forma cicatrizes na pele, articulações e órgãos internos, além de anormalidades nos vasos sanguíneos) e fibrose pulmonar (perda da capacidade de captar oxigênio).

Ela precisa com urgência do medicamento Nintedanibe 150mg, que custa mais de R$21 mil cada caixa com 60 cápsulas (a prescrição é de uma cápsula a cada 12h, então uma caixa só dura um mês). A paciente pediu o medicamento à Sespa – Secretaria de Estado de Saúde Pública e foi negado; procurou a Defensoria Pública e lá informaram que ela tinha que dar entrada em solicitação no centro de saúde, onde pediram seus dados pelo WhatsApp e não deram resposta.

Pryscila está afastada do trabalho e não tem condições financeiras de pagar sequer um comprimido do remédio. Seus amigos estão fazendo uma vaquinha virtual como tentativa de arrecadar o dinheiro para comprar ao menos uma caixa a fim de que inicie o tratamento, de modo a evitar o avanço das comorbidades, mas em meio à pandemia e com tanto desemprego, a arrecadação é pífia. O auxílio-doença mal dá para se alimentar e ainda tem que comprar alguns medicamentos que são – ou deveriam ser –  fornecidos pelo SUS mas nunca estão disponíveis.

Nem se trata de direito individual. Além do mais, conforme parecer técnico do Conselho Federal de Medicina, não existe medicamento genérico ou similar para o tratamento da enfermidade. O Nintenanib é superior àqueles oferecidos pelo SUS, pois é o único medicamento específico para tratamento e retardo da evolução dessa doença. As consequências, para a paciente, em caso de não utilização do medicamento, são imprevisíveis, podendo haver progressão rápida da doença com desfecho clínico morte em poucos meses, pelo agravamento da função pulmonar e comorbidades infecciosas fatais.

  Como essa jovem mulher, gente honesta, trabalhadora e tão necessitada, há muitos outros pacientes aos quais tem sido negado o direito constitucional e garantido na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão: a vida, e não têm acesso aos canais de ajuda e acesso à justiça. Alguns, mesmo com ordem judicial, não conseguem os remédios.

O Pix da Pryscila Paiva é o número de seu telefone e WhatsApp: 91 980217573. Rogo ao governador Helder Barbalho, ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual e às Defensorias Públicas da União e do Pará que ajam imediatamente.

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