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“Tenho demorado a escrever sobre as eleições deste ano, no aguardo de um movimento mais consistente, que indique qual o caminho, dentre tantos, que o PMDB seguirá. Como essa espera pode não, deve ser longa, aja visto as últimas escolhas da chapa majoritária do partido para governo do estado, vamos às recentes conversas e possibilidades.


Já imaginou o partido do movimento fechar com o Jatene, já. Difícil, mas não impossível, pelo menos no primeiro turno. Não se pode esquecer que o ex-governador e ex-músico é cria da casa, pois foi secretário de estado no governo Jáder; é confiável, pois, quando governador, cumpriu todos os acordos com os aliados e, principalmente, possui empática relação pessoal com o clã pemedebista. Acredito que o compromisso com Lula, lê-se Dilma para presidente, seja o maior empecilho para o PMDB trilhar esse caminho, mas calma que o boi pode voar, como diria um político paraense, afinal se pode existir o voto Dilmásio em Minas Gerais, por que não o voto Diltene no Pará.

Agora, o PMDB também pode relançar a estratégia do candidato laranja a governador, tendo um candidato a senador com a leveza de quem faz campanha sem ter que carregar toda a rejeição do candidato a governador. Nessa conjuntura, além de fazer o senador mais votado, pois arrecada o segundo voto de todos os outros candidatos a senador e soma com a sua capilaridade eleitoral, o PMDB fica livre e solto para decidir a eleição no segundo turno, caso ocorra. O maior risco, dentro dessa conjuntura, é de não haver segundo turno, tirando do partido a possibilidade de decidir a peleja. E olha, vejo grandes probabilidades.

E ainda existe a possibilidade do partido caminhar com o empresário Fernando Yamada do PTB. Olha, há tempos que os empresários tentam chegar de pára-quedas na seara do poder público executivo e a coisa não anda ou desanda no caminho. Por isso, antes de mais nada, é bom o gente boa se aconselhar com o Ermírio de Moraes, Silvio Santos, Paulo Skaf, que já está querendo pular fora em São Paulo, e até com o Xerfan, criação do Jader, é bom que se diga, que o nomeou prefeito de Belém. Mas não é que, de repente, o Barbalho resolve bancar mais uma invenção mirabolante e botar o japonês no páreo, buscando o voto Dilmada e trazendo a reboque os democratas para uma dobradinha no senado com a Valéria. Bom, como falei no artigo anterior, a insensatez circunda o mundo político nesse período eleitoral, mas tudo pode, surpresa também.

Portanto, o PMDB possui cinco caminhos a seguir: apóia a reeleição da candidata do PT Ana Julia; lança um candidato pra valer (Jader ou Priante); apóia o candidato do PSDB Simão Jatene; lança um candidato meia boca (Hildegardo, Elcione, Juvenil, Luis Otávio, etc…) ou apóia o candidato de um partido da base governista, que hoje é o empresário Fernando Yamada do PTB, mas amanhã quem sabe. Com tantas opções assim, as conversas devem ir do partido dos trabalhadores até os democratas; e aja cafezinho ou algo mais aprazível. Agora, se até maio Priante assumir a Prefeitura de Belém, acontecimento que mais aumenta a entropia do processo, teremos um rearranjo político com nova aferição eleitoral. E ai, meus e minhas, o que hoje é remoto, amanhã pode ser bem real, e o que hoje está próximo, amanhã pode estar bem distante.
Professor Elson Silva
E-mail: professor_elson@yahoo.com.br”

(Do blog Belém, de Irlendes Rodrigues, o Alemão).

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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