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Na sexta feira 24 de abril de 2010, as 15;55h tive meu carro batido na Rodovia Augusto Montenegro, por um ônibus da linha Tenoné Icoaraci /vianorte que tentou realizar um retorno para Icoaraci pelo lado direito da pista em frente à subestação da Celpa. Imediatamente liguei para o 190 solicitando a presença da perícia do Detran.

A colisão causou um grande congestionamento na rodovia e rapidamente chegaram vários carros da Ctbel e guarda municipal, marcaram o chão com tinta spray e solicitaram a retirada dos veículos do meio da rodovia para liberar o trânsito, uma vez que a Artur Bernardes está fechada e a rodovia é o unico acesso Belém/Icoaraci.

O carro do Detran só compareceu ao local às 23:00h e uma fração, após inúmeras ligações desesperadas para o 190. Alegaram que o Detran só tem um carro para cobrir toda Belém, que eu deveria ter paciência. Quando respondi que aquilo era um absurdo e um desrespeito com uma cidadã, que paga seus impostos e estava na beira da pista por 7h seguidas aguardando e correndo o risco de ser assaltada ele respondeu que se eu quisesse reclamar deveria fazê-lo com a governadora.

Após chegar ao local o perito informou que o papel dele ali era apenas tomar conhecimento dos fatos, fazer o exame topográfico, que os lados deveriam preencher um documento com o ocorrido e depois de 30 dias passar no Detran, pagar uma taxa, que eu ja me informei, é no valor de R$100,00 para receber o laudo que não vai acusar responsabilidades, servindo apenas pra abertura do processo no Ministério Público.

E aí eu desabei de frustração, indignação, impotência, nervosismo.. pois já havia tido meu carro batido, aturado os comentários machistas e ignorantes do motorista do ônibus que além de avançar a rodovia ainda teve a petulância de ficar me provocando com chacotas do tipo que mulher devia mesmo era continuar pilotando fogão e outras ignorâncias do gênero e do nível dele, esperei por 7h a chegada da perícia, correndo risco na beira da pista, chega o perito e diz que nada adiantou, pois eu ainda tenho que pagar para receber um documento que não vai dizer que o outro foi responsável.

Saí de lá desorientada, pois não entendi qual a finalidade da perícia. Tudo isso faz com que a gente se sinta insignificante, impotente. Se percebe que passam os anos e nada muda, entra governo, sai governo e a população continua sem seus direitos garantidos.

Sou professora de escola pública e amanhã tenho que voltar para sala de aula e ensinar aos meus alunos que eles são cidadãos com direitos na sociedade, que o governo está aí para garantir esses direitos quando nem eu nem eles conseguimos sentir e acreditar nisso.”

(Da leitora identificada como Suely, em desabafo ao blog).
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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