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Minha Gabriella Florenzano, cantora lírica, jornalista, especialista em Ópera e Estudos Músico-Teatrais, Mestra em Cinema, doutoranda em Ciência e Tecnologia das Artes, atleta e cozinheira nas horas vagas, trocou figurinhas na Universidade Católica do Porto com a historiadora, antropóloga, escritora e conferencista Lilia Moritz Schvarcz, imortal da Academia Brasileira de Letras, que fez palestra lá.

Lilia é estupenda: professora doutora titular no Departamento de Antropologia da USP. Foi Visiting Professor em Oxford, Leiden, Brown, Columbia e Princeton, onde foi Global e Professora Visitante desde 2010. Em 2007 obteve a John Simon Guggenheim Foundation Fellow. E em 2010 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Científico Nacional. É autora, entre outros, de Retrato em branco e negro (1987. prêmio APCA), O espetáculo das raças (Companhia das Letras, 1993 e Farrar Strauss & Giroux, 1999), Racismo no Brasil (Publifolha 2001), As barbas do Imperador (1998, Prêmio Jabuti/ Livro do Ano e New York, Farrar Strauss & Giroux, 2004), A longa viagem da biblioteca dos reis (2002), O sol do Brasil (2008, Prêmio Jabuti categoria biografia 2009), Brasil: uma biografia (com Heloisa Murgel Starling; Companhia das Letras, 2015, indicado dentre os dez melhores livros prêmio Jabuti Ciências Sociais) e Lima Barreto triste visionário (São Paulo, Companhia das Letras, 2017). Coordenou, entre outros, o volume 4 da História da Vida Privada no Brasil (1998, Prêmio Jabuti categoria Ciências Humanas 1999) e a História do Brasil Nação. Mapfre/ Objetiva em 6 volumes (Prêmio APCA, 2011). Publicou com Lucia Stumpf e Carlos Lima A batalha do Avaí (Sextante, 2013, Prêmio ABL), com Adriana Varejão Pérola imperfeita: a história e as histórias na obra de Adriana Varejão (Companhia das Letras, Cobogó, 2014) e com Adriano Pedrosa o catálogo da exposição Histórias Mestiças (Cobogó e Instituto Tomie Ohtake, Jabuti melhor livro de arte 2016). Com André Botelho organizou duas coletâneas: Um enigma chamado Brasil em 2012 (Prêmio Jabuti 2010) e Agenda brasileira, em 2013. Desde 2015 atua como curadora adjunta para histórias e narrativas no Masp e é colunista do jornal Nexo.

Sobretudo, é uma mulher intelectual admirável. Cofundadora – com seu marido, o editor Luís Schwarcz – da Companhia das Letras, a maior editora do Brasil, seu trabalho e pesquisas têm foco nas estruturas raciais e formação da identidade nacional brasileira, abordando temas como o racismo, a escravidão e o período imperial do Brasil de forma crítica. Ela também é membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan e do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da República.

A presença de Lilia na ABL é forte. Luta pela causa feminista na Academia sob um viés interseccional, que considera opressões de gênero, raça, classe e sexualidade.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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