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Mas o que é ser um empreendedor?

Quem tem acompanhado esta coluna já se deparou com uma frase que tenho o costume de repetir:

“O empreendedorismo é para todo mundo mas nem todo mundo é para o empreendedorismo.”

Mas o que é ser um empreendedor?

Ser um empreendedor é buscar sempre alternativas para viabilizar uma idéia. É arregaçar as mangas e fazer o que é necessário. É ver oportunidades em momentos onde a maioria não enxerga. Ser empreendedor é botar os planos em prática, sabendo que plano realizado ainda que com defeitos é melhor do que o mais perfeito plano que não saiu jamais do papel.

Ser empreendedor é botar a mão na massa não importa o tamanho da sua empresa. O bom empreendedor não se acomoda em nenhuma zona de conforto, ele está sempre buscando sair dela através de novos negócios e ideias.

Muitas vezes vejo gente empreendendo e reclamando do trabalho exaustivo que toda empresa, por menor que seja, dá. Pessoas tendem a imaginar que conforme a empresa vai crescendo o trabalho pode ir diminuindo. Acham que a “lida” é tarefa passageira de quem não tem muitos funcionários para delegar serviços. Bobagem…

A pandemia obrigou muitos empresários a diminuir suas equipes, e principalmente, a pensarem em novas estratégias para que suas empresas simplesmente continuassem existindo. Um bom empresário não importa o quão grande seja o seu empreendimento nunca deixa a sua veia empreendedora de lado e a acessa todas as vezes em que isso se faz necessário.

Estive no Rio na semana passada e lá visitei a Livraria Argumento, que existe há mais de 40 anos no coração do Leblon e que ainda guarda aquela atmosfera de livraria de bairro, com livreiros que conhecem verdadeiramente os títulos vendidos e podem dar opinião sobre eles para orientar seus clientes. A Argumento conta ainda com um charmoso Café e hoje mesinhas na calçada e foi a grande inspiração para o autor de novelas globais Manoel Carlos quando escreveu a novela Laços de Família, onde grande parte das cenas passava-se na livraria do personagem interpretado pelo ator Tony Ramos, que vivia o livreiro Miguel.

Apesar de toda a fama, da livraria contar com toda a simpatia dos cariocas e de ter entre seus clientes pessoas como Fernanda Montenegro, Walcyr Carrasco e até o Padre Fábio de Melo (que lançou lá um de seus livros) ela também precisou rever estratégias para combater a crise literária que assola o nosso país, especialmente em tempos de pandemia.

Marcus Gasparian, livreiro e dono do estabelecimento, se viu obrigado do dia para a noite e por conta do Lockdown decretado, a dispensar todos os seus funcionários até que a situação melhorasse um pouco e que fossem novamente autorizados a abrir. Por outro lado os clientes da Argumento estavam em busca de entretenimento para distrair-sem em suas casas. O telefone da livraria não parava de tocar. Marcus e seu irmão então tiveram a ideia de anotar os pedidos, colocar os livros no carro e literalmente entregar os exemplares de porta em porta, de mão em mão.

Sinceramente não sei o que falou mais alto nesta nobre ação: se o amor pelos livros ou a veia empreendedora da família. Acho que uma mistura dos dois. A ideia deu tão certo que foi parar nos jornais trazendo mais visibilidade para a livraria e o costume foi adotado mesmo agora: a
Argumento continua entregando livros aos seus clientes, é só pedir. E de quebra, ganhou clientes novos.

Não posso deixar de mencionar também o exemplo que vi com o dono do recém inaugurado Boteco Belmonte, na Vieira Souto esquina da Farme de Amoedo, uma espécie de bar “pé-limpo” que virou o novo Point dos cariocas, com um super rooftop, uma decoração de encher os olhos, uma gastronomia inspirada no melhor do nordeste e da cidade maravilhosa e a vista cartão postal da praia de Ipanema.

Antônio Rodrigues, cearense, que começou a vida lavando pratos em Niterói e hoje é dono de uma das maiores redes de bares do país, nos contou que somente ali trabalham 230 funcionários.

São dezenove bares pelo Brasil e 3 já em Portugal, um verdadeiro e estrondoso sucesso! Enquanto conversava conosco em sua casa lotada, com fila de dobrar quarteirão para entrar, recebeu com abraço o presidente do clube português Benfica e foi avisado que ninguém menos que o presidenciável Ciro Gomes passaria por lá naquela noite.

Você poderia então imaginar que sendo proprietário de uma rede deste porte, Antônio apenas recebia seus amigos enquanto seus mais de duzentos funcionários cuidavam de tudo, não é mesmo? Porém, para seu e meu espanto, o proprietário do bar de maior sucesso atualmente do Rio de Janeiro estava juntando mesas, içando toldos, servindo pratos e limpando o chão. Sim, limpando o chão. “O exemplo arrasta”, disse o cearense. “Tenho 230 funcionários, se me vêem cuidando da casa passam a cuidar também.”

O sucesso não vem à toa e o único lugar onde ele se encontra ANTES do trabalho é no dicionário.

Marcus Gasparian e Antônio Rodrigues são exemplos perfeitos da mentalidade de sucesso de um empreendedor. Aquele que sabe que não há descanso no empreendedorismo, não há tarefa menos importante quando o que importa é o todo, mas há resultados quando se faz o que tem que ser feito.

E você? Quando vai fazer o que tem que ser feito?

Na foto, o Livreiro Marcus Gasparian, proprietário da Livraria Argumento, entregando pessoalmente os livros dos clientes durante a pandemia.

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