Na terça-feira da semana passada (19), quando estava em votação no plenário da Assembleia Legislativa projeto de Indicação de autoria da deputada Professora Nilse Pinheiro transformando o Conselho Estadual de Educação em autarquia, detentora de autonomia deliberativa, financeira e administrativa,…

A desgraça sempre chega a galope, mas tudo o que é bom se arrasta indefinidamente no Brasil, o país dos contrastes e contradições, rico por natureza, com poucos bilionários e povo abaixo da linha da pobreza. Parece inacreditável, mas tramita…

O prefeito de Oriximiná, Delegado Willian Fonseca, foi reconduzido ao cargo pelo juiz titular da Vara Única daComarca local, Wallace Carneiro de Sousa, e literalmente voltou a tomar posse nos braços do povo. Era por volta do meio-dia, hoje (26),…

A equipe multidisciplinar do centro obstétrico da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém (PA), vivenciou uma experiência rara e emocionante: o parto empelicado. Imaginem um bebê nascendo dentro da placenta intacta, com os movimentos visíveis, praticamente ainda…

Era uma vez uma neta e sua avó…

Hoje não falarei de empreendedorismo, peço licença para contar aqui uma outra história…

Era uma vez uma menina que passava muito tempo com a avó, tanto tempo que até passou a morar com ela.

Essa avó era um milhão de coisas em uma só mulher: era professora, diretora de escola pública, esposa, costureira, bordadeira, pianista, mãe, avó e era sobretudo devota de Nossa Senhora de Nazaré.

A avó morava perto de onde passava a procissão, então ela pegava a mão da menina e iam juntas para a rua, na frente do prédio dos Correios, na Presidente Vargas, para ver a Santa Passar.

Após alguns anos, a prefeitura municipal mandou instalar bancos na Praça da República para que as pessoas pudessem acompanhar com mais tranquilidade e a avó passou a ver de lá. Todos os anos ela tinha esse encontro marcado com Nossa Senhora de Nazaré. Essa devoção tão grande ela passou à sua neta, que foi crescendo amando o Círio e todas as suas representações.

Um dia a avó já estava muito idosa para ir sozinha assistir nos bancos da praça. E sua neta já era uma adulta, havia casado, tinha seus filhos. Foi então que surgiu como por encanto uma proposta para a ela, a neta: comprar um apartamento na Av. Nazaré, com sacada de frente à procissão. A moça só pensou na alegria que poderia dar a sua avó e aceitou com entusiamo a oferta. Comprou então um lar. E devolveu o Círio à sua avó.

D. Lúcia chegava no sábado, na trasladação, e ficava para dormir. Sua neta arrumava tudo. Tapioquinha no café, flores no quarto, dizia ela que naqueles dias a avó seria a dona da casa. Que tudo seria para ela. E ela, por sua vez, dizia que na verdade tudo seria para Nossa Senhora de Nazaré.

Era a vez então da neta tomar a mão da avó e lhe preparar o melhor lugar para assistirem juntas o passar da procissão. Assim, o Círio era a manifestação de amor das duas pela Nossa Senhora de Nazaré e também do amor de uma pela outra.

Assim foi até a partida de D. Lúcia. Até o fim ela pode ter em sua vida o melhor lugar para assistir Nossa Senhora passar.

A neta sou eu. No primeiro Círio sem minha avó resolvi viajar, não queria ver Nossa Senhora nem nada que me lembrasse desse amor tão grande que havíamos construído. Passei o domingo da procissão fora de Belém e só voltei depois. Mas esqueci-me do Círio das Crianças e de que Nossa Senhora passaria mais uma vez aqui em casa. Acordei com a música e quando levantei para olhar ela estava parada em frente à varanda do meu quarto.

Entendi assim que eu havia “desistido” D’Ela mas Ela jamais desistiria de mim. Que havia vindo me ver para me chamar de volta.

Voltei a fazer o Círio aqui, e ainda é difícil, venho tentando ressignificar essa data sem a presença de D. Lúcia. Mas seu legado permanece e hoje passo aos meus filhos ao amor pelas nossas raízes, costumes e religiosidade. Sou muito grata à tudo o que Nossa Senhora de Nazaré já fez por mim.

Dedico esse texto para minha avó onde quer que ela esteja. E desejo um feliz Círio, cheio de amor e pertencimento a todos os paraenses.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *