Publicado em: 20 de maio de 2026
O Bolsa Família começou a ser pago na segunda-feira (18) para mais de 1,26 milhão de famílias nos 144 municípios do Pará. O investimento federal destinado ao estado ultrapassa R$ 886,5 milhões neste mês, com valor médio de R$ 698,61 por benefício, acima da média nacional. O calendário de pagamentos segue até o dia 29, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS).

O Pará aparece entre os estados com maior número de famílias contempladas pelo programa no país, atrás apenas de Bahia, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará. No cenário nacional, o Bolsa Família alcança mais de 19,08 milhões de famílias em 5.571 municípios brasileiros, atendendo aproximadamente 49,57 milhões de pessoas. O investimento total do Governo Federal soma R$ 12,9 bilhões em maio, com benefício médio nacional de R$ 678,01 por domicílio.
Em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, o pagamento foi realizado de forma unificada já no primeiro dia do calendário. A medida integra ações emergenciais destinadas a municípios afetados por eventos climáticos extremos, como enchentes, inundações, estiagens prolongadas e secas. Em todo o país, 217 municípios receberão os repasses de forma antecipada neste mês, alcançando 1,22 milhão de famílias.
Entre os benefícios complementares mantidos na reformulação do programa desde 2023, o Benefício Primeira Infância alcança no Pará 585,1 mil crianças de zero a seis anos. Cada integrante dessa faixa etária garante adicional de R$ 150 às famílias beneficiárias. O investimento específico para esse grupo no estado soma R$ 84,2 milhões.
O programa também prevê adicionais de R$ 50 destinados a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes entre sete e 18 anos. No Pará, os pagamentos complementares alcançam 50,4 mil gestantes, 25,3 mil nutrizes e cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes. Os repasses voltados a esses grupos ultrapassam R$ 51,6 milhões.
O perfil social dos beneficiários no estado também evidencia a presença do programa em grupos considerados prioritários pelo Governo Federal. Neste mês, o Bolsa Família atende no Pará 13,4 mil famílias indígenas, 31,7 mil famílias quilombolas, 15,3 mil famílias de catadores de material reciclável, 3,2 mil famílias com pessoas em situação de rua, 3,7 mil famílias com integrantes resgatados de trabalho análogo à escravidão e 277 famílias com crianças em situação de trabalho infantil.
Belém concentra o maior número de beneficiários no estado, com 149 mil famílias contempladas. Em seguida aparecem Ananindeua, com 49.095 famílias, Santarém, com 45.439, Abaetetuba, com 38.581, e Cametá, com 34.151 famílias atendidas.
Enquanto a capital lidera em número absoluto de beneficiários, os maiores valores médios de repasse estão concentrados em municípios do interior amazônico. Jacareacanga registra a maior média do estado em maio, com R$ 886,56 por família. Na sequência aparecem Portel, com R$ 831,10, Anajás, com R$ 826,26, Melgaço, com R$ 815,84, e Afuá, com R$ 806,46.
Na divisão regional do programa, o Norte apresenta o maior valor médio de benefício do país, com R$ 707,13 por família. A região reúne 2,46 milhões de famílias atendidas e investimento federal de R$ 1,73 bilhão. O Nordeste concentra o maior número de beneficiários em números absolutos, com 8,90 milhões de famílias contempladas e repasses superiores a R$ 5,99 bilhões.
Os dados nacionais também mostram forte presença feminina na condução do programa. Das 49,57 milhões de pessoas atendidas em maio, 29,11 milhões são mulheres. Entre os responsáveis familiares, 84% são do sexo feminino, totalizando 16,01 milhões de mulheres à frente da gestão dos benefícios.
O governo também destacou a ampliação da chamada Regra de Proteção, mecanismo criado para permitir que famílias continuem recebendo parte do benefício mesmo após aumento de renda formal. Em maio, 159.248 novas famílias ingressaram nessa modalidade, que assegura o pagamento de 50% do benefício por até 12 meses para famílias cuja renda ultrapasse R$ 218 por pessoa, desde que não ultrapasse R$ 706 per capita. Atualmente, 2,26 milhões de famílias brasileiras estão inseridas nessa regra.
Entre os estados brasileiros, Roraima registra o maior valor médio do benefício em maio, com R$ 736,70. Amazonas, Acre e Amapá também aparecem entre os estados com médias superiores a R$ 700 por família, refletindo o peso das desigualdades regionais e dos custos de vida em áreas da Amazônia Legal.
Confira a lista com o número de famílias atendidas por município:
Foto em destaque: Foto: Lyon Santos / MDS










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