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Seguimos violentadas

Esta semana um deputado federal, que também é delegado, publicou em suas redes sociais um vídeo de feminicídio. Com deboche, fazia piada, pois o crime fora motivado por relação extraconjugal da moça, onde o amante saíra intacto, abandonou o corpo da mulher de qualquer maneira. Cabe ao deputado federal ser guardião das leis constitucionais, e o que fez o delegado deputado em relação a lei do feminicídio?

Vejam bem, dois cargos que deveriam primar pela proteção das mulheres reiterando normas de gênero de violência contra as mulheres. Não tem graça, não é motivo de piada e é muito sério. Além disso, recebem o mesmo tratamento os homens que têm relações extraconjugais? Não, pois tratam como direito, como “natureza” do homem manter relações sexuais com várias mulheres.

Enquanto não mudarmos as práticas discursivas, fazermos valer a lei e responsabilizarmos violências como essas, a estrutura não muda. Estamos cansadas. Aliás, estamos sendo mortas ao som de risos de pessoas como o tal delegado/deputado, um agente da lei. Que lutemos por formação de equidade de gênero e raça em todas instâncias públicas e privadas.

No mês do centenário de Paulo Freire, é importante lembrar sua luta pela educação libertária, política e de transformação social: não há como esperar mudanças daqueles que tem privilégios com o sistema. É preciso que a educação venha somada a compreensões políticas de desigualdades, e é só transformando pessoas e sua relação com o sistema que podemos tornar o mundo mais possível para vivermos!

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