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Em novembro do ano passado de 2023, tive a honra de tornar-me membro efetivo e vitalício de duas tradicionais entidades acadêmicas paraenses: Academia Paraense de Letras Jurídicas (Cadeira nº 32 – Patrono: Napoleão Simões de Oliveira), para a qual fui eleito em 22 de agosto e empossado em 10 de novembro, em sucessão à Desembargadora Izabel Benone; e, ainda, membro efetivo e vitalício da Academia Paraense de Letras (Cadeira nº 34 – Patrono: Paulino de Almeida Brito), cuja eleição ocorreu em 03 de outubro de 2023 e a posse em 16 de novembro, em sucessão ao jornalista Álvaro Martins.

As duas solenidades de posse, realizadas na sede da Academia Paraense de Letras, contaram com a presença de meus irmãos Maria da Conceição (que veio de Florianópolis), José Agostinho Neto (que viajou de Santarém para Belém) e Maria de Jesus. A Maria das Dores, residente em Santa Catarina, não pôde comparecer por motivo de saúde. Presentes ainda a minha esposa Neide, nossos filhos Vicente Filho, Adriano e Lorena; os netos Ana Laura, Bernard e Maria Helena (Vicente Neto não pôde comparecer); o genro Fabrício, a nora Aida, sobrinhos (como Gleisse, Isabelle e Bruno), primos (Marília Lopes, Lourdes, Fátima e Graça Campos), cunhados e muitos amigos.

Os confrades Célio Simões e Océlio Morais me conduziram ao recinto para a solenidade de posse na Academia Paraense de Letras Jurídicas, sob a presidência do confrade Jeferson Bacelar, Vice-Presidente. A saudação, em nome da entidade, esteve a cargo do confrade Océlio Morais.

Na Academia Paraense de Letras, presidida pelo confrade Ivanildo Alves (meu ex-aluno no Curso de Direito da Universidade da Amazônia – UNAMA), fui conduzido pelos confrades Célio Simões, Nazaré Mello e Betânia Fidalgo Arroyo. O discurso de saudação foi pronunciado pelo confrade Ernane Malato.

O Mestre de Cerimônias, nos dois eventos, esteve sob a incumbência do confrade Walbert Monteiro, sócio honorário da APLJ e membro vitalício da APL.

As vestes talares oficiais, as condecorações e os diplomas outorgados pela APLJ e pela APL foram por mim recebidos com a prazerosa participação de meus familiares, conforme a praxe acadêmica. Momentos de grande honra e muita emoção, registrados na memória, fotos e vídeos.

Como não poderia deixar de ser, diversas músicas foram executadas nas duas solenidades de posse, na APLJ e na APL, tais como o “Hino da Academia Paraense de Letras Jurídicas” (letra: Célio Simões; e música de minha autoria), “Um Poema de Amor” (Wilson Fonseca), “O Poeta-Cantor nº 2” (Vicente Fonseca), interpretadas pelo tenor Rodrigo Valdez, acompanhado, ao piano, pelo Maestro José Agostinho da Fonseca Júnior (meu sobrinho); e “Terra Querida”, “Pequeno Medley de Carimbó” e “Baía do Marajó” (Salomão Habib, acadêmico da APL, violonista e compositor), peças dedicadas a mim, novo membro da APL; “Acalanto” (Vicente Fonseca), cantado pela soprano Márcia Aliverti, sob o acompanhamento, ao piano, por José Agostinho Júnior; “Santarém, Pôr-de-Sol” (Wilson Fonseca, com letra de Vicente Fonseca) e “Um Poema de Amor” (Wilson Fonseca), interpretados pelo Trio Família Fonseca (Violino: Davi Ferreira Fonseca; Corne Inglês: José Agostinho da Fonseca Júnior; e Piano: José Agostinho da Fonseca Neto – três gerações), estas duas composições com arranjos que elaborei especialmente para ocasião; além da apresentação do confrade Homerval Thompson Teixeira (APL), que tocou “Um Poema de Amor” (Wilson Fonseca), ao piano; bem como a declamação de belas poesias pelos confrades Zenaldo Coutinho (APL), Leila Felipa (lida por Wallacy Pinheiro – ambos da Academia Vigiense de Letras, do qual sou Sócio Benemérito) e, ainda, pelo parceiro Joacyr Rocha, em nome do Grupo de Amigos para Sempre, do qual sou Sócio Honorário.

A título de ilustração, deixo aqui os links dos vídeos de duas músicas tocadas na APLJ e na APL:

“UM POEMA DE AMOR” (Wilson Fonseca).

Intérpretes: Trio Família Fonseca (Três Gerações) – Davi Ferreira Fonseca (Violino); José Agostinho da Fonseca Júnior (Corne Inglês); e José Agostinho da Fonseca Neto (Piano).

Arranjo: Vicente José Malheiros da Fonseca (Belém-PA, 1º de novembro de 2023).


“O POETA-CANTOR Nº 2” (Vicente Fonseca).

  • Dedicado ao meu saudoso pai (Wilson Fonseca, Maestro Isoca), grande mestre, autor da música “Um Poema de Amor” (bolero), na qual esta composição foi inspirada. Revisão: Belém-PA, 23 de setembro de 2023.
    Intérpretes: Rodrigo Valdez (Tenor); e José Agostinho da Fonseca Júnior (Piano).

No meu discurso de posse na Academia Paraense de Letras assim me pronunciei:

“Fui magistrado e professor. Dediquei-me também à literatura, desde muito jovem, inclusive na elaboração de artigos, teses, palestras, discursos etc. Mas nasci músico, por tradição de família. Exerci a magistratura trabalhista por mais de 48 anos. E o magistério, por cerca de 30 anos.

Dedico-me à Arte de Euterpe desde quando me entendo como gente, como instrumentista – especialmente o piano – e compositor desde 1958.

Cerca de 240 músicas de minha autoria possuem textos poéticos também elaborados por mim, além de letras de músicas compostas por meu pai, Wilson Fonseca, como ‘Santarém, pôr-de-sol’, ‘Valsinha em Si Menor’, ‘Maria das Dores’, ‘Conceição’ (em parceria com a própria homenageada), ‘Maria de Jesus’, dentre outras.

Tenho dito que todo poeta é, essencialmente, um músico; e todo músico é, sem dúvida, um poeta.

A relação entre música e poesia vem desde a antigüidade. Na cultura da Grécia Antiga, por exemplo, poesia e música eram praticamente inseparáveis: a poesia era feita para ser cantada. De acordo com a tradição, a música e a poesia nasceram juntas.

‘A música é o vínculo que une a vida do espírito à vida dos sentidos. A melodia é a vida sensível da poesia’. Essa frase do compositor Ludwig van Beethoven já nos mostra o quanto a música pode se assemelhar à poesia, aproximando a arte e sensibilidade para o nosso cotidiano.

Meu avô José Agostinho da Fonseca (1886-1945), Patrono da Cadeira que ocupo, como membro vitalício na Academia Paraense de Música, era conhecido como o ‘Músico-Poeta’.

(…)

Por integrar diversas entidades acadêmicas, compus os Hinos de diversas dessas instituições, praticamente todos oficializados.

Portanto, posso dizer que estou entre amigos e me sinto em casa.

Em 12 de setembro de 2002, proferi uma oração de agradecimento, em nome da nossa família, a que dei o subtítulo de ‘Elegia a Wilson Fonseca’, na sessão em homenagem póstuma ao meu saudoso realizada nesta Academia Paraense de Letras, mesmo ano que foi lançado o CD ‘Encontro com Maestro Isoca’, registro da gravação, ao vivo, do último recital, em homenagem ao meu genitor, ocorrido na capital paraense, dois meses antes de seu falecimento, disco lançado na 2ª Bienal Internacional de Música de Belém, em 22 de setembro de 2002, pela Prefeitura Municipal de Belém, no Palco da Aldeia Cabana de Cultura Amazônica ‘David Miguel’, na administração do Prefeito Municipal Edmilson Rodrigues, confrade no IHGP.

Neste momento, além de reiterar todas as homenagens a meu genitor, presto singela reverência a outros três destacados poetas e escritores da querida Santarém, minha terra natal: Padre Manuel Albuquerque (autor do belo soneto ‘Prova Infalível’), Felisbelo Sussuarana (autor da letra da valsa ‘Pérola do Tapajós’) e Paulo Rodrigues dos Santos (autor da letra do ‘Hino de Santarém’), todos com músicas de meu pai.

Esses três notáveis poetas, bem como meu pai, são também parceiros de meu avô paterno, José Agostinho da Fonseca, e sobre poemas deles todos também compus obras musicais, assim como criei músicas para poemas dos notáveis lusitanos Fernando Pessoa e Luis Vaz de Camões.

Do mesmo modo, merecem homenagens várias personalidades santarenas dedicadas à literatura e às artes, tais como Silvério Sirotheau Corrêa (meu sogro), Ruy Guilherme Paranatinga Barata, Cléo Bernardo de Macambira Braga, Lúcio Flávio Pinto, Felisberto Sussuarana, Emir Bemerguy e Sebastião Tapajós, alguns deles meus parceiros musicais, como poetas.

Além de meus pais (Wilson e Rosilda), presto homenagem, em especial, à minha primeira Professora, Sofia Fernandes Imbiriba, e ao Colégio ‘Dom Amando’, de Santarém, que me conduziram ao caminho da educação e da literatura. Do mesmo modo, Rachel Peluso, santarena, minha professora de Piano no Conservatório Musical “Padre José Maurício, em São Paulo.

Hoje (16 de novembro de 2023), véspera da data do aniversário natalício de meu genitor, aqui estão a minha irmã Maria da Conceição, que veio de Florianópolis (SC) – infelizmente a Maria das Dores não pôde vir, por motivo de saúde -; o nosso irmão, Maestro José Agostinho, que se deslocou de Santarém; e a nossa irmã caçula, Maria de Jesus, médica pediatra, numa demonstração de união, congraçamento e harmonia de nossa família, em prestígio a esta cerimônia que tanto nos emociona”.

Meu saudoso pai Wilson Fonseca foi membro da Academia Paraense de Letras, Titular da Cadeira nº 7 (Patrono: Domingos Antonio Rayol – Barão de Guajará, o mesmo Patrono da Cadeira nº 13 que ocupo no Instituto Histórico e Geográfico do Pará).

Ainda no ano passado, passei a integrar os Quadros de Acadêmicos da Câmara Brasileira de Cultura e Academia Brasileira de Ciências e Artes e fui contemplado com a outorga da Cruz do Mérito da Amazônia, no Grau Comendador, “pela expressiva atuação acadêmica, profissional e artística, na defesa da ética, da justiça social, das artes e da cultura, contribuindo para o desenvolvimento Sociocultural da Amazônia e do Brasil”, em cerimônia de entrega da honraria realizada em 04 de novembro de 2023, no Salão Nobre do Barrudada Tropical Hotel, em Santarém (PA), quando fui representado por meu irmão José Agostinho da Fonseca Neto, que também recebeu idêntico galardão, igualmente conferido, “in memoriam”, ao nosso saudoso pai Wilson Fonseca (Maestro Isoca) e ao Instituto Maestro Wilson Fonseca (Premiação Top de Reconhecimento Social e Cultural).

Em 20 de dezembro seguinte, tive a honra de ser admitido como Membro Titular e Fundador da Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL), Seção do Oeste do Pará, ocupante da Cadeira nº 21 (Patrono: Wilmar da Cruz Frazão), com entrega da Medalha e do Diploma respectivos, em cerimônia realizada em Santarém (PA), quando foi lançado, executado e oficializado o “Hino do Rotary Club de Santarém – Aldeia” (letra e música de minha autoria), obra musical interpretada, na ocasião, pelo barítono Júlio César Antunes, acompanhado pela Camerata “Maestro Wilson Fonseca”, sob a regência de Edson Araújo e direção do Maestro José Agostinho da Fonseca Neto, que me representou no evento, data de meu ingresso, ainda, como membro do Rotary Club de Santarém – Aldeia.

Em 06 de janeiro do corrente ano de 2024, fui admitido como Sócio Benemérito da Academia Vigiense de Letras, durante a solenidade em comemoração ao primeiro aniversário de fundação da entidade acadêmica, realizada na sede da Câmara Municipal de Vigia, quando foi oficializado o “Hino da Academia Vigiense de Letras”, cuja letra é da lavra do poeta e José Ildone Favacho Soeiro – confrade na APL e na AVL – e música de minha autoria, executado, em primeira audição pública mundial, com a interpretação do cantor lírico Diego Costa, membro da Academia. Na mesma data a cidade de Vigia de Nazaré (PA) comemorava 408 anos de sua fundação.

Outros eventos que gostaria de registrar, durante o ano de 2023:

Inauguração de meu Retrato na Sala de Música durante as programações alusivas ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, promovidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, sediado em Belém (PA), quando foi instalada a Divisão de Apoio ao Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem (DINFA), sob a direção da Desembargadora Maria Zuíla Lima Dutra, Corregedora Regional e gestora do Programa do Combate ao Trabalho Infantil, e da Juíza do Trabalho Vanilza de Souza Malcher, co-gestora do Programa, em 07 de junho de 2023. Ambas foram minhas alunas no Curso de Direito na Universidade da Amazônia (UNAMA).

Homenagem Especial com a outorga da Medalha Mérito Cultural Wilson Dias da Fonseca, concedida pela Associação Comercial e Empresarial de Santarém, quando ocorreu a primeira execução pública mundial do Hino da Instituição, de minha autoria, interpretado pelo cantor Júlio César Antunes, acompanhado pela Filarmônica Municipal Professor José Agostinho, sob a regência do Maestro João Paulo Santos Fonseca, meu primo, em 21 de junho de 2023, em Santarém. O Hino da ACES foi oficializado na mesma ocasião.

Homenagem prestada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária – Pará (SEAP-PA), em 27 de junho de 2023, durante a cerimônia de posse dos novos Policiais Penais do Estado do Pará, quando foi executado, em primeira audição pública mundial, o Hino da entidade, de minha autoria (letra e música), com a interpretação da Banda de Música do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará, sob a regência do Maestro Ivanildo – SGT/CBM, na Arena Guilherme Paraense (“Mangueirinho”), em Belém, ocasião em que recebi das mãos do Governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, uma Placa subscrita pelo Secretário de Estado de Administração Penitenciária, Coronel PM Marco Antônio Sirotheau Corrêa Rodrigues, e a réplica assinada do Decreto Governamental nº 3.169, de 26.06. 2023 (Diário Oficial do Estado nº 35.451, edição de 27.06.2023), com a reprodução das partituras musicais e da letra do Hino, oficializado no evento.

Placa de agradecimento pela composição do “Hino do Instituto Manas – Mãos Amigas na Ação Social” (Santarém-PA), de minha autoria, oficializado e executado, em primeira audição, em 12 de setembro de 2023, com a interpretação do barítono Júlio César Antunes, acompanhado, ao piano, pelo Maestro José Agostinho da Fonseca Neto (Tinho).

Diploma Honorífico “Augusto Meira” concedido pelo Instituto Sílvio Meira, “em homenagem aos 10 anos de fundação do Instituto, pelos relevantes serviços prestados’, em razão de ter composto o “Hino do Instituto Sílvio Meira”, executado na abertura da solenidade alusiva às comemoração do 10º aniversário de criação do ISM, no Auditório Eneida de Moraes, no Centro Cultural Palacete Faciola, em Belém. A primeira audição pública mundial do Hino do ISM ocorreu na abertura do I Congresso Ítalo-Luso-Brasileiro de Direito, em 23 de abril de 2018, em Roma (Itália), com a gravação da obra musical realizada, em Santarém (PA), pelo barítono Júlio César Antunes, acompanhado por membros da Orquestra Sinfônica “Maestro Wilson Fonseca”, sob a regência do Maestro José Agostinho da Fonseca Neto. O Hino foi oficializado pela Resolução nº 01/2018, da Diretoria do ISM.

Medalha da Ordem do Mérito Policial Militar “Coronel Fontoura”, no Grau “Comendador”, a mais alta honraria da instituição, destinada “a galardoar personalidades civis e militares que tenham prestado notáveis serviços à Polícia Militar do Pará, contribuindo para o seu desenvolvimento e prestígio no âmbito nacional e estadual”, galardão concedido por Decreto do Governador do Estado do Pará, de 22 de setembro de 2023, publicado no Diário Oficial do Estado do Pará nº 34.551, entregue em cerimônia realizada na Sede do Comando de Missões Especiais (CME), juntamente com o respectivo Diploma, na data de 25 de setembro de 2023, em Belém.

Medalha Condecorativa Barão de Marajó, concedida pelo Instituto Histórico e Geográfico do Pará, “em reconhecimento da atuação em prol do IHGP, contribuindo para o engrandecimento desta instituição e ou pela atuação no magistério”, entregue em Sessão Solene realizada em 17 de outubro de 2023, no Solar Barão de Guajará, sede da entidade, da qual tenho a honra de ser Membro Efetivo como Titular da Cadeira nº 13 (Patrono: Domingos Antonio Rayol – Barão de Guajará).

Comenda “Zeno Augusto de Bastos Veloso”, “a ser conferida para premiar pessoas com relevantes serviços prestados ao Instituto Brasileiro de Direito das Famílias e das Sucessões – Seção do Pará, com contribuições e parcerias institucionais”, como a composição do HINO DO IBDFAM-PA, de minha autoria (letra e música), oficializado pela Resolução nº 01/2023 da entidade. A outorga da honraria foi entregue durante a realização do V Congresso Amazônico de Direito das Famílias e das Sucessões, no dia 21 de novembro de 2023, no auditório “David Mufarrej”, da Universidade da Amazônia (UNAMA).

Recebi o honroso convite para ser Patrono da Turma do Curso de Bacharelado em Direito (2018) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), na solenidade de outorga de grau dos formandos do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), no dia 18 de outubro de 2023, no Auditório Tapajós dessa instituição de ensino superior, em Santarém, ocasião em que foi apresentado, em primeira audição pública mundial, o “Hino-Tributo à UFOPA” (letra: Renato Aurélio Carvalho Sussuarana; e música: Vicente José Malheiros da Fonseca), interpretado pelo barítono Júlio César Antunes, acompanhado pela Orquestra Sinfônica “Maestro Wilson Fonseca”, sob a regência do Maestro José Agostinho da Fonseca Neto, meu irmão. Fui contemplado com uma Placa de Agradecimento ofertada pela Comissão de Formatura da Turma de Bacharéis em Direito da UFOPA.

O catálogo de minha obra musical registra mais de 2.400 peças, em diversos gêneros (canto, coral, piano solo e a 4 mãos, sacras, violão, banda, conjuntos camerísticos para formações instrumentais e/ou vocais e peças orquestrais), vários hinos (mais de 180), inclusive para instituições jurídicas (alguns oficializados). A série de “Valsas Santarenas” alcançou o patamar de 143 peças (janeiro/2024). Continuei escrevendo vários arranjos, sobretudo para composições de meu pai (Wilson Fonseca – Maestro Isoca) e de meu avô paterno (José Agostinho da Fonseca).

Reporto-me, a propósito, aos seguintes trechos do artigo “PARCERIAS MUSICAIS COM MEU PAI”, publicado no site Uruá-Tapera, em 26 de outubro de 2021:

Em junho de 2020, elaborei a letra e um arranjo para Trio de Flauta, Violoncelo e Piano, para a bela valsa “Betina”, que meu avô paterno, José Agostinho da Fonseca, compôs em 1922.

Eu elaborei e continuo a elaborar vários arranjos para músicas de meu avô José Agostinho da Fonseca e de Wilson Fonseca, como também escrevi letras para composições de meu pai, tais como as que foram antes mencionadas, além da música que compus para o seu notável poema “Certidão de Idade de Santarém”.

Meu pai escreveu inúmeros arranjos para músicas de meu avô paterno, durante a vida toda, mesmo depois do falecimento de José Agostinho da Fonseca, em 1945.

Na verdade, habitualmente eu mostrava ao meu pai quase todas as minhas composições musicais, com o intuito de obter dele os conselhos necessários, seja pessoalmente, seja por meio de correspondências ou telefonemas, onde quer que eu estivesse.

Esses encontros musicais eram momentos de muita ternura, compreensão e harmonia.
Aliás, nossas correspondências, quando ele voltava para Santarém e eu ficava em Belém, eram praticamente musicais. As palavras, nessas ocasiões, são quase inúteis. A música fala, canta e encanta.

E a parceria musical com meu pai prossegue, até porque ele é o meu eterno Mestre na vida e na arte.

Na data em que se comemorava o 360º aniversário de fundação de Santarém, em 22 de junho de 2021, eu compus a música sobre o belo poema “Certidão de Idade de Santarém”, cujo texto foi escrito por meu pai em 14 de julho de 1979, publicado no jornal “A Província do Pará”, Belém-PA, edição de 19.08.1979, e transcrito no livro “Meu Baú Mocorongo” (Wilson Fonseca), impresso por RR Donnelley Moore (SP) e editado pelo Governo do Estado do Pará (2006), volume 1, p. 49/50. A obra musical tem o título de “Santarém – Certidão de Idade”, uma canção, com arranjos para Canto e Piano; e Sexteto para Flauta, Clarinete, Violino, Viola, Violoncelo e Piano.

Confira:
/https://uruatapera.com/parcerias-musicais-com-meu-pai/

Algumas de minhas produções literárias em 2023, notadamente participações em obras coletivas:

“Mulheres da Música no Pará: compositoras, intérpretes e educadoras” (Memória), tema da Revista da Academia Paraense de Música nº 02, publicada em 2022, com o artigo “Rachel Peluso – compositora paraense”, p. 125-143.

“Artigo 5º da Constituição da República: Os direitos constitucionais inespecíficos aplicados às relações de trabalho”, promovida pela Academia Brasileira de Direito do Trabalho, da qual sou Membro Titular. Coordenadores: Luciano Martinez, Alexandre Agra Belmonte e Thereza Christina Nahas. Editora Lex, Porto Alegre (RS), 2023; ABDT, 2023. ISBN 978-85-7721-319-1; páginas 897-912, com o artigo “Erro Judiciário – Indenização pelo Estado”.

“A Pérola do Tapajós em Prosa e Verso” (obra coletiva), sob os auspícios da Academia de Letras e Artes de Santarém” (A.L.A.S.), da qual sou Membro Titular, organizado por Anselmo Alencar Colares, Maria Lília Imbiriba Sousa Colares e Nicodemos Sena, editado pela Editora Letra Selvagem, lançado em 21 de junho de 2023, comemorativo ao aniversário de fundação de Santarém (PA), com o artigo “Valsas Santarenas”, p. 37-46.

“CLT 80 Anos: Novas Reflexões Sociais, Econômicas e Jurídicas” (Direito Processual do Trabalho), coordenada por Luiz Eduardo Gunther, Marco César Antônio Villatore e Jouberto de Quadros Pessoa Cavalcante, os dois primeiros membros Academia Brasileira de Direito do Trabalho, da qual sou Membro Titular, com o artigo “Reforma da Execução Trabalhista – 80 anos da CLT”.

Revista Jurídica do Instituto Sílvio Meira, 4ª edição do Digesto, em homenagem ao jurista Arnaldo Meira, lançado em 13 de setembro de 2023, na comemoração dos 10 anos do ISM, com o artigo “Tutela Constitucional do Patrimônio Arquivístico”, p. 171-181.

Em 05 de dezembro de 2023, foi realizado o lançamento oficial e presencial do livro “Transformações e Desafios à efetividade dos direitos e garantias fundamentais”.

Durante a semana institucional do TRT-8, a programação do almoço contou com lançamento do livro (obra coletiva) “Transformações e Desafios à Efetividade dos Direitos e Garantias Fundamentais”, Editora LTr, São Paulo, 2021, sob a coordenação e organização de Océlio de Jesus Carneiro de Morais, que reúne estudos escritos por diversos juristas, inclusive a Ministra Rosa Weber (ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal – STF), em homenagem a Vicente José Malheiros da Fonseca, Desembargador do Trabalho (então Decano) do TRT-8ª Região, com Prefácio de João de Lima Teixeira Filho, na época Presidente da Academia Brasileira de Direito do Trabalho.

O evento ocorreu no primeiro dia de atividades da XI Semana Institucional do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, quando a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8ª Região – AMATRA-8 realizou o tradicional almoço para seus associados, no Salão Nobre do TRT-8.

Na ocasião, o coordenador da obra, Juiz do Trabalho Océlio de Jesus Carneiro de Morais, fez uma breve apresentação do livro, seguida de manifestação pela Presidente da AMATRA-8, Juíza do Trabalho Roberta Santos, e dos meus agradecimentos pela significativa homenagem, com a presença de colegas, amigos, minha esposa, nossos filhos e um neto.

Realmente foi um ano de intensas atividades e momentos muito especiais.

Deus seja louvado!

Vicente Fonseca, esposa e filhos – Posse na APL
Vicente Fonseca e familiares – Posse na APLJ
Vicente Fonseca e família – lançamento do livro em sua homenagem
Vicente Malheiros da Fonseca
Vicente José Malheiros da Fonseca é Desembargador do Trabalho de carreira (Aposentado), ex-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (Belém-PA). Professor Emérito da Universidade da Amazônia (UNAMA). Compositor. Membro da Associação dos Magistrados Brasileiros, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8ª Região, da Academia Brasileira de Direito do Trabalho, da Academia Paraense de Música, da Academia de Letras e Artes de Santarém, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, da Academia Luminescência Brasileira, da Academia de Música do Brasil, da Academia de Musicologia do Brasil, da Academia de Música do Rio de Janeiro, da Academia de Artes do Brasil, da Academia de Música de Campinas (SP), da Academia de Música de Santos (SP), da Academia Paraense de Letras Jurídicas, da Academia Paraense de Letras, da Academia Brasileira de Ciências e Letras (Câmara Brasileira de Cultura), da Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL) - Seção do Oeste do Pará, da Academia de Música de São José dos Campos (SP), da Academia de Música de São Paulo. Membro Honorário do Instituto dos Advogados do Pará. Sócio Benemérito da Academia Vigiense de Letras (Vigia de Nazaré-PA).

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