Publicado em: 8 de junho de 2026
O Paysandu é, mais uma vez, campeão da Copa Verde. Neste domingo (7), diante de um Mangueirão pulsando em azul e branco, o Papão atropelou o Grêmio Anápolis por 4 a 0, reverteu a derrota por 3 a 1 sofrida no jogo de ida, em Goiás, e conquistou o hexacampeonato da competição. Os gols da noite histórica foram marcados por Kleiton Pego, Castro e Ítalo, duas vezes, garantindo o placar agregado de 5 a 3 e mais uma taça para a já extensa galeria bicolor.
A construção da vitória foi resultado de um time que compreendeu desde o primeiro minuto o tamanho da missão. Apagando a péssima atuação no estádio Jonas Duarte, o Paysandu pressionou alto, ocupou o campo ofensivo, sufocou o adversário e transformou a desvantagem em combustível. A equipe criou oportunidades, impôs ritmo forte e contou com a energia de mais de 30 mil torcedores que fizeram do Mangueirão um verdadeiro caldeirão. A torcida acreditou desde o início e empurrou o time rumo a uma das viradas mais marcantes da história recente do clube.
Do outro lado, o Anápolis fez uma partida muito abaixo daquela apresentada no confronto de ida. A equipe goiana apostou desde cedo no antijogo, interrompendo constantemente a partida com faltas e demorando excessivamente nas reposições de bola – a odiosa “cera”. O goleiro Ravel, protagonista em alguns momentos da campanha, demonstrou insegurança na decisão e não conseguiu transmitir confiança ao sistema defensivo. Já o meia Juninho, velho conhecido da torcida bicolor após defender o Paysandu nas temporadas de 2024 e 2025, voltou a apresentar características que marcaram sua passagem pela Curuzu: lampejos de qualidade técnica, mas pouca capacidade de organizar o jogo e excessiva irregularidade. Bem marcado, foi praticamente anulado durante a partida e não conseguiu liderar a reação goiana.
Se houve um elemento que definiu a final, foi a capacidade de superação do Paysandu. O time entrou em campo determinado a reverter a desvantagem e não permitiu que o peso do resultado da ida interferisse em sua atuação. Os méritos são coletivos. Passam pelo diretor de futebol Alberto Maia, que retornou ao clube em novembro de 2025 e vem participando ativamente desse ainda longo processo de reconstrução do departamento; pela comissão técnica, liderada por Júlio Rocha, e que desta vez acertou nas escolhas, nas estratégias e nas intervenções durante a partida; e, principalmente, pelos jogadores, que se impuseram com qualidade, intensidade e personalidade. Ao lado deles, como já citado, esteve a Fiel Bicolor, que invadiu o Mangueirão e transformou arquibancadas e cadeiras em um diferencial decisivo.
Agora é hora de comemorar. O título merece ser celebrado porque representa mais uma demonstração da força do Paysandu no cenário regional. Todavia, o calendário não permite longas distrações. A Série C do Campeonato Brasileiro segue como prioridade e já no próximo domingo, dia 14, o Papão volta a campo para enfrentar a Inter de Limeira, em Belém. O desafio será transformar a confiança proporcionada pelo hexacampeonato em combustível para uma campanha consistente na busca pelo acesso.
Esse hexacampeonato reafirma uma realidade que há anos se impõe no futebol da região: o Paysandu continua sendo o principal campeão do Norte e da Amazônia brasileira. Em diferentes contextos, com elencos distintos e atravessando momentos variados, o clube segue encontrando caminhos para vencer. O troféu conquistado diante do Grêmio Anápolis é a confirmação de uma identidade vencedora construída ao longo de sua história. Em menos de seis meses desta temporada de 2026, o Paysandu já ergueu 3 troféus: Campeonato Paraense, Copa Norte e Copa Verde.
E enquanto houver desafios, haverá também um Paysandu disposto a enfrentá-los com a grandeza que transformou o Papão em uma das instituições mais respeitadas do futebol brasileiro.
Foto em destaque: Paysandu x Anápolis no Mangueirão em 07.06.2026 (Rodolfo Marques)
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista









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