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Começa neste sábado, 05 de agosto, a Mostra Pan-Amazônica de Cinema no auditório Eneida de Moraes – Centro Cultural Palacete Faciola. A mostra será realizada até o dia 15 de agosto e faz parte da programação da Cúpula da Amazônia.

A Mostra Pan-Amazônica de Cinema é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura – Secult, sendo que a seleção de filmes irá exibir produções audiovisuais dos estados da Amazônia Legal e países membros da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação da Amazônia). A entrada é gratuita, com exibição de curtas e longas-metragens. Horário: 19h. 

05/08

Monteiro Lopes. Direção e Roteiro: Bianca D’Aquino (PA). Elenco: Luiza Imbiriba, 

Yasmim Miranda, Cecílio Tavares e Mário Zumba. 2022. 16 anos. 27’.

Mariana Lopes e Júlia Monteiro são descendentes de donos de padarias concorrentes. Júlia foi criada com liberdade e espírito explorador, que permitiram descobrir seus desejos e talentos culinários. Mariana, por outro lado, teve uma criação rígida e um pai conservador que lhe cerceava a todo momento. Conforme a amizade e o posterior romance entre as duas avança, Mariana percebe sua dificuldade em lidar com a própria sexualidade e decide ir embora de Belém.

As Origens da Lambada. Direção: Félix Robatto e Sonia Ferro (PA). Documentário. 53’. 2023. Félix Robatto nos guia pelos insinuantes caminhos da Lambada, ritmo surgido no Pará nos anos 1970. Com origens no Caribe, o ritmo logo conquistou os quadris paraenses e rapidamente se disseminou pelo resto do país. A partir de depoimentos de personagens como Mestre Pinduca, o radialista Waldo Souza e o artista baiano Luiz Caldas, o documentário conta esta história, entremeada por canções de Félix Robatto, representante da nova geração da lambada. 

06/08

Maués – A Garça. Direção: Isabelle Amsterdam, AC. 2022. Curta Documentário. 27’. 12 anos. 

O doc apresenta registros do diário e caderno de trabalho do artista acreano Maués Melo. O curta-metragem tem formato híbrido e busca mostrar a importância do artista Maués Melo para o cenário da cultura acreana. Maués Melo foi ator, diretor, dançarino, performer, cantor, compositor e poeta.

 Noites Alienígenas. Direção: Sérgio Carvalho (AC). Ficção. 91’. 16 anos. Com:  Gabriel Knoxx, Adanilo, Gleici Damasceno, Chico Diaz e Joana Gati. O filme expõe uma Amazônia urbana, onde a ancestralidade dos povos tradicionais resiste à contemporaneidade que insiste em negar a floresta. Com elementos narrativos fantasiosos, o longa apresenta a história de três personagens da periferia de Rio Branco, impactados pelo conflito entre facções criminosas e pela violência urbana, que, nos últimos dez anos quase triplicou o assassinato de crianças e jovens no Estado do Acre.

07/08

Araguaia Para Sempre. Direção: Hélio Brito (TO). 2014. Documentário. 24’.

Documentário sobre o Rio Araguaia. História, belezas, potencialidades, futuro. Um libelo contra a morte lenta desse que é um dos rios mais bonitos do planeta e que pode secar em até 40 anos. Acuado entre as ameaças futuras (hidrovia e hidrelétricas) e o impacto das monoculturas de soja e cana-de-açúcar, o Araguaia pede socorro. Enquanto isso, o povo brasileiro, impotente, assiste a tragédia em curso. Locações em Conceição do Araguaia-PA, Araguacema-TO e Aruanã-GO.


O Comedy Club. Diretor: André Araújo (TO). 1h40. Ficção. Com Gabriel DeeazNathalia CruzAgostinho Batista. 16 anos. 2022. Daniel chega à cidade de São Paulo com o intuito de trabalhar em uma casa de shows para tentar a vida. Lá, ele aprende e desenvolve novos talentos, mas acaba sendo forçado a voltar para sua terra natal, Tocantins, onde aprende o poder da comédia.

08/08

A Febre da Mata. Direção: Takumã Kuikuro (MT), 2022. Documentário. 10’. 

O pajé e sua família saem para pescar. Durante a pesca uma onça se aproxima e começa a esturrar assustada em busca de ajuda. Seu grito é um alerta. O pajé retorna imediatamente para a aldeia e alerta seu povo do perigo que se aproxima. Ele busca força espiritual na pajelança à medida que sua preocupação cresce. O fogo invade a floresta, os animais fogem em busca de abrigo, mas muitos não resistem e morrem. A floresta arde em chamas e depois a seca é extrema.

 Nós – A Metade de Tudo. Direção: Amauri Tangará e Tati Mendes (MT). 89’. Documentário. Livre. 2023. A partir de uma observação das comunidades ditas “periféricas”, como Quilombos, Aldeias Indígenas e Acampamentos de Sem Terra, se verifica a relação das pessoas com o ser “feminino”, a despeito daquilo que se pode enxergar em meios mais urbanos.

09/08

Rabiola. Direção: Thiago Briglia (RR). Ficção. 2022, 14’. Com Jesus Cova e Bianca González. Um garoto brasileiro e duas crianças venezuelanas travam uma batalha no céu para ver quem derruba o papagaio de quem. Quando isso acontece, uma nova disputa começa. O curta tem aquela sensação de nostalgia sobre a brincadeira e retrata temas sensíveis sobre algumas situações do cotidiano.

Aqui en La Frontera. Direção: Marcela Ulhoa e Daniel Tancredi (RR). 86’. 12 anos. Documentário. Filmado na fronteira entre o Brasil e a Venezuela em meio a uma das maiores crises migratórias da América Latina, “Aqui en la Frontera” conta a história de três venezuelanos com vivências de acolhida bem distintas. O filme retrata Stephanny, uma jovem mãe de 21 anos que precisa retornar ao país para buscar sua filha; Francis, uma mulher trans e liderança de um abrigo de refugiados militarizado do governo brasileiro; e Argenis, que organiza uma ocupação com mais de 300 venezuelanos em Boa Vista, sob ameaça de despejo.

10/08

Solitude. Direção: Tami Martins (AP). 2021. 13’. Animação. 

Na Amazônia, Sol encara a solidão e carência depois do término de uma relação abusiva, enquanto que no deserto do Atacama uma Sombra busca independência, porém começa a desaparecer lentamente. 

Super Panc Me. Direção: Marcos Vinícius (AP). Ficção. 55’. Com Hari Silva, Ana Caroline, Wellington Dias e Joca Monteiro. 2021. Uma jovem vlogueira entregadora de açaí e apaixonada por carne aceita realizar um documentário de guerrilha no qual precisa passar 21 dias se alimentando apenas de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC). Ela enfrenta os desafios da mudança brusca de hábito alimentar e da realização audiovisual, persegue um excêntrico e fugidio especialista na área, enfrenta os resultados de atitudes inconsequentes e descobre os fascínios do reino vegetal.

11/08

Aquarela. Direção: Al Danuzio e Thiago Kistenmacker (MA). 21’. Ficção. 2018.  

Baseado em uma história verídica. Ana é uma jovem que mora com sua sogra e filha, enquanto seu noivo, Marcelo, aguarda seu julgamento na cadeia. A     protagonista, ignora o pedido de Marcelo e o visita na penitenciária. Então, a família de Ana passa a ser ameaçada pelo chefe de uma violenta facção que age na cidade. 

As Órbitas da Água. Diretor: Frederico Machado (MA). Ficção. Com Auro Juriciê, Antônio Saboia, Rejane Arruda, Flávia Bittencourt e Tácito Borralho. 72 minutos. 16 anos. 2020. Um casal de forasteiros chega a uma vila de pescadores do litoral maranhense onde nada parecia acontecer. Os dois acabam transformando a vida do lugarejo, trazendo dor, força e loucura para a rotina isolada daqueles moradores. Parte final da trilogia dantesca composta também pelos filmes “O Exercício do Caos” (2013) e “O Signo das Tetas” (2015).

12/08

Mestres da Tradição na Terra do Guaraná. Direção: Ramom Morato (AM). Documentário Musical. 13’. 2020. 

O filme faz um recorte da grandeza cultural dos amazônidas de Maués, no baixo Amazonas, conhecida como a Terra do Guaraná, região de povos originários e tradicionais. O povo da cultura do guaraná vivencia a música e a encenação de seus ritmos, oriundos das antigas culturas indígenas e afrodescendentes, como: Gambá, Boi de Terreiro e Folguedos. 

Amazônia Pura Essência. Direção: Liliane Nascimento Costa (AM). Documentário. 53’. 2021. O doc relata técnicas milenares indígenas na fabricação de essências para perfume, segundo a crença de antepassados da tribo Sahu-Apé da Etnia Sateré-Mawé, na Amazônia. São depoimentos do Pajé Sahu da Silva, que herdou o dom de fazer remédios e perfumes e de vários especialistas que explicam a real capacidade humana de atração pelo cheiro.

13/08

Nazaré: do Verde ao Barro. Direção: Juracy Jr. (RO). Animação. 8’. 2022. 

Uma família embarca em busca de uma nova vida. É na comunidade de Nazaré que a viagem ganha destino e onde eles constroem relações de afeto, respeito e amor com a Amazônia. A jornada se transforma ao longo do tempo, conforme as águas de um rio.

 O Território. Direção: Alex Pritz (RO). 2022. 12 anos. 1’26. Documentário. Dentro do território Uru-eu-wau-wau, no estado de Rondônia, há menos de 200 pessoas para defender mais de 11.000 quilômetros quadrados de floresta tropical. Nas margens do território protegido, um grupo de posseiros se organiza para reivindicar oficialmente um pedaço de terra, enquanto grileiros individuais desmatam trechos de floresta tropical. Com a sobrevivência da comunidade em jogo, Bitaté Uru-eu-wau-wau e Neidinha Bandeira, um jovem líder indígena e sua mentora, devem encontrar novas maneiras de proteger a floresta. 


14/08

Um Céu Partido ao Meio. Diretora: Danielle Fonseca (PA). Documentário. 16’33. 2022. 

Filme inspirado nas casas de estilo arquitetônico mais conhecido como Raio-que-o-parta, em Belém do Pará. Além de apresentar um breve recorte de diversas casas com essa arquitetura, traz uma licença poética com a participação especial do ator Pascoal da Conceição, interpretando o escritor Mário de Andrade, que baila feito um malandro modernista no terreiro do lendário Teatro Oficina Usyna Uzona ao toque do ponto de Oyá Matamba, para celebrar, questionar e reaprender a Semana de Arte Moderna. O doc também entrevista moradores das casas que ainda resistem, convivem e fazem com que esses raios contem suas próprias histórias de vida e revela tradições de religiões de matriz africana. 

 O Reflexo do Lago. Diretor: Fernando Segtowick (PA). 12 anos. 2020, 80′. A usina hidrelétrica paraense de Tucuruí, uma das maiores do Brasil, carrega no seu entorno uma contradição: os habitantes das ilhas formadas por seu lago não têm acesso aos direitos básicos, como a própria energia elétrica. O doc apresenta estes sujeitos em estética preto e branco, em encontros, relatos e imagens de arquivo. Símbolo do ideal de progresso destrutivo do regime militar, a usina materializa o desejo de domar a floresta, enquanto essas comunidades nos ensinam outros caminhos de lida e cuidado com a terra.

15/08

Mãe Chuva/ Mamapara. Direção: Alberto Flores Vilca. Peru. Documentário. 2020. 17’. Livre. No altiplano peruano, Honorata Vilca, uma mulher analfabeta de ascendência quéchua, vive com seu cachorro e vende doces para viver. Quando começa a estação das chuvas, ela relata passagens de sua vida, até que numa tarde acontece algo fatal, que parece fazer o céu chorar.

Amoka. Direção: Maria Jose Bermudez Jurado. Colômbia. 2019. Livre. 1h14. Elvis cresceu na cidade de Bogotá. Aos 20 anos, seu pai (um líder indígena reconhecido) morre e, um ano depois, Elvis decide voltar à Pena Roja para homenageá-lo em uma dança tradicional, reerguer seus passos e reconhecer seu próprio território e cultura. 

José Augusto Pachêco
José Augusto Pachêco é jornalista, crítico de cinema com especialização em Imagem & Sociedade – Estudos sobre Cinema e mestre em Estudos Literários – Cinema e Literatura. Júri do Toró - 1º Festival Audiovisual Universitário de Belém, curadoria do Amazônia Doc e ministrante de palestras e cursos no Sesc Boulevard e Casa das Artes.

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