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Foram empossados hoje na Assembleia Legislativa do Pará os 41 deputados estaduais eleitos para a 61ª Legislatura (2023-2027). Em seguida houve eleição para a Presidência e a Mesa Diretora, em chapa única, tendo sido reeleito praticamente à unanimidade – por…

O governador Helder Barbalho está soltando a conta-gotas os nomes dos escolhidos para compor o primeiro escalão de seu segundo governo. Nesta quarta-feira será a posse dos deputados estaduais e federais e dos senadores, e a eleição para a Mesa…

Pela primeira vez na história, está em curso  um movimento conjunto da Academia Paraense de Letras, Academia Paraense de Jornalismo, Instituto Histórico e Geográfico do Pará e Academia Paraense de Letras Jurídicas, exposto em ofício ao governador Helder Barbalho, propondo…

Memórias Políticas de Santarém

Nesta segunda-feira, 11, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento, abre a exposição “Memórias Políticas de Santarém” com presença do ministro do TSE Carlos Bastide Horbach, diretor da Escola Judiciária Eleitoral, e do padre Sidney Canto, membro ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós e historiador que ajudou a organizar o material. O evento será no Fórum Eleitoral de Santarém (Av. Mendonça Furtado, 2039, bairro Santa Clara). Fotografias, documentos, vitrais e vídeos que contam a origem, a formação e um pouco da vida política, das eleições e da história do voto e da herança cultural do município estão na mostra, que a partir da terça, dia 12, também às 18h, poderá ser visitada no Centro Cultural João Fona (antiga prefeitura, na Praça Avenida Adriano Pimentel, s/n, Prainha) de segunda a sexta, das 8h às 18h. 

A exposição marca os 90 anos da Justiça Eleitoral no Brasil e os 77 anos da reinstalação da Justiça Eleitoral no Pará. As setenta peças expostas são datadas desde a época colonial, atravessando o Império e a República Velha, até a atualidade.

Servidores, historiadores e estagiários do Centro Cultural da Justiça Eleitoral pesquisaram em jornais e livros da Fundação Cultural do Pará, Biblioteca Nacional, Tribunal Superior Eleitoral, livros e blogs de autores santarenos, como o Padre Sidney, além do acervo do Instituto Cultural Boanerges Sena, idealizado, criado e mantido pelo casal Cristóvam e Rute Sena. Também foram utilizadas fotos da Prefeitura de Santarém e do TRE do Pará.

Principal centro urbano, financeiro, comercial e cultural do Oeste do Pará e com história política marcada por acontecimentos importantes, mapas históricos desenhados por navegadores europeus no século XVI revelam que Santarém, localizada na foz do rio Tapajós, pode ser a cidade mais antiga do Brasil e berço de uma das primeiras civilizações do continente americano. Vinte anos após a passagem de Franciso de Orellana, quando Pedro Teixeira ainda nem era nascido, aparece desenhada pelo cartógrafo da Casa de laContratación de Sevillo, o espanhol Diego Gutierrez, uma cidade, na foz do rio denominado de “Topayos”, denominada “Humos”. Como é sabido, os espanhóis navegaram pelos rios da Amazônia antes dos portugueses. 

Fundada em 22 de junho de 1661, Santarém foi elevada à categoria de vila em 1758, e ganhou autonomia política e administrativa em 24 de outubro de 1848. Está incluída no plano das cidades históricas do Brasil.

Declarada área de Segurança Nacional durante a ditadura militar iniciada em 1964, Santarém foi palco de relevantes fatos políticos. Ali o brigadeiro Haroldo Veloso, um dos mais destacados oficiais da FAB, que já protagonizara a Revolta de Jacareacanga (movimento armado para impedir a continuação do governo do presidente Juscelino Kubitscheck) e a Revolta de Aragarças, (também para derrubar JK, quando houve o primeiro sequestro de avião no país, uma aeronave da Panair), ambas fracassadas, paradoxalmente, depois de passar à reserva e se eleger deputado federal, em 1968 liderou uma passeata para dar posse ao prefeito eleito de Santarém, Elias Pinto. Mas a Prefeitura (atual Centro Cultural João Fona) foi cercada pela PMPA a mando do então governador Alacid Nunes, e os manifestantes foram recebidos à bala. Consta que seis morreram. Haroldo Veloso, que estava na linha de frente, foi baleado gravemente e morreu um ano depois, em decorrência dos ferimentos. Era setembro de 1968 e o Brasil fervilhava. Três meses depois foi decretado o famigerado AI-5, em 13 de dezembro de 1968, quando as luzes da democracia se apagaram no território brasileiro, que mergulhou na grande noite do regime de exceção.

Outro fato histórico é que na confluência da Av. Mendonça Furtado com a Av. Rui Barbosa e Trav. José Agostinho, no bairro Prainha, em Santarém, foi projetada por Renato Sussuarana, construída e inaugurada em outubro de 1969 pelo interventor federal, capitão Elmano de Moura Melo, a praça “31 de Março” ou “Praça dos Três Poderes”. Nela havia três estátuas que homenageavam o regime militar, caracterizando o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Mas o povo santareno a batizou de “Praça dos Três Patetas”, segundo alguns historiadores em alusão a Moe, Larry e Curly, grupo cômico norte-americano. As estátuas sumiram de lá, não se sabe quando nem como. A praça teve a denominação alterada para Elias Ribeiro Pinto através da lei municipal nº 17.783/2003, em homenagem ao prefeito afastado do cargo em 1968 pelos militares. 

Nas fotos históricas garimpadas pelo Portal Uruá-Tapera nos alfarrábios do Padre Sidney Canto, a recepção ao presidente general Emílio Garrastazu Médici em Santarém, quando Paulo Lisboa era prefeito. Na foto também aparecem Antônio Pereira, Everaldo Martins, Ubaldo Corrêa e o governador Aloísio Chaves. Em outra imagem, o presidente Getúlio Vargas fala ao povo santareno da escadaria da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em 1940. Tinha ido lá conhecer a célebre imagem de Jesus Crucificado, doada à igreja pelo cientista Carlos Frederico Felipe “Von Martius”.

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