1

O Teatro Popular Nazareno Tourinho (praça do Carmo, 48, Cidade Velha), abriu nesta segunda-feira, 20, a exposição “Fauna e Flora Brasileira”, com gravuras que retratam a biodiversidade brasileira, difundindo a preservação ambiental e o pioneirismo de Emílio Goeldi e Oswaldo Goeldi, pai e filho, respectivamente, e do fotógrafo, desenhista e litógrafo alemão Ernst Lohse, ícones da ciência e da arte. A mostra é uma realização da Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi e conta com o patrocínio da Prefeitura de Belém. A curadoria é de Lani Goeldi, bisneta do cientista e naturalista Emílio Goeldi, com formato inovador, interativo e inclusivo, utilizando a tecnologia da realidade aumentada. A visitação segue até o dia 23 de maio de 2023, das 9h às 12h e das 14h às 16h30. O acesso é público e gratuito.

As gravuras trazem imagens de aves amazônicas catalogadas por Goeldi e que fazem parte do acervo do Museu de História Natural de Berna, na Suíça. Além disso, há outras 22 xilogravuras coloridas de flores brasileiras, representando a flora tropical.

O prefeito Edmilson Rodrigues, parte do secretariado municipal, parlamentares do município e fazedores de cultura prestigiaram a vernissage, que ainda contou com apresentação de alguns trechos de composição da música transmórfica inventada por Albery Albuquerque e seu filho Thiago, que transforma tudo no universo em música, como o canto dos pássaros da Amazônia.

“Muitos paraenses não conhecem Oswaldo Goeldi, mas todos conhecem o Emílio Goeldi por causa do Museu Goeldi. O Oswaldo era filho do Goeldi. É certamente o gravurista mais importante brasileiro e é paraense, pois aqui viveu”, destacou o prefeito Edmilson Rodrigues. “Ter aqui 70 obras representando parte da fauna e flora e pássaros amazônicos produzidos por um gênio da nossa terra, Oswaldo Goeldi, é uma honra muito grande: isso só mostra quanto Belém é um lugar de criatividade e luminosidade da alma desse povo do qual Oswaldo Goeldi faz parte. Muito obrigado à Associação que nos proporcionou mostrar ao povo de Belém essa grandiosidade de obra”, afirmou Edmilson.

“A exposição contempla dois acervos. Um acervo de 50 obras que representam as aves amazônicas, que foram catalogadas pelo Emílio Goeldi entre 1900 e 1906; e os desenhos, litogravuras e aquarelas, cujos originais estão em Berna, na Suíça, e que foram cedidas pelo museu suíço para que fossem reproduzidas no formato que nós trouxemos pra cá, que é o formato metacrilato”, explica Lani Goeldi, complementando que, “essas imagens foram incorporadas à realidade aumentada. Então, as pessoas podem vir com seu smartphone. A gente vai ter uma monitoria, que vai estar munida de tablets e tudo mais para orientar as pessoas, mas as pessoas podem fazer uma viagem pelo espaço, sozinhas, um autoguia, e eles vão verificar o canto dos pássaros, vão poder ver os pássaros se movimentando e tudo mais. Isso gera uma interatividade e as pessoas ficam na exposição, às vezes, por quase uma hora”.

Curadora de arte, atuando como curadora do Projeto Goeldi, Lani Goeldi,  é graduada em comunicação social pela Fundação Cásper Líbero, especialista em Marketing Estratégico, Produção Cultural e  Artes Visuais. Especialista da obra e vida de Oswaldo Goeldi, conselheira Cultural Internacional do Movimento União Cultural de Taubaté, membro da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABRACR), membro Emérito da Academia Nacional de Artes Plásticas (ANAP), e do Independent Curators International (ICI), Lani Goeldi atua como curadora de arte há mais de vinte anos. É também gestora cultural do Ponto de Cultura Modelando Tradições Figureiros de Taubaté e diretora do Projeto Goeldi.

Publicou quatro livros de sua autoria e finaliza dois livros, um sobre a biografia de Oswaldo Goeldi, e outro uma reedição da obra Álbum de Aves Amazônicas, publicada por seu bisavô Emilio Goeldi, entre 1894 e 1900.

Dos 536 mil ha. queimados no 1º bimestre de 2023,  90% são da Amazônia

Anterior

60 anos da Dona da Rua

Próximo

Você pode gostar

Mais de Notícias

Comentários