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Começo a escrever o texto de hoje ao som de Chico Buarque cantando “O Meu Amor” e, ouvindo essa poesia em forma de música, penso que Chico sabe verbalizar emoções e sensações como poucos:

“O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh’alma se sentir beijada, ai…”
[Suspiros!]

Amor é a mola propulsora da vida. No fim das contas, o que buscamos é amar e nos sentirmos amados. Ainda não conheci ser humano que desejasse passar por esta existência sem viver tal experiência transcendental. Para tanto, não são raras as vezes em que a gente, na tentativa de viver uma grande história, se limita, se encaixa ou, pior, se apaga. Neste caso, volte 5 casas.

Malgrado o amor ser o sentimento mais nobre e poderoso que possamos sentir, ele não caminha até a gente desfilando num tapete vermelho. Não há fogos, nem saxofones, nem brilho e nem pompa anunciando que, voilá, você foi contemplado!

Ao contrário, sabe?! Ele, o amor, costuma ser sorrateiro… Pode ser que se apresente através de um amigo em comum: num parque, num bar, ou no fim de tarde, em uma praia e, eita!, sem fazer ideia do que te aguarda, você troca meia dúzia de palavras desconexas com aquela pessoa que, sem aviso prévio, chega pra mudar a tua vida.

E pode ser também que, numa segunda-feira chuvosa, noite de 16 de janeiro, você, como que por mágica – o que eu prefiro chamar de “já estava escrito” – resolva dar uma chance àquele que sempre esteve ao redor, mas naquela dia, especialmente, sorriu diferente e o encanto se deu.

Sequer nos damos conta e já estamos ali: entregues, apaixonados e podendo ser quem realmente somos. Curados e refeitos. E, particularmente, dentre todos os efeitos que o amor provoca, o de cura, considero, o mais especial: transforma terra arrasada em pasto verdejante; devolve o colorido aos dias que, antes, eram cinzas, e principalmente, afasta toda a angústia do nosso coração.

Porque amor é lugar de paz!
E se não há paz, acredita em mim, não é amor!

Às vésperas do Dia dos Namorados, eu desejo, aos apaixonados, “reciprocidade”. E, sendo recíproco, desejo que tenham coragem… O amor não tem paciência com os covardes!

Angélica Maués
Paraense, Advogada Previdenciarista e mãe do Pedro, da Marina e da Maeve. E-mail: angelicamauesmoura@gmail.com

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