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Você está por ali, no correr da rotina, trabalhando, fazendo planos, sonhando realizações, estudando, saindo com amigos, reunindo com a família, até que… Vem a vida e te dá um soco. Seco e potente.

O impacto da “porrada” te joga ao chão. Ao seu redor, o mundo gira. Os sons ficam distantes. Você demora a processar o que, de fato, aconteceu. E por algum tempo, você fica naquele estado estatelado, enxergando o entorno de baixo, com a certeza que não vai conseguir levantar.

A vida nunca surrou você?
Bom, desculpa eu te dizer, mas se não aconteceu, vai acontecer; porque sofrer faz parte do viver.

A boa notícia é que, sim, você levanta. Nunca vi um murro matar alguém. Talvez você consiga levantar sozinha, talvez alguém chegue pra te estender a mão e te puxar pra cima. Talvez este mesmo alguém, ou um outro alguém, quem sabe?, te carregue no colo, até que você esteja em condições de, novamente, andar. Tão logo conseguir, ande!

O golpe duro da vida chega, quase sempre, em forma de tragédia.
Morte.
Abandono.
Demissão.
Traição.
Fracasso.
O diagnóstico ruim.
Um sonho interrompido…
Nenhuma dor é maior ou menor que outra, sabe?

O que quer que seja que chegue, nestes casos e em tantos outros, chega parecendo que vai te destruir, mas não vai. Não se você, no seu tempo e à sua maneira, reagir.

Comigo aconteceu assim: 15.05.22, 21:40 h, “Fantástico” na TV e, do mais absoluto nada, o chão se abriu sob mim. Não literalmente, vocês sabem, mas a sensação foi de queda livre num precipício, frio e escuro, em que a superfície nunca chegava.

Pavor, desespero e caos.

Na maior parte do tempo, eu achei que eu fosse morrer. Em outras tantas, eu QUIS morrer.
Mas vejam só, sobrevivi.

Quase que diariamente recebo mensagens, nas minhas redes, perguntado “como eu consegui”. Eu sempre sorrio por dentro e respondo: eu nunca desisti de mim.

Não sei a quantos corações dilacerados este meu texto pode alcançar, mas hoje, especialmente hoje e não por acaso; com estas palavras, eu quero te abraçar e dizer: parece o fim, mas acredite, tá muito longe de ser. Deixe a dor doer, mas em nenhuma hipótese desista de você!

Angélica Maués
Paraense, Advogada Previdenciarista e mãe do Pedro, da Marina e da Maeve. E-mail: angelicamauesmoura@gmail.com

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