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Não sei explicar o porquê, sinceramente, mas é comum que amigos e amigas recorram a mim pedindo conselhos amorosos. [Risos nervosos]. Talvez por eu ter vivido um casamento muitíssimo feliz? Talvez.
Enfim, não vem ao caso agora, mas eu quis dizer que acontece bastante.

De praxe, praticamente em todas as vezes, eu digo: te coloca vulnerável. Em segurança, mas vulnerável.
Vou explicar.

O que eu percebo é que, principalmente no início das relações, o padrão de comportamento é o do “jogo emocional”:

“Não vou mandar mensagem, vamos ver se ele vem atrás.”

“Não posso demonstrar que tô gostando tanto, ela vai pensar que sou emocionado.”

Então fico com a sensação de que aquela fase inicial da conquista, a que antecede o namoro e que tinha tudo pra ser uma época deliciosa, se torna uma angustiante disputa. Ambos querem (e querem muito!), mas consideram que vulnerabilidade é sinal de fraqueza. Eu não penso assim. Mas se for…

“Você será amado no dia em que puder mostrar sua fraqueza
sem que o outro se sirva dela para afirmar sua força.”
Cesare Pavese

Quando nos abrimos e encontramos o cuidado do parceiro com as nossas emoções, descansamos na possibilidade de podermos ser quem, de fato, somos.
E é pra isso que estamos no mundo, no fim das contas.
Viver em paz e feliz, sem truques ou disfarces, é o objetivo.

Se relacionar com gente que sabe sentir, sabe comunicar, sabe te deixar confortável e segura pra estar entregue, é bom demais. Demais.

Ao mesmo tempo que você dá ao outro a oportunidade de que ele te mostre, o quanto antes, como ele lida com a tua “guarda baixa”.
Ao menor sinal de abuso, caia fora.
Essa pessoa está te comunicando (não necessariamente com palavras), ali, que não terá respeito por você.
E que bom descobrir isso no início, não é mesmo?

Sim, eu sei que poucas coisas dão tanto receio quanto nos apresentarmos “emocionalmente nus”. Acontece que não há outra maneira de estabelecermos uma conexão real com o nosso par.

Todos somos luz e sombra.
Temos partes quebradas e desgastadas.
Algumas vazias.
Temos medo.
Todos nós, sem exceção.

Não obstante, só quando nos colocamos vulneráveis é que temos a oportunidade de MERECER a SORTE de encontrar um amor amigo.
Um amor abrigo.

Angélica Maués
Paraense, Advogada Previdenciarista e mãe do Pedro, da Marina e da Maeve. E-mail: angelicamauesmoura@gmail.com

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