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O Centro Cultural Bienal das Amazônias participa neste domingo (7) da 61ª edição do Projeto Circular, iniciativa que há 12 anos promove a ocupação cultural do Centro Histórico de Belém por meio da arte, da memória e da economia criativa. Com entrada gratuita, a programação reúne atividades voltadas para diferentes públicos, incluindo contação de histórias, mediações em exposições e oficina artística.

Vânia Leal, diretora artística e educacional do CCBA, adianta que a programação deste domingo inclui encontros com os artistas Nay Jinknss e Emmanuel Nassar, oficinas e experiências artísticas, e o público será convidado a participar ativamente da construção de sentidos, fortalecendo os vínculos entre arte, território e comunidade.

As atividades começam às 10h com a apresentação “Histórias com a Água”, conduzida pela artista Ester Sá no espaço dedicado ao público infantil no térreo do CCBA.

Serão duas narrativas. “Netê Bekum e o Dilúvio”, história inspirada na cosmovisão do povo Huni Kuin sobre a grande inundação que transformou a vida na Terra, na qual uma mulher idosa ocupa o papel de protagonista e conduz o público por uma reflexão acerca dos ciclos da natureza, o encantamento e o reencantamento do mundo. A proposta convida crianças e adultos a conhecer diferentes formas de compreender a existência a partir dos saberes indígenas e da relação profunda entre floresta, água e vida.


“A história apresenta um olhar dos povos Huni Kuin sobre o dilúvio e mostra como a presença das grandes águas transforma a vida. O público costuma ficar maravilhado e reflexivo ao perceber que existem diferentes formas de olhar o mundo. É uma oportunidade de se conectar com uma visão que vem da floresta e amplia nossa compreensão sobre a diversidade de cosmovisões”, destaca a artista.

Atriz, contadora de histórias, encenadora, escritora e cantora, Ester Sá é uma das principais referências da arte narrativa na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, atuou na Universidade Federal do Pará, Universidade da Amazônia e Fundação Cultural do Pará, além de dirigir espetáculos, festivais e projetos de formação artística voltados à valorização da cultura amazônica.

“As narrativas são ancestrais e carregam sentidos profundos sobre a existência. Sentar em roda, exercitar a escuta e deixar florescer o imaginário são experiências valiosas para viver em família. Os espaços culturais se tornam novos quintais de interação e afeto, ampliando repertórios e fortalecendo nossa comunicação com o outro”, acentua.

Às 10h, o público poderá participar de uma mediação especial na exposição “Meu tema sou eu”, conduzida por Vânia Leal e Emmanuel Nassar. O encontro será acompanhado por uma oficina de mosaico com materiais recicláveis, conduzida pela arte-educadora Isabela Miranda, promovendo uma experiência criativa que une arte, sustentabilidade e reaproveitamento de materiais.

A programação segue às 11h com mediação da artista NayJinknss na exposição “A vida não é paisagem”, proporcionando ao público uma aproximação com as obras e os processos criativos presentes na mostra.


Confira a programação:
10h

  • Contação de histórias “Histórias com a Água”, com Ester Sá
  • Mediação da exposição “Meu tema sou eu”, com Vânia Leal e Emmanuel Nassar
  • Oficina de mosaico com materiais recicláveis
    11h
  • Mediação da exposição “A vida não é paisagem”, com Nay Jinknss
    Entrada gratuita.
    Serviço:
    Projeto Circular – 61ª edição
    Data: 7 de junho de 2026 (domingo)
    Local: Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) – Rua Manoel Barata, 400.

O CCBA fica no centro histórico de Belém (PA), na esquina das ruas Manoel Barata e Campos Sales.

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