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A comunidade quilombola Deus Ajude, em Salvaterra, no arquipélago do Marajó, recebeu a visita técnica dos representantes do Fórum Estadual de Combate aos Impactos e Uso indiscriminado de Agrotóxicos e Transgênicos, na quarta-feira, 6.

No dia anterior, o Fórum realizou plenárias em Soure, onde reuniu a comunidade local, delegados da Polícia Civil dos municípios do arquipélago, promotores de justiça, defensores públicos, representantes de instituições públicas de saúde, fiscalização ambiental, trabalhista e agropecuária, além de vereadores municipais e lideranças das comunidades afetadas pelo impacto do uso abusivo de agrotóxicos nas plantações de soja e arroz, que se espalham pelo arquipélago, atingindo as famílias das áreas rurais e os lençóis freáticos da região.

Após debates e escuta das comunidades, os participantes do Fórum definiram um protocolo entre os órgãos para atender a população impactada pelo uso de agrotóxicos no arquipélago  do Marajó.

O Instituto Dom Azcona e Irmã Henriqueta de Direitos Humanos, a Adepará, o CREA/PA, Semas, Sespa, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Polícia Civil, Polícia Federal,
Instituto Evandro Chagas e Ministério Público Federal integram o Fórum. Representantes das comunidades quilombolas Caldeirão, Providência, Mangabeira, Vila União, Rosário, Campinas e Bacabal, além de dirigentes da Malungu,  participaram das atividades. O IDAH foi representado pelas diretoras Norma Miranda Barbosa (Mobilização) e Elinete Marques (Projetos).

Promotores de justiça que atuam em Breves, Afuá, Gurupá, Muaná, São Sebastião da Boa, Soure, Salvaterra e Melgaço (Marajó), além de Salinópolis (nordeste paraense) também tiveram participação ativa.

A promotora de Justiça Ângela Balieiro, coordenadora do Fórum Estadual, presidiu as reuniões nos dois municípios, em parceria com o promotor Nadilson Portilho, que coordena o Centro de Apoio Operacional Civil Processual e do Cidadão do MPPA, e com as promotoras Ione Nakamura e Maria José Freitas, do Centro de Apoio Ambiental do MPPA.

O evento foi promovido pela coordenação dos Centros de Apoio Operacional do Ministério Público do Estado do Pará.

*Matéria especial de Aline Brelaz.

Os capitalistas não amam Belém.

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