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No último final de semana, durante uma remada, canoístas da Marear Canoagem vivenciaram momentos terríveis no rio Guamá.

Uma lancha esportiva que se deslocava em alta velocidade provocou o emborcamento de uma das canoas e quatro remadoras foram lançadas violentamente na água. Conforme relato de amiga no perfil da Marear, as meninas foram sugadas para debaixo de uma balsa de 60 metros de comprimento e puxadas pela correnteza, atravessando a extensão da embarcação de ponta a ponta, no fundo d’água, entregues à própria
sorte. Elas lutaram contra a correnteza para não serem tragadas e foram resgatadas por uma embarcação que passava por lá e trabalhadores da balsa. Mas uma delas engoliu água e ficou inconsciente, e todas ficaram com os corpos e rostos machucados, com dores, além do forte impacto
psicológico.

Situações como essa são frequentes no Rio Guamá e baía do Guajará porque ninguém fiscaliza o ir e vir frenético de lanchas no Combu e nas outras dezenas de ilhas e furos que circundam Belém do Pará. Muitos pilotam bêbados e não são poucos os acidentes que causam, inclusive com mortes nunca explicadas pelos que participam dos convescotes, e tudo tem tido um denominador comum: a impunidade.

Ademais, ninguém ignora o intenso tráfego de canoas com famílias inteiras e barquinhos po-po-pôs na área, além dos atletas de canoagem, que apesar de usarem coletes auxiliares de flutuação e equipamentos de proteção coletiva ficam à mercê das lanchas.

Mutirão leva Justiça, saúde e cidadania ao Marajó

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