Publicado em: 5 de maio de 2026
No último final de semana, durante uma remada, canoístas da Marear Canoagem vivenciaram momentos terríveis no rio Guamá.
Uma lancha esportiva que se deslocava em alta velocidade provocou o emborcamento de uma das canoas e quatro remadoras foram lançadas violentamente na água. Conforme relato de amiga no perfil da Marear, as meninas foram sugadas para debaixo de uma balsa de 60 metros de comprimento e puxadas pela correnteza, atravessando a extensão da embarcação de ponta a ponta, no fundo d’água, entregues à própria
sorte. Elas lutaram contra a correnteza para não serem tragadas e foram resgatadas por uma embarcação que passava por lá e trabalhadores da balsa. Mas uma delas engoliu água e ficou inconsciente, e todas ficaram com os corpos e rostos machucados, com dores, além do forte impacto
psicológico.
Situações como essa são frequentes no Rio Guamá e baía do Guajará porque ninguém fiscaliza o ir e vir frenético de lanchas no Combu e nas outras dezenas de ilhas e furos que circundam Belém do Pará. Muitos pilotam bêbados e não são poucos os acidentes que causam, inclusive com mortes nunca explicadas pelos que participam dos convescotes, e tudo tem tido um denominador comum: a impunidade.
Ademais, ninguém ignora o intenso tráfego de canoas com famílias inteiras e barquinhos po-po-pôs na área, além dos atletas de canoagem, que apesar de usarem coletes auxiliares de flutuação e equipamentos de proteção coletiva ficam à mercê das lanchas.










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