Publicado em: 16 de abril de 2026
A etapa final do Circuito Maravilha – Guitarrada, Pesquisa e Memória realizará em Belém uma agenda formativa que articula comunicação, audiovisual e patrimônio cultural. Neste sábado (18), duas oficinas presenciais na Estação Cultural de Icoaraci (Rua Padre Júlio Maria, nº 937–995, bairro Cruzeiro) marcam o encerramento da circulação, reunindo experiências práticas e reflexão sobre a produção artística no estado.
A mudança de formato de uma das atividades, que aconteceria em ambiente virtual, amplia o caráter imersivo do circuito. O realizador audiovisual Felipe Cortez passa a conduzir sua oficina presencialmente, integrando a programação ao lado da jornalista e comunicadora Luciana Medeiros. As atividades ocorrem na sala Cine Guanabara.
A programação começa pela manhã, das 9h às 12h, com a oficina “Comunicação para artistas e projetos culturais”, ministrada por Luciana Medeiros, que abordará estratégias de posicionamento, planejamento de divulgação e construção de presença pública, com base na experiência de circulação de projetos viabilizados por mecanismos como Rouanet, Semear, PNAB, Caixa Cultural e Rumos Itaú Cultural.
À tarde, das 15h às 18h, será a vez de “Documentário musical e montagem: experiências do cinema paraense”, oficina na qual Felipe Cortez propõe um percurso pela história do gênero, do cinema mudo às produções contemporâneas. O conteúdo inclui discussões sobre os chamados rockumentaries, suas conexões com o videoclipe e os processos de edição e pós-produção. A análise culmina no filme “Coisa Maravilha – A Invenção da Guitarrada”, utilizado como estudo de caso para aproximar teoria e prática a partir de uma narrativa amazônica.
A escolha de Belém como ponto final do circuito foi feita em razão do papel da capital parauara como espaço de convergência entre tradição e experimentação. A cidade, que também integra a trajetória de Mestre Vieira, funciona como território simbólico para a síntese das discussões acumuladas ao longo do projeto, reunindo artistas, pesquisadores e público em torno da guitarrada como expressão cultural em constante transformação.
Antes de chegar à capital, a iniciativa percorreu territórios estratégicos para a compreensão do gênero musical. Em Barcarena, local de origem da guitarrada, o circuito privilegiou a escuta direta das referências locais. Já em Bragança, o debate se ampliou para o campo do patrimônio cultural imaterial, com a participação de mestres, pesquisadores e agentes culturais, discutindo modos de transmissão de saberes e dinâmicas comunitárias.
Esse percurso estruturou uma rede de trocas que combina memória, pesquisa e prática artística. Em Belém, a proposta ganha densidade ao conectar essas dimensões com processos contemporâneos de criação e circulação, incluindo diálogos com a latinidade e outras influências que atravessam a produção cultural atual.
O Circuito Maravilha é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB-Pará), por meio do edital nº 05 voltado à circulação em patrimônio cultural imaterial.
As oficinas são gratuitas, com vagas limitadas e certificação para participantes inscritos. As incrições devem ser feitas pelos formulários eletrônicos (para a oficina “Comunicação para artistas e projetos culturais” clique aqui e para a oficina “Documentário musical e montagem: experiências do cinema paraense” clique aqui).
Foto em destaque: Nailana Thiely









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