Não houve o célebre círio fluvial de Oriximiná no rio Trombetas este ano, por causa da pandemia, mas a imagem de Santo Antônio flanou pelas águas, levada pela comunidade de várzea do Rio Cachoeiry, que celebrou o verão depois da…

Aprender mais sobre as boas práticas Lixo Zero e como aplicá-las no dia a dia, repensando hábitos de consumo e inspirando a população a enxergar os seus resíduos com dignidade é o que propõe a programação que acontecerá entre os…

Aprovado à unanimidade pela Assembleia Legislativa, o projeto de lei nº 245/2021, de autoria do Poder Executivo, dispondo sobre a denominação do Arquivo Público do Estado do Pará, em homenagem ao jurista e professor paraense Zeno Augusto de Bastos Veloso,…

Ontem duas famílias viveram momentos de terror, vítimas de assalto à mão armada por volta das 13 horas, durante passeio no Parque do Utinga, um dos lugares mais lindos de Belém e importante equipamento turístico parauara. Trata-se do oitavo roubo…

Único parque verde de Santarém pode virar estacionamento

Em artigo publicado no site Uruá-Tapera, intitulado “Caetano tinha razão”,
o advogado Célio Simões relata que a “força
da grana que destrói coisas belas
” removeu muitos hectares de mata nativa no
entorno da estrada de acesso ao aeroporto de Santarém, para dar lugar a um
empreendimento imobiliário que compromete os mananciais próximos (já atingidos
pela presença de uma penitenciária), no aguardo do desfecho de porfia judicial
que se afigura tortuosa, para desgraça do que ainda
resta do e
cossistema aquático do Igarapé e do Lago do Juá, santuários naturais e
viveiros de jaraquis, que a cada junho, com regularidade de equinócio, são facilmente
capturados e vendidos no entorno da ponte de concreto que corta a rodovia.


O Juá, ao longo dos anos
duramente castigado pelo assoreamento e pela poluição, ainda representa uma joia
com que a natureza presenteou os santarenos. Todo projeto que implique
desmatamento tem impactos ambientais e um estudo prévio serve justamente para
evitá-los ou indicar a melhor forma de mitigá-los.


Célio lamenta que no único
parque da área urbana de Santarém – cidade amazônica duramente castigada pelo
desmatamento e de aspecto devastado – está prevista a construção de um prédio
público com vasto estacionamento, sem que a sociedade tenha sido convidada a
exprimir sua concordância. Muito menos informada previamente. Não por acaso, o
jornalista santareno Manoel Dutra verberou contra a desastrada ideia, pois a
construção, como as demais que já existem, irá subtrair parte da arborização
da única área verde local. É como se Santarém sofresse de uma espécie de
fagocitose vegetal, que nada poupa e tudo destrói.


Em boa hora se lembra o manejo da Ação Popular, meio hábil para anular atos administrativos ilegais ou lesivos ao
patrimônio federal, estadual e municipal. Só reclamar não basta.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *