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Toga e lira

Ontem, em seu discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico do
Pará, o desembargador federal do Trabalho Vicente Malheiros da Fonseca fez
especial referência a seu pai, Wilson Fonseca, e seu avô, José Agostinho da
Fonseca, ambos compositores. O avô também era alfaiate, e o pai, bancário e,
como, tal, operários. A mãe, Rosilda, dona de casa. Sou testemunha de sua admirável
dedicação ao livro que começou a escrever há muitos anos, sintetizando a
biografia, bibliografia, discografia, obra musical, partituras impressas e
fotos do maestro Isoca, numa autêntica “missão de vida”, como gosta
de dizer. Parte desse precioso material foi registrado no jornal Uruá-Tapera, do qual Vicente Fonseca é
colaborador, nos últimos vinte anos, e onde sua oração de posse pode ser lida
na íntegra, na seção “Colunistas”.
O novo
acadêmico foi saudado por um colega de Isoca no Banco do Brasil, o ilustre advogado,
ex-juiz eleitoral, escritor, poeta e também acadêmico do IHGP Célio Simões de
Souza, cujo discurso também pode ser lido na íntegra, na seção “Últimas
Notícias” do site Uruá-Tapera, enquanto
está sendo devidamente providenciado seu espaço, como colunista fixo do jornal
e do site.
A Cadeira nº
13, agora ocupada por Vicente Fonseca, tem por patrono Domingos Antonio Rayol, fundador da Academia Paraense de Letras, em
1900. Coincidentemente, o maestro Isoca ocupou, em sucessão ao maestro Waldemar
Henrique, a Cadeira nº 7, na Academia Paraense de Letras, cujo patrono também é
Domingos Antonio Rayol, o Barão de Guajará.

várias outras curiosas coincidências, como se observa na leitura do discurso de
posse, referentes a datas e até nomes de lugares.
Domingos Rayol
era da Vigia e perdeu seu pai aos 5 anos de idade, durante a revolta da
Cabanagem (1835-1840), quando sua histórica cidade natal foi tomada de assalto
pelos rebeldes em 1835. Foi deputado da Assembléia Provincial (Legislatura de 1864 a 1866), presidente das
Províncias do Pará, Alagoas, Ceará e de São Paulo. Há controvérsias quanto ao
local onde foi agraciado com o título nobiliárquico de “Barão do Guajará”. Para
alguns historiadores, teria sido em Alagoas; para outros, em São Paulo.
Casou com Maria
Vitória Pereira Chermont e residiu no solar que hoje abriga o Instituto
Histórico e Geográfico do Pará. Faleceu em Belém, no dia 27 de outubro de 1912,
aos 82 anos de idade. A sua obra mais conhecida constitui uma das principais
fontes de informação sobre o período da Cabanagem no Pará.

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