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DISCURSO DE CÉLIO SIMÕES NO IHGP


Exma. Professora Anaíza Vergolino.
DD. Presisdente do IHGP.
Exmo. Des. Eliziário Bentes, representando a Des. Odete de Almeida Alves, DD. Presidente do TRT da 8.ª Região.
Exma. Secretária ad hoc Profa. Ruth Burlamaqui de Morais, sócia efetiva do IHGP, na pessoa de quem saúdo todas as demais autoridades presentes ou representadas.
Dignos familiares do novo sócio, senhores e senhoras:


Repete-se, na manhã de hoje, nesse local para mim tão familiar, um ritual cujo objetivo é acolher, seguindo o rito estatutário, mais um sócio efetivo do IHGP.

No início deste mesmo ano, era eu que experimentava a emoção de aqui ingressar. Nesta consegui-lo, o pretendente limita-se a inscrever-se exibindo sua produção intelectual de cunho histórico ou geográfico e ficar naquela silenciosa torcida pela sua aprovação, pois não nos é dado abordar os membros da Comissão de Admissão, que sequer conhecemos. E essa decisão colegiada ainda necessita ser convalidada pela superior instância da Casa, sua Assembléia Geral.

Por todas essas etapas, naturalmente demoradas, submeteu-se o mais novo membro que hoje toma posse. Não me causou admiração o resultado positivo, mercê de sua elevada bagagem intelectual, suas pesquisas e estudos desenvolvidos visando o registro e a evolução dos costumes, do folclore, da música e da própria sociedade santarena que o viu crescer. A admiração ficou por conta da escolha de meu nome para saudá-lo em nome do Instituto, o que recebi com um misto de grande satisfação porém com natural receio, dada a estatura cultural de quem chega e da seleta plateia que prestigiaria o evento.

É praxe, em ocasiões como esta, que tracemos um breve perfil do homenageado, o que de início me pareceu quase insuperável, pois se tratando da vida e das múltiplas atividades desse magistrado, compositor e escritor, nada pode ser breve ou exageradamente resumido. Mas vou tentar.

Vicente José Malheiros da Fonseca nasceu no dia 11 de março de 1948, em Santarém/PA, sendo filho de Wilson Dias da Fonseca, o Maestro Isoca e de dona Rosilda Malheiros da Fonseca e neto do músico José Agostinho da Fonseca, este, patrono da Cadeira nº 24 da Academia Paraense de Música, que teve como primeiro ocupante justamente seu venerando pai – cujo centenário de nascimento ainda está sendo comemorado neste ano de 2012. É casado com Neide Teles Sirotheau da Fonseca, possui três filhos Vicente Filho, Adriano e Lorena e um neto, Vicentinho. Fez seus estudos primários em Santarém (PA), no Externato “Santa Inês” até o 3º ano, quando se transferiu para o Ginásio “Dom Amando”, ali permanecendo até o 2º ano do curso ginasial, após o que se mudou para São Paulo, onde ficou sob os cuidados de seu tio paterno Wilmar Dias da Fonseca.

Em São Paulo freqüentou, em 1962 e 1963 a escola salesiana no “Liceu Coração de Jesus”, correspondentes às 3ª e 4ª séries ginasiais. De volta a Santarém, de 1964 a 1966, matriculou-se novamente no “Dom Amando”, onde fez o curso colegial. Em 1967, após aprovação no vestibular, ingressou no Curso de Direito, tendo colado grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFPa, em dezembro de 1971.

A família Fonseca tem como traço comum o talento musical; seus tios, irmãos e primos, a par de suas atividades profissionais, atuam e atuaram como músicos, maestros e compositores. Lembro bem que conheci Vicente Fonseca no início dos anos 70, empenhado em classificar a música de sua autoria no Primeiro Festival da Canção de Santarém, onde pontificaram belíssimas composições interpretadas por grandes cantores locais, como por exemplo, a música “Corina”. Jamais sonhei, ao ensejo daquele longínquo festival, que um dia seríamos parceiros musicais.

Quando anos depois o reencontrei, já era ele magistrado, o que se deu a partir de 1973, com a conquista do primeiro lugar em dois concursos públicos de provas e títulos para ingresso e retorno ao cargo de juiz do TRT da 8ª Região, o que bem evidencia sua completa dedicação ao estudo do Direito.

Na magistratura trabalhista posso dizer sem receio de errar que Vicente exerceu praticamente todos os cargos de sua brilhante carreira, sempre pelo critério de merecimento, que penso ser o mais adequado para a ascensão no âmbito do Poder Judiciário: Suplente de Juiz Presidente de Juntas de Conciliação e Julgamento; Juiz do Trabalho Substituto; Juiz Presidente de várias Juntas de Conciliação e Julgamento nos Estados do Pará, Roraima, Amazonas e Amapá; Juiz Togado do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, desde 1993, Juiz Corregedor Regional do TRT, Juiz Vice-Presidente e finalmente Juiz Presidente da Corte Trabalhista de 1998-2000. Com a nova denominação, passou a Desembargador do Trabalho do TRT-8ª Região desde 1993, sendo atualmente o Decano da Corte.

É Membro da Associação dos Magistrados do Brasil e Professor de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho na Universidade da Amazônia (UNAMA), inclusive em cursos de pós-graduação. Foi Presidente da Associação dos Magistrados Trabalhistas da 8ª Região/AMATRA-VIII e fundador da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA.

Coordenou o Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho do Brasil, por dois mandatos, pertencendo atualmente ao seu Conselho Consultivo. Atua como membro da Comissão de Ética do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, perante o TST, desde dezembro/2000. Ingressou recentemente na seleta Academia Nacional de Direito do Trabalho, titular da Cadeira nº 87, tendo como patrono Jorge Severino Ribeiro. É membro fundador e ativo participante do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (2012), com sede em Santarém.

O empossado é jurista, doutrinador, além de autor de artigos avulsos com participações em obras coletivas; publicou entre outros o livro “Reforma da Execução Trabalhista e Outros Estudos, pela Editora LTr. Elevam-se a mais de duas dezenas suas medalhas, altas distinções e condecorações outorgadas pelas mais respeitáveis instituições locais, de outros estados da federação e de âmbito nacional, inclusive uma que me é particularmente grata lembrar, com certeza a mais modesta delas, que é o Diploma de Amigo da Academia Artística e Literária Obidense, recebida por minha proposição pelo belo hino do Silogeu, de sua autoria, que oficializei através da Resolução nº 01/2012, de 10.04.2012 ao tempo em que fui seu presidente.

Ainda muito criança, Vicente Fonseca iniciou os estudos de piano, teoria musical e solfejo com seu genitor e por ele foi encaminhado para seguir a tradição da família Fonseca: a arte da música. Assim é que antes de atingir a idade de 10 anos apresentou-se, por várias vezes, tocando ao piano peças infantis, nos programas musicais organizados por Wilson Fonseca e levados a efeito notadamente no clube “Centro Recreativo” perante a sociedade santarena, ora como solista, ora em execução a 4 mãos com seu pai ou com algum de seus irmãos, que também pianistas.

Durante os anos de 1962 e 1963, quando residiu em São Paulo, dedicou-se ao estudo de piano no Conservatório Musical “José Maurício”, dirigido pelas irmãs professoras Rachel e Gioconda Peluso, suas conterrâneas há muitos anos domiciliadas naquela capital. A sua primeira composição musical foi a valsa “Experimentar”, escrita quando tinha 10 anos incompletos, dedicada ao seu tio Wilmar Fonseca.

Em 1964 organizou em Santarém, um pequeno conjunto musical denominado “Tapajoara”, cuja atividade era oferecer shows promovidos, em especial, pelo Clube Paroquial “Imaculada Conceição”. Nesse conjunto Vicente tocava piano e, quando não dispunha deste instrumento, executava trombone de piston ou barítono.

Em 1965, a pedido de amigos, passou a dirigir um quarteto vocal, intitulado “Os Tapajônios”. Recebeu Medalha de Honra ao Mérito de Destaque no Setor musical no Dom Amando em 1964/66. Nos anos de 1964, 1965 e 1966 foi agraciado como o aluno que mais se destacou nas atividades musicais daquele Colégio, recebendo, por essa razão, em cada ano, medalhas de honra ao mérito.

Integrou a Banda de Música “Prof. José Agostinho”, dirigida por seu pai Wilson Fonseca e por seu tio Wilde Fonseca e diversos conjuntos musicais, na animação de festas dançantes, sendo o primeiro executante de teclado eletrônico no conjunto musical de Santarém “Os Hippies”.

A partir de 1969 desenvolveu com mais intensidade a sua carreira de compositor. Naquele ano, compõe o samba “Sempre as Praias”, inspirado no texto poético de seu irmão José Wilson Malheiros da Fonseca, publicado num exemplar do “Jornal da AABB”, editado em Santarém, jornal no qual eu já publicava minhas crônicas, integrando uma pequena equipe formada pelo próprio José Wilson, pelo Maestro Isoca, que discorria sobre folclore assinando com o pseudônimo de Nurandaluguaburabara, do também poeta Waldir Macieira da Costa e do excelente cartunista Luís Maia. Desde então, a parceria (José Wilson e Vicente) produziu mais de uma centena de músicas, todas marcadas por um estilo próprio, moderno, mas identificado com as raízes regionais e brasileiras.

Músico amador, pianista, escritor e poeta. Compositor desde 1958, o catálogo de sua Obra Musical registra mais de 1.000 peças, em diversos gêneros, cerca de 50 hinos, inclusive para instituições jurídicas, alguns já oficializados como o Hino da Justiça do Trabalho, da Justiça Eleitoral, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, a Canção da Escola da Magistratura, o Hino ao Centenário do Theatro da Paz, da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, da Escola de Música Maestro Wilson Fonseca, da Escola Estadual de Ensino Médio Maestro Wilson Dias da Fonseca, do futuro Estado do Tapajós, a Oração do Defensor, o Hino do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, da FABEL – Faculdade de Belém, da Comunidade Educativa o Mundo do Peteleco, do Centro de Educação Montessoriana do Pará, Hino da Associação dos Amigos do Theatro da Paz, da Academia de Letras e Artes de Santarém, da Academia Paraense de Música, da Câmara Municipal de Belém, do Instituto Helena Coutinho, do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, da Universidade do Estado do Pará, do Grêmio Literário e Recreativo Português, do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, do Ministério Público de Contas do Estado, da Catedral Metropolitana de Belém, da Academia Nacional de Direito do Trabalho, afora a Cantiga do Caapora, Suíte ao Maestro Isoca, Batuque (cantata negra), Irurá, Chorinho Pai D´Égua, Flauteio (Ritual dos Botos), Uirapuru, Batucando, Acalanto nº 2 (Sonatina para Cordas), Lira Iluminada, Sonata para Violino e Piano, Modinha, Sonatina Amazônica, Ave Maria (dedicada ao Papa Bento XVI), Pater Noster, a cantata Maria – Ave Maria dos Migrantes (vencedora no Concurso Nacional de Composição de Música Sacra, promovido pela Paróquia Nossa Senhora de Boa Viagem – Igreja Matriz de São Bernardo do Campo/SP), Cordas Pra Quê Te Quero, Dobrado, a série de “Valsas Santarenas” (atualmente com 94 peças), o ciclo de canções sobre poemas de Fernando Pessoa (“Poeta Fingidor”, “Tenho Tanto Sentimento” e “Ao longe, ao luar”), o ciclo de canções dedicadas a cantoras líricas (cerca de 20, inclusive em homenagem às sopranos paraenses Adriane Queiroz e Carmen Monarcha), Quarteto 2012, Toada da Piracaia, Cidadela de Bravos, Dobrado Maestro Isoca, Cadê Maria? e a “Sinfonia do Tapajós” (composta para o lançamento do livro “Meu Baú Mocorongo”, de Wilson Fonseca, “Oração da Ave Maria”, executada pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, o inspirado e recentíssimo tango “LÁBIOS”, com letra de Edwaldo Antônio Campos de Souza composta no dia 11.12.2012 em homenagem ao Dia do Tango, dentre outras.
É autor do livro “A vida e a obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, com pré-lançamento na XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, promovida pelo Governo do Estado do Pará (Secult) em setembro/2012, em comemoração ao centenário de nascimento de seu genitor, escolhido Patrono da Feira e cujo lançamento ocorrerá logo mais, no Espaço Cultural Ministro Orlando Teixeira da Costa deste Tribunal.

Vicente Fonseca, morando em Belém desde 1967, mesmo assim manteve com a sua família assídua correspondência musical, especialmente com seu pai Wilson Fonseca assim o seu irmão e parceiro de composições José Wilson Fonseca. Sua fantástica produção musical inclui ainda como parceiro o saudoso poeta Emir Bemerguy, um apaixonado pelas belezas da Pérola do Tapajós, recentemente falecido.

Diga-se, por indispensável, que a sua composição “AVE MARIA” dedicada ao Papa Bento XVI, nele causou profunda emoção, sentimento que o motivou à concessão de uma especial Benção Apostólica ao seu autor, conforme foi amplamente noticiado na mídia, com destaque para o Jornal “URUÁ-TAPERA”, da renomada jornalista Fransssinete Florenzano, edição nº 135 de 2006.

Com Vicente, arrisco dizer que tenho coisas em comum, daí talvez a escolha de meu nome para saudá-lo.

Somos detentores da Medalha do Mérito Eleitoral do TRE/PA, que me foi concedida pelos anos que naquela Corte atuei como juiz, gesto que enxerguei como um condescendente incentivo dos meus pares para melhor empenhar-me no exercício da jurisdição eleitoral.

Também com a mesma emoção de Vicente, recebi no ano de 1983 a Especial Benção Apostólica de Sua Santidade o Papa João Paulo II, pelo meu anônimo trabalho prestado à Arquidiocese, como membro da União dos Juristas Católicos de Belém, na orientação jurídica e gratuita a pessoas carentes, sem condições de pagar advogado, quando a Defensoria Pública ainda dava seus primeiros passos.

Finalmente, a ousadia de insinuar-me como seu parceiro musical, onde minhas hesitantes poesias dele sempre merecem – sabe Deus com quanta paciência – o brilho de sua genialidade musical, citando como exemplo o Hino da ESAMAZ (Escola Superior da Amazônia/2007); as Valsas Isabelle/2007, Hanna/2009; Elbinha/2011 e Yasmin/2012; a Marcha-rancho Serra da Escama/2010; o Hino da Academia Artística e Literária de Óbidos/2012, oficializado pela Resolução nº 01/2012, de 10 de abril de 2012 e o Hino do Instituto Histórico e Geográfico do Pará/2012 onde ele agora toma posse na Cadeira n.º 13, tendo como patrono o jornalista, político e escritor Domingos Antônio Rayol, o Barão de Guajará, fundador e figura emblemática da nossa instituição científica e cultural.

Vicente Fonseca quando indagado costuma responder modestamente que se considera um compositor brasileiro e amazônico. Algumas peças registradas no catálogo de sua Obra Musical revelam essa tendência, inclusive o ciclo de canções sobre o boto amazônico. Penso, contudo, que ele é muito mais que isso e o que acabo de revelar, em rápidas pinceladas nesse discurso, confirma essa realidade.

Pelo tenho acompanhado, a Associação dos Magistrados do Brasil, embora essencialmente voltada para a qualificação dos magistrados e a excelência no exercício da profissão, tem estimulado os juízes a romperem o isolamento dos gabinetes, reservando para si atividades mais amenas que possam contrabalançar a austeridade de um cotidiano difícil, não raro atribulado.

A música, a leitura, a dança, o cinema, a pintura são insubstituíveis amenidades da vida. Transportam-nos ao prazer. Diria eu que são bálsamos contra aflições inesperadas e perigos imaginários. Não serão esses atributos, pelo só fato de fugirem à rotina dos que envergam a toga, capazes de vulnerar a imagem de quem julga e decide em nome do Estado. Muitos temores nascem do cansaço, da solidão, da aridez e do desencanto, porém apesar de uma disciplina rigorosa, é indispensável que todos alimentemos a força do espírito e vivamos o quanto possível num mundo de paz. Monteiro Lobato, cujas obras eram vendidas em mercearias, armazéns e farmácias, pela carência de livrarias no Brasil de sua época, sentenciou que “um país é feito de homens e livros”.






No IHGP, a exemplo dos juízes, vivemos num mundo de estudos e de livros. Estou ávido pela leitura do livro de sua lavra “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, que nas miúdas notas de suas partituras tornou as belezas mocorongas famosas no mundo todo, com lançamento para logo mais, ao término desta solenidade.

Compositor de méritos o agora escritor e memorialista Vicente Fonseca, reconheça-se, sem dúvida escolheu a música como alternativa para sua carreira profissional. Ela é a concorrente direta de suas atenções e carinhos com a esposa Neyde, os filhos Adriano, Lorena, Vicente e mui especialmente com o neto Vicentinho, o mais simpático e inteligente flamenguista que ele conhece…

Diria eu que através nas notas de seu piano Vicente se vê realizado por atávica influência do avô José Agostinho da Fonseca e do pai, o Maestro Isoca, o mito que dá seu nome ao Aeroporto de Santarém e à antiga Rua Floriano Peixoto no centro urbano da Pérola do Tapajós (como determinado pela Lei Municipal nº 19.132, de 28 de novembro de 2012). Sobre essa recente e justa homenagem pelo centenário do nascimento do grande compositor, escrevi uma crônica denominada “Rua Maestro Isoca”, publicada em sites de Santarém, Óbidos, Manaus, São Paulo e São Luís do Maranhão, onde tenho espaço como colaborador. E não se diga que foi iniciativa isolada da municipalidade da sua terra natal, pois o Rio de Janeiro também o fez, colocando seu nome ao lado de outros talentos da musica e das artes, em logradouros reunidos num só perímetro da cidade. Como curioso da mitologia grega que sou, diria que ambos – Isoca e José Agostinho – viveram suas fecundas vidas sob o beneplácito de duas das nove filhas de Zeus, a musa ERATO, que inspirava a poesia suave e amorosa e EUTERPE, a música.

Caro Dr. Vicente: Seja bem-vindo ao nosso Instituto. Dele você se tornou sócio efetivo graças à sua avantajada produção de registros históricos na área cultural e musical, principalmente com artigos e composições que falam de sua ensolarada Santarém. Aqui o esperam pessoas amigas, sob a segura direção dessa admirável presidente, a professora Anaíza Vergolino. Tenho certeza que sob os olhares de CLIO, também filha de Zeus, responsável em presidir as criações históricas, a aura de iluminado que o acompanha como um dos mais destacados magistrados trabalhistas, professor, conferencista, músico, compositor, escritor e historiador, brilhará ainda por longo tempo, em novas conquistas que em breve tempo virão, cada vez mais altas e duradouras.


Célio Simões
Cadeira n.º 18

Fonte: Célio Simões

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