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POVOS INDÍGENAS KA’APOR E MÊBÊNGOKRE- KAYAPO


O Museu Paraense Emílio Goeldi e a Escola da Biodiversidade Amazônica – EBio/INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia promoveram uma roda de conversa com a antropóloga Claudia López sobre o cotidiano dos povos indígenas Ka’apor e Mêbêngokre- Kayapo e a produção de artesanato como prática sustentável.

Claudia coordena o subprojeto “Laboratório de Práticas Sustentáveis em Terras Indígenas”, cujo principal objetivo é o diagnóstico etnoambiental das terras indígenas nas aldeias Las Casas (PA) e Alto Turiaçu (MA), a fim de detectar o estado atual dos recursos naturais, avaliar as relações das comunidades com o meio ambiente e determinar de que maneira os diversos conflitos na região influenciam na biodiversidade. O projeto pretende ainda criar um laboratório de práticas sustentáveis nas Terras Indígenas para incentivar a recuperação de áreas degradadas e a implementação de alternativas de geração de renda baseadas no aproveitamento de recursos florestais não madeireiros.

A etnia Mebêngôkre -Kayapó vive em aldeias localizadas em ambas as margens do rio Xingu. No século XIX os Kayapó estavam divididos em três grandes grupos, os Irã’ãmranh-re, os Goroti Kumrenhtx e os Porekry. Destes, descendem os sete subgrupos Kayapó atuais: Gorotire, Kuben-Krân-Krên, Kôkraimôrô, Kararaô, Mekrãgnoti, Metyktire e Xikrin.

Os Ka’apor integram um grupo cuja identidade é reconhecida há trezentos anos na região entre os rios Tocantins e Xingu. Acredita-se que devido aos conflitos com colonizadores e outros povos indígenas eles acabaram migrando para o Maranhão, onde habitam na terra indígena Alto Turiaçú. Recentemente, novas invasões em suas terras colocaram sua sobrevivência étnica em risco.

A Escola da Biodiversidade Amazônica é um sub-projeto do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia e que alia as áreas da educação e da comunicação da ciência. A Ebio propõe e debate práticas pedagógicas nas escolas, estimula a educação científica e ambiental e a educomunicação, promovendo o uso de multimídias para facilitar as trocas comunicacionais.

INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia – O programa interinstitucional sob a coordenação do Museu Paraense Emílio Goeldi, tem como foco o desenvolvimento de pesquisas, ações educativas e de comunicação da ciência na região do Arco do Desmatamento, uma área de 244.420 km² que se estende pelo sul da Amazônia, do Maranhão ao Acre. O objetivo é a criação de um centro de excelência para o estudo da biodiversidade e da paisagem amazônica a partir de uma abordagem integrada e multidisciplinar.

Fonte: *Com informações da Agência Goeldi.

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