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Nesta terça-feira (23), a terceira edição do Sarau Chuva de Poesia começa às 18h, no foyer do Theatro da Paz. O diretor do templo da cultura parauara, Edyr Augusto Proença, promete uma noite de emoção e inspiração. Desta vez o sarau vai homenagear Alonso Rocha, cuja contribuição para a literatura regional é inestimável. Outro ícone da poesia amazônica, Antonio Juraci Siqueira, fará a saudação oficial. Depois das homenagens, ficará aberto o microfone para os poetas presentes também declamarem suas obras.

A importância de levar a poesia para o Theatro da Paz não se resume apenas ao reconhecimento dos talentos literários locais, frisa Edyr Augusto Proença, que é escritor, dramaturgo e jornalista, membro da Academia Paraense de Jornalismo. “O Theatro da Paz, como um dos mais emblemáticos espaços culturais de Belém, representa não apenas um palco físico, mas também um símbolo da riqueza cultural e histórica da cidade. Ao trazer a poesia para este cenário magnífico, o Sarau Chuva de Poesia não apenas enaltece os artistas locais, mas também reafirma o compromisso com a preservação e promoção da cultura paraense”, pontua o diretor Edyr Augusto.

Raimundo Alonso Pinheiro Rocha nasceu em Belém em 15 de dezembro de 1926, filho do poeta Rocha Júnior e de Adalgiza Guimarães Pinheiro Rocha. Sua trajetória foi brilhante e deixou um legado notável como poeta, escritor e defensor da cultura paraense. Casado com Rita Ferreira Rocha, foi pai de cinco filhos, os médicos Sérgio Alonso e Nelson Alonso, Ângela Rosa, arquiteta, e Geraldo Alonso, engenheiro elétrico e eletrônico, além de Ronaldo Alonso, que faleceu em 1977. Ele ocupou a cadeira número 32 da Academia Paraense de Letras a partir de 22 de novembro de 1963, eleito em sucessão a Olavo Nunes e Bruno de Menezes, tendo como patrono o poeta Natividade Lima, e participou ativamente da diretoria da APL desde 1963 até falecer, em 23 de fevereiro de 2010. Alonso Rocha também foi bancário e sindicalista entre 1954 e 1976: diretor do Sindicato dos Bancários do Pará e membro-fundador da Federação dos Bancários do Norte-Nordeste.

Em reconhecimento ao seu talento e dedicação à literatura, Alonso Rocha foi agraciado com o título de IV Príncipe dos Poetas do Pará, escolhido através de consulta a duzentas personalidades influentes nos círculos culturais, científicos e sociais do estado. Ele recebeu a comenda de 35 gramas de ouro em sessão solene no dia 21 de julho de 1989, durante cerimônia alusiva ao sesquicentenário de Machado de Assis. A honraria foi oferecida pelo governo do Pará.

Desde a adolescência, Rocha se envolveu com o mundo literário. Em 1942, fundou a Academia dos Novos, ao lado de Jurandyr Bezerra, Max Martins e Antônio Comaru Leal. O grupo atraiu jovens intelectuais da época, como Benedito Nunes, Haroldo Maranhão, Leonan Cruz, Raimundo Melo, Fernando de Campos Ribeiro, Arnaldo Duarte Cavalcante, Gelmirez Melo, Edmar Souza, Benedito Pádua, Otávio Blatter Pinho, Antero Soeiro, Eduálvaro Hass Gonçalves, Alberto Bordalo e Lúcia Clairefont Seguin Dias, que são ícones da história e da cultura do Pará.

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