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Nesta sexta-feira (3), o Instituto Ajuri e o Museu Paraense Emílio Goeldi lançam o projeto Guardiãs da Floresta, iniciativa pioneira que coloca as mulheres de 15 comunidades do arquipélago do Marajó no centro das decisões climáticas e económicas da região. O lançamento oficial acontece das 8h30 às 11h30, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazónia (Armazéns 5 e 6 do Porto Futuro II, em Belém), integrando a programação da 2ª Semana do Clima da Amazónia. O evento dá sequência aos debates globais iniciados na COP30, transformando promessas internacionais em ações práticas no território.

Com financiamento do Fundo Socioambiental Caixa (Edital FSA Autonomia Feminina), o projeto tem duração de três anos (até 2029) e foi desenhado sob perspetiva de género, estruturado em três eixos fundamentais: Sociobioeconomia – valorização das trabalhadoras da floresta, capacitação técnica para sistemas agroflorestais e compra de equipamentos para o beneficiamento de produtos locais (como açaí, palmito, castanha e farinha); Saúde integral – atendimentos voltados à saúde da mulher e suporte psicossocial; Direitos e Cidadania – educação financeira, formalização do trabalho, acesso a microcrédito, novos mercados e combate à violência de género.

A proposta é formar uma rede de lideranças ribeirinhas e extrativistas capazes de multiplicar esses saberes em suas comunidades, garantindo sustentabilidade e autonomia financeira.

“O projeto junta a experiência científica do Museu Goeldi com a força das mulheres do Marajó, que são as verdadeiras guardiãs desse território. É a ciência e os saberes ancestrais caminhando lado a lado”, comenta Marianna Protázio, idealizadora e coordenadora técnica do Guardiãs (Instituto Ajuri).

Foto: Patrícia Brasil/Guardiãs da Floresta

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