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Preservação da fauna amazônica

Foto: Everaldo Nascimento
Foto: Lucivaldo Sena

Referência em criação e reprodução de aves, o Parque Ambiental Mangal das Garças, em Belém do Pará, está enviando 40 guarás nascidos e criados em seus limites para o Zooparque Itaitiba, em São Paulo, onde passarão a viver em ambiente natural, que reproduz o habitat da espécie. Idealizado pelo secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, com 40 mil metros quadrados, o Mangal das Garças abriga mais de 500 animais de 70 espécies. Só no ano passado, nasceram 136 marrecas, 18 guarás, seis arapapas, um aracuã, um trinca ferro, dois socozinhos e três colhereiros. Além destes, o espaço também recebe animais visitantes. Cerca de 50 a 60 garças visitam regularmente o Viveiro das Aningas. Em meio às árvores e lagos, uma rica fauna é cuidada por dedicados biólogos e veterinários, que acompanham, alimentam e tratam os animais. 

Caracterizado pela cor vermelha de sua plumagem, o guará (Endocimus ruber) vive em média 25 anos em regiões litorâneas, mangues e lagoas. A cor é atribuída à alimentação rica em carotenóides.
Igor Seligman, biólogo e diretor do Mangal das Garças, conta que a parceria surgiu a partir dos bons índices reprodutivos registrados no parque zoobotânico. “O Mangal é o primeiro criadouro a reproduzir o guará sob os cuidados humanos, com acompanhamento de todas as fases de desenvolvimento da ave. Com esse pioneirismo, podemos auxiliar outros parques zoobotânicos a desenvolver esse trabalho de reprodução, sempre com foco na conservação e no desenvolvimento da espécie”. 

O Zooparque Itaitiba é semelhante ao Mangal no conceito naturalista de exposição de espécies, segundo o qual os animais vivem em ambientes que propiciam qualidade de vida. As condições ideais também permitem aumento da longevidade e bons índices de reprodução. São cerca de 500 mil m² de área verde, dentro de um fragmento de mata atlântica.

Na primeira semana de maio deste ano, 39 animais, entre marrecas e guarás, foram doados ao Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém: 33 marrecas Irerê, Asa-de-Seda e Cabocla e seis guarás que agora habitam o novo viveiro do MPEG. No ano passado, o Mangal tratou um poraquê machucado, que depois foi transferido por intermédio do Ibama ao Bosque Rodrigues Alves, que tem espaço específico. 

Com condições adequadas à vida e reprodução de espécies, o Mangal alcançou dados reprodutivos de sucesso.
Em abril deste ano, por exemplo, o terceiro filhote da espécie Pavãozinho do Pará (Eurypyga helias) se reproduziu no parque. O primeiro caso aconteceu no ano passado e foi muito comemorado, já que, antes deste, havia apenas um relato de reprodução da espécie em cativeiro no Brasil, no Rio de Janeiro, na década de 1960. Agora são oito animais da espécie, sendo um filhote nascido em 2013 e dois em 2014. “No Mangal das Garças essa espécie vive desde 2009 no Borboletário. A existência de lagos e do solo úmido propiciou o melhor ambiente. Além disso, é fornecida alimentação balanceada, composta por camarão, ração e larva de besouro”, explica a veterinária do Mangal, Stefânia Miranda. 

Os técnicos e pesquisadores que atuam no Parque também tiveram a oportunidade de discutir mecanismos de valorização dos espaços verdes nas zonas urbanas e de preservação da fauna amazônica, durante o 36° Congresso da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil, promovido em março de 2012 pelo Mangal das Garças, no Hangar, com cientistas de vários países. Temas como a importância deles na economia de uma cidade, como atração turística, a legislação que envolve os problemas ambientais no País, pesquisas e educação ambiental, a evolução pela qual os zoológicos passaram com o tempo e a importância que eles têm para a sociedade pontuaram os debates e enriqueceram o trabalho desenvolvido diariamente. 

“Antigamente, os zoológicos eram locais vistos como um espaço em que as pessoas iam apenas ver animais, algo parecido como uma coleção de museu. Hoje, esses espaços buscam, sobretudo, passar informações para as pessoas. E com a urbanização as pessoas não têm mais tanto contato com a natureza, e os jardins zoológicos se tornaram locais importantes, por proporcionar isso, sendo um mecanismo de preservação e defesa do meio ambiente”, acentua o pesquisador Igor Seligman.

Há muito o que dizer e festejar dos talentos e realizações do Pará e dos parauaras nesse setor, embora pouco divulgado, e que deveria ser ensinado nas escolas, públicas e particulares.

O professor doutor Manuel Ayres, um dos pioneiros na pesquisa genética e bioestatística na região amazônica, obidense ilustre, fundou em 1966 o Laboratório de Genética da UFPA. Seu filho, o biólogo pela USP José Márcio Corrêa Ayres, Mestre em Socioecologia dos Primatas, pelo Inpa, Doutor em  Primatologia pela Universidade de Cambridge (Inglaterra), com a tese “Os Uacaris Brancos e a Floresta Amazônica Inundada”, criou a Estação Ecológica Mamirauá, localizada entre as confluências dos rios Solimões e Japurá e o Auati-Paranã, com uma área total de 1.124.000 hectares, reconhecida, em 1993, pela “Convenção Ramsar”, que integra uma relação de áreas úmidas de importância e interesse mundial, transformada na primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Brasil em 1996, também por iniciativa de Márcio Ayres e dos pesquisadores que o apoiavam. Ele também projetou um grande corredor ecológico, sugerindo outra RDS – a de Amanã – com 2,3 milhões de hectares, unida ao Parque Nacional do Jaú, afinal criada em 1998, com o que se completou um bloco de 6,5 milhões de hectares, a maior área florestal protegida do mundo. 

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