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OSTP e solistas arrebatam plateia

Fotos: Cristino Martins
Quem não conseguiu ir ontem ao concerto “Waldemar 20 anos – A eterna presença” perdeu um belo espetáculo, no Theatro da Paz. A primeira parte foi, na verdade, um recital, com a pianista Ana Maria Adade e os solistas Tiago Costa (tenor), Idaías Souto Júnior (barítono) e Luciana Tavares (soprano), impecáveis. Tiago cantou “Canção Nômade”, “Trem de Alagoas” e a emocionante “Minha Terra”. Idaías interpretou as lendárias “Cobra Grande”, “Matinta Pereira” e “Abaluaiê”. E Luciana – que estava linda, leve e solta em vestido de um ombro só e trança lateral nos cabelos – cantou “Suave Spleen”, “Exaltação”, “Senhora Dona Sancha” – que remete à cantiga de roda que embalou a infância de quase todo mundo – e “Foi Boto Sinhá”, que sempre me leva às lágrimas, porque foi uma das primeiras peças do repertório da Gabriella Florenzano.  

Após o intervalo, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, sob a regência do maestro e pianista Agostinho Fonseca Jr. (o  maestro Waldemar Henrique ficaria orgulhoso do neto de Wilson Fonseca, o maestro Isoca, seu parceiro e amigo), executou a linda abertura da ópera “Salvador Rosa”, de Carlos Gomes. E, com solo de Ana Maria Adade, a suíte “Waldemar para piano e cordas”, que inclui “Uirapuru” (enérgico), “Valsa e Primavera” (andante) e “Rolinha” (allegro), composição do brilhante maestro e multi-instrumentista Luiz Pardal. Ao final, a OSTP apresentou, com solo do maestro Tynnoko Costa,  “Tajá-Panema – Fantasia para piano e orquestra”, composta pelo próprio pianista.

Waldemar Henrique da Costa Pereira nasceu em Belém, no dia 15 de fevereiro de 1905. Estudou no conservatório Carlos Gomes e piano, composição e regência no Rio de Janeiro. Soube traduzir de forma ímpar o imaginário amazônico em suas músicas, que apresentou pelo Brasil e outros países, como Portugal e Espanha. Dirigiu o Theatro da Paz, o Departamento de Cultura do Rio de Janeiro e, em 1981, foi eleito membro da Academia Brasileira de Música. Compôs mais de 120 canções, entre elas “Boi-Bumbá”, “Curupira”, “Tamba-Tajá” e o “Uirapuru”. Morreu no dia 29 de março de 1995.

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