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Os nefastos algozes de Belém

Na
sessão de ontem na Câmara Municipal de Belém, de novo ficaram registrados para a
posteridade a falta de escrúpulos, o descaramento, a sem-vergonhice. O quase ex-vereador
Gervásio Morgado(PR) foi à tribuna desfiar lamúrias por causa da “perseguição” que vem sofrendo,
vejam só, do povo de Belém! Ele contou, candidamente, que teve “acesso” ao projeto da Leal Moreira
para a área que ele quer modificar através de projeto de lei alterando o
gabarito das construções nos bairros ao longo da Av. Almirante Barroso, até o
Entroncamento. E passou a descrever entusiasticamente
o projeto da construtora: 1.200 apartamentos distribuídos por 22 prédios
residenciais, com 15 andares, correspondentes a 49 metros de altura. Seu
objetivo como vereador nesta questão? Ora,
apenas garantir a igualdade de tratamento para quem quer construir unidades
multifamiliares. Porque as construtoras, coitadinhas, não estão podendo
construir. A jornalista que bate nele nunca o procurou para ouvir seu lado, lhe
dar uma oportunidade de defesa
.
Deu
vontade no povo que estava na galeria, espremido e suado, de entregar lenços
para que ele enxugasse as lágrimas.
A coisa ficou comovente mesmo quando o vereador Iran Moraes, que
desembarcou recentemente no PT depois de ter passado por uns quatro partidos,
tomou a defesa do Morgado, dizendo que o colega – coitado! – não merece passar
pelo que está passando. Iran aproveitou para rebater a seu modo pronunciamento
do dia anterior feito pela vereadora petista Milene Lauande, que tinha
lamentado a preferência demonstrada pelo eleitorado pelos vereadores “executivos“, os que praticam
exclusivamente assistencialismo, em detrimento dos que procuram cumprir sua
missão parlamentar em plenário, abraçando as causas populares. Pois Iran parece
ter vestido a carapuça. Declarou que “embora tenha tido a sorte de ser homem de
uma mulher não teve a mesma sorte com partidos e que só agora, no PT, estava se
sentindo realizado
.” Contudo, antecipou que continuará fazendo tudo para
atender suas comunidades com os serviços de limpeza, asfaltamento, etc., como
sempre fez. Trocando em miúdos: vai continuar agarrado ao prefeito, seja quem
for, mesmo que isso contrarie as orientações partidárias. O neo-petista Iran é
pai do neo-camarada Moa Moraes, eleito vereador pelo PCdoB. Curioso como consola um exemplar-mor de
tudo o que ele se diz contrário e ataca sua própria colega de bancada.
Aí, Morgado retribuiu a gentileza e também elogiou Iran, seu novo irmão-camarada-amigo de infância. E aproveitou
para comparar seus alegados sofrimentos com os de Jesus Cristo, que “também sofreu injustamente“. Oooohhhh!
Tais pronunciamentos, vindos de quem vieram, provocariam gargalhadas,
não fossem a prova lamentável do real significado do que seja um parlamento
para tipos como esses.
E
não ficou por aí. Morgado atacou violentamente os manifestantes por portarem
cartazes pedindo a imediata votação e rejeição do projeto do caos no
Entroncamento, e de “Fora Morgado“!
E exigiu que os cartazes fossem retirados, que o povo fosse colocado numa
espécie de gueto, um cubículo longe do plenário, sem ar condicionado, mesmo com
a galeria refrigerada vazia ao lado do plenário, ao que prontamente o presidente,
quase ex-vereador Raimundo Castro(PTB) obedeceu.
Então
ficou assim: os direitos constitucionais de livre manifestação e expressão do
pensamento e de participação popular, conquistados a duras penas, pelos quais
muita gente morreu, simplesmente são jogados no lixo pela Mesa Diretora da
Câmara de Belém, que tem a obrigação de respeitá-los, mais ainda do que outras
instituições. Os cidadãos que vão acompanhar as sessões para defender o
interesse público são massacrados. Os vereadores ficam refestelados no ar
condicionado e a sociedade tratada como gado, num espaço quase sem ar. Para
eles, a população só serve para elegê-los. Não querem ser cobrados nem
controlados. Não respeitam nem seus pares. Enquanto um fala ao vento na
tribuna, a maioria conversa animadamente em rodinhas ou fala ao celular,
indiferente.
O
projeto de Morgado é ilegal, fere os legítimos interesses da coletividade e
privilegia os interesses privados. Quando percebeu que seria derrotado, pela 6ª
vez o
retirou
de pauta,
apostando em outro
momento, quando menos controladores sociais estejam presentes, o que favorece
sua negociação com alguns vereadores. Morgado e seus comparsas vão tentar
novamente na próxima 3ª feira e a “galera
da Kombi
” – como ele se refere fazendo chacota aos voluntários que
lutam para evitar o crime que ele tenta praticar contra Belém – continuará
resistindo, agora não apenas contra o projeto nocivo, mas também contra a
tentativa de calar a voz do povo.
O mesmo povo que lhe deu cartão
vermelho nas eleições e o expulsou pela porta dos fundos da vida pública. O
povo que está registrando
os nomes dos vereadores e como se comportam, se resistem ou caem em tentação. Esse projeto, por ser
ilegal, se aprovado, vai desembocar na Justiça. Não prosperará.

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