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Operação Filisteus IV e Icarus em Parauapebas e Marabá

Os Núcleos de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e de Combate à Improbidade Administrativa e à Corrupção (NCIC), do Ministério Público do Estado do Pará, estão desmantelando os focos de corrupção em Parauapebas e Marabá, desde cedo, hoje. Na Operação Filisteus 4, que investiga denúncias de corrupção na Câmara Municipal de Parauapebas, o empresário Hamilton Ribeiro foi preso e seu sobrinho Pedro Ribeiro está foragido, com prisão temporária decretada. Hamilton é dono de construtora e imobiliária e tem contratos com a prefeitura para pavimentação de estradas, aluguel de veículos e tudo o que dê lucro na cidade. Para se ter ideia do nível dos negócios com o dinheiro público, o empresário comprou uma área por cerca de R$ 400 mil, que foi desapropriada por cerca de R$ 15 milhões, menos de dois meses depois. Há vídeos – gravados no final de setembro no estacionamento da Câmara Municipal de Parauapebas – mostrando os vereadores Maridé Gomes da Silva (PSC), José Arenes (PT), Bruno Soares (PSD) e Charles Borges (PROS) recebendo dinheiro em troca de apoio na Câmara a novos contratos. O interlocutor principal seria Maridé, que aparece em um dos vídeos recebendo dinheiro de Pedro Ribeiro. Outro registro é de Pedro entregando R$10 mil ao vereador Bruno Soares (PSD). Em uma terceira gravação, um homem não identificado conversa com o vereador Ivanaldo Braz(PSDB), presidente da Câmara, e exige dinheiro para não divulgar as imagens. 

O vereador Charles Borges está sendo procurado e será conduzido coercitivamente. Outros vereadores já estão prestando depoimentos. 

As prisões temporárias foram decretadas pelo juiz Líbio Araújo Moura, da 1ª Vara Criminal de Parauapebas. 

O MPE-PA sustenta que Hamilton recebeu R$ 126 milhões da Prefeitura de Parauapebas, entre 2013 e 2015. O ‘mensalão’ era de R$ 10 mil. 

A justiça decretou o afastamento do vereador Maridé. Seu atual suplente é Deibson Rodrigues Santos, que pulou do PMDB para o PROS. Como está reeleito, caso não seja diplomado e fique impedido de assumir o novo mandato em 2017, o suplente é o pastor Manoel de Jesus (PDT). 

Já a Operação Icarus investiga lavagem de dinheiro e fraudes em licitações tanto em Parauapebas quanto em Marabá. A Polícia Federal descobriu que recursos públicos  foram usados na compra de avião, helicóptero, carros de luxo, lanchas e jet skis. A fraude consistia em superfaturamento do preço de gases nas licitações da Secretaria Municipal de Saúde. Além do sobrepreço, a quantidade comprada era acima da necessidade. As buscas incluem procedimentos licitatórios em Parauapebas e Marabá entre 2013/2016 para o fornecimento de gás medicinal.

A desembargadora Maria Edwiges de Miranda Lobato, relatora do processo nº 006242-52.2016.814.000, no qual atua o procurador de justiça Nelson Pereira Medrado, foi quem autorizou os mandados de busca e apreensão na residência do prefeito João Salame, na sede da empresa J. Salame Neto Publicidade ME, na Prefeitura de Marabá, nas Secretarias de Administração e Saúde de Marabá, no Hospital Municipal de Marabá, na Prefeitura de Parauapebas, na sede do Fundo Municipal de Saúde de Parauapebas, no Hospital Municipal de Parauapebas, nas sedes da Integral Construções e Comércio, da Oxipar – Oxigênio do Pará Ltda., da Josimar Enéias da Costa ME, e da WJE da Costa e Cia Ltda., e, ainda, na residência de Josimar Enéas da Costa, no aeródromo Aero Helinorten e até na sede do diretório do PROS, além das residências de Cláudio Cabral de Sousa e Cleiton Costa Nery.

Salame é suspeito de envolvimento com Josimar Eneas da Costa, o Eletro, preso pela PF na “Operação Asfixia”, no início do mês, na compra de aeronave por ambos. 

Foram apreendidos uma aeronave Sêneca, de propriedade – vejam só! – do partido político PROS; um helicóptero Robison, da empresa WJC da Costa e Cia Ltda, e um Camaro 2 SS ano 2012, de propriedade de Josimar Eneas da Costa. 

A polícia e o MP ficaram de olhos atentos quando o vereador Odilon Rocha afirmou da tribuna da Câmara de Parauapebas, em plena sessão do dia 24 de abril de 2015, que o salário do vereador é insuficiente para viver de forma honesta. “O valor que o vereador ganha aqui, se ele não for corrupto, ele mal se sustenta durante o mês“, declarou, na ocasião, sem a menor cerimônia.
Odilon foi preso por receber propina em fraude a licitações. Ele renunciou ao mandato e responde ao processo em liberdade. Outros cinco vereadores acusados de corrupção já foram afastados pela Justiça em Parauapebas.

Participam das operações o procurador de Justiça Nelson Pereira Medrado (coordenador do NCIC) e os promotores de Justiça Mílton Meneses (coordenador do Gaeco), Hélio Rubens Pinho (Parauapebas) Juliana Dias Ferreira de Pinho Palmeira, (Muaná), Francisca Suênia Sá (Tucuruí), Mauro Guilherme Messias Santos (Goianésia), Francisco Charles Pacheco Teixeira (Breu Branco) e Cristine Magella Silva Corrêa (Marabá). 

A Operação em Parauapebas foi denominada “Teia de Penélope”, em alusão à filha de Ícaro, personagem da mitologia grega, que casou com o príncipe Ulisses e, quando o marido partiu para lutar na Guerra de Tróia, tecia à frente de todos uma mortalha mas à noite desmanchava o trabalho e assim ganhou tempo junto aos pretendentes que a pressionavam, até o retorno de Ulisses.  

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