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O Dia de Alfredo

O dia 16 de junho foi apelidado de Bloomsday e é celebrado em vários países em homenagem a James Joyce, em referência ao seu personagem Leopold Bloom, do aclamado romance Ulysses, marco da literatura mundial, publicado em 1922. A festa maior é em Dublin, na Irlanda. Lá, fãs se fantasiam e passeiam pelos cenários do livro e fazem leituras da obra do cultuado autor. Em São Paulo, a data é festejada desde 1988 por iniciativa de Haroldo de Campos. No Rio, este ano a comemoração foi na Escola Letra Freudiana. Em Florianópolis, na Aliança Francesa. Já em Belo Horizonte, na Casa Una de Cultura, com filmes, leituras e exposição. Em Porto Alegre, no StudioClio, em sarau com a banda Irish Fellas. 

Pois bem. Aqui, em terras parauaras, a confraria intitulada Sociedade Amigos da Academia do Peixe Frito, entidade sem fins lucrativos que será curadora do patrimônio cultural imaterial formado por Bruno de Menezes e seus confrades entre as décadas de 1930 a 1960 no Ver-O-Peso – Eneida de Moraes, Abguar Bastos, Tó Teixeira, Rodrigues Pinagé, Jacques Flores, Raul Bopp, Vicente Salles e Dalcídio Jurandir -, teve uma ideia sensacional: criar o Dia de Alfredo, em homenagem ao escritor marajoara Dalcídio Jurandir, e celebrar logo a partir deste ano, em um sarau no mirante do Hotel Ver O Peso.

O Dia de Alfredo, uma vez instituído, estimulará a leitura do romanceiro dalcidiano e impulsionará o turismo literário; é uma chamada para contemplar a Criaturada grande de Dalcídio na paisagem cultural da Amazônia marajoara, de Belém a Macapá rumo ao Caribe, acredita seu idealizador, José Varella Pereira, que não deseja apenas uma celebração, mas um evento de economia criativa, criar um compromisso com a educação popular levando ao engajamento de novos alfabetizados livres das cadeias da exploração das necessidades dos mais pobres pela educação de seus filhos e netos através da leitura em todas as escolas – principalmente no arquipélago marajoara – da singular história de Alfredo em busca da escola na cidade grande. 

Para José Varella, hoje o turismo literário no Marajó seria um modo de apressar a viagem do socorro à obra de Giovanni Gallo. Talvez alguns viajantes do mundo tivessem a notícia do Museu do Marajó e quisessem ir até Cachoeira do Arari conferir o potencial do turismo como instrumento de desenvolvimento humano para o povo marajoara.
O mesmo turismo literário que poderia recuperar a casa de Dalcídio Jurandir tombada ao chão. 

Sociedade Amigos da Academia do Peixe Frito planeja criar selo e logomarca exclusivos para certificação de atividades e produtos sob sua chancela, e pretende solicitar, formalmente, apoio institucional das Secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Turismo (Setur), da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel) e da Coordenadoria Municipal de Belém (Belemtur) para parceria nos segmentos de turismo literário, cultura alimentar e ecoturismo de base na comunidade, em especial através de ecomuseus, museus comunitários e associações de populações tradicionais e de usuários de unidades de conservação ambiental, tendo como objetivo promover a hospitalidade e desenvolvimento sustentável local da chamada “Criaturada grande de Dalcídio”. Sem dúvida, uma bela iniciativa, que merece amparo oficial e adesão da sociedade. Eu apoio.

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