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O caso Amafrutas

O Movimento AMBAC – Associação dos Moradores do Bairro Canaã começou, há pouco, no Km 18, em frente à entrada de Benfica, caminhada de 2 Km até a barreira da Polícia Rodoviária Federal, onde inicia o Km 20 da BR 316. Vejam o porquê do protesto:
“O terreno que um dia esteve na posse da extinta AMAFRUTAS tem cerca de 800 metros de frente por 5 km de fundo com a mesma extensão de largura ao sul. Na década de 80 os pequenos lotes foram sendo adquiridos, porém sem o devido registro, os antigos posseiros continuaram morando na área.
Em 1984 houve uma tentativa de regularização junto ao ITERPA, mas o processo não passou do Departamento Técnico. Uma empresa estrangeira assume a posse e posteriormente a AMAFRUTAS, que faliu. Após é criada a NOVA AMAFRUTAS que apresenta um documento sem a Cadeia Dominial e consegue junto ao BASA cerca de R$ 54.000,000, 00 (cinqüenta e quatro milhões de reais) pelo FNO.
A NOVA AMAFRUTAS foi comemorada, tendo inclusive a visita do Presidente LULA, os recursos foram dilapidados, vindo à festejada administração de quatro cooperativas que congregava trabalhadores e empresários também a falência.
Cerca de três hectares foram alugados à empresa NATURA por onze anos, de 2006 até 2017, o restante dos 907 hectares foram abandonados. Em julho de 2007 um grupo de posseiros entra na parte central do terreno, unindo-se aos antigos moradores, somados aos ex-funcionários da AMAFRUTAS e NOVA AMAFRUTAS que tinham quase 200 processos trabalhistas.
Baseado neste documento de origem duvidosa a Justiça do Trabalho de Ananindeua promove a penhora do terreno e com o processo correndo a revelia, pois nenhuns dos diretores da NOVA AMAFRUTAS ou da AMAFRUTAS apareciam para tratar do ônus que eram as dividas trabalhistas, só apareceram para o bônus que foram os milhões de financiamento do FNO.
Durante os últimos três anos e meio 1.200 famílias foram somadas as já existentes na área, denominada de CANAÃ, enquanto isso o TRT de Ananindeua promove o Leilão da mesma, o Senhor Alcidemar Leal, dono da construtora Leal Junior arremata por apenas R$ 3.000,000, 00 (três milhões de reais) uma área que minimamente avaliada chega a R$ 240.000,000, 00 (duzentos e quarenta milhões de reais). Paga 10% do valor e exige sua Emissão na posse.   
  
Daí a geração do grande conflito pela posse da área, toda prova ou contestação feita pelos posseiros no processo é considerada Intempestiva (fora do tempo) ou alegada à ilegitimidade da parte para litigar, o que promoveu a celeridade processual.
Diante de um conflito iminente que poderia tomar grandes proporções, o Senhor Alcidemar Leal propõe legitimar posses de 15×25 e que as Prefeituras de Marituba e Benevides promovam o saneamento da área, ocorre que o local dista cerca de 6 km de onde está alocada a maioria das famílias, sendo tal proposta rejeitada.
 A rejeição da proposta se dá justamente pelos fortes indícios de falsificação documental, pelo volume financeiro já gastos pelo estado com recursos do FNO, e quiçá por outras fontes de financiamento estatal, pelo processo exploratório da moradia e pela especulação imobiliária ao longo da BR 316, onde grandes condomínios estão sendo implantados.
 A manifestação é pacífica e ordeira e visa chamar a atenção da sociedade para o grave problema que passamos. Na ocasião serão distribuídas cópias da documentação que afirma que o terreno está localizado no Km 20 da BR 316, quando os posseiros estão no Km 18 da mesma.
  
José de Arimatéia – presidente do Movimento AMBAC”

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