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O Brasil em transe


A Operação Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse, não poderia ter nome mais adequado. De fato, o clima no Brasil é de fim de mundo. É espantoso, terrorífico. A Bovespa caiu tanto que teve que ser interrompida, hoje. O banco de investimentos JP Morgan cortou a recomendação para as ações brasileiras. O presidente Michel Temer acaba de dizer, em lacônico pronunciamento à nação, que não renuncia. O senador Aécio Neves está afastado do mandato e com o passaporte apreendido; sua irmã, Andrea, e seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros, presos, assim como o procurador da República Ângelo Goulart Villela e o advogado Willer Tomaz, e, ainda, Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela, e uma irmã do doleiro Lúcio Funaro..

Hoje à noite, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, deverá decidir se mantém ou retira o sigilo das delações dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista. É provável que todo o conteúdo vaze. Agora à tarde, está marcada sessão do STF. A sociedade brasileira assiste, petrificada, ao oceano de lama que parece nunca terminar de se espraiar. 

O deputado federal Rodrigo Santos da Rocha Loures (PMDB-PR), alvo de mandados de busca e apreensão em Curitiba e afastado do mandato, está em Nova York, acompanhando o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), na condição de membro titular do Conselho da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Ele deve voltar ainda hoje ao Brasil. Suplente de Osmar Serraglio, que assumiu o Ministério da Justiça em março deste ano, homem de confiança de Temer, Loures foi conselheiro especial da presidência logo após o impeachment de Dilma Rousseff. No PMBD desde 2005, era deputado federal pelo Paraná de 2007 até 2011. É filho de Rodrigo Costa da Rocha Loures, vice-­presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

O procurador da República Ângelo Goulart Villela é suspeito de favorecer uma empresa do grupo J&F. Já foi exonerado da função de assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral e à força-tarefa do caso Greenfield, que apura suspeitas de irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do País. Policiais federais também apreenderam documentos em endereços ligados a Vilela – inclusive no TSE. Janot passou mesmo a navalha na carne.

Para se ter uma ideia, em troca de propinas foram oferecidas a Joesley Batista até nomeações no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), CVM (Comissão de Valores Mobiliários, autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda), Receita Federal, Banco Central e PFN (Procuradoria da Fazenda Nacional).

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